VS Blog - O seu canal de informação católica » excomunhão http://blog.veritatis.com.br VS Blog - O seu canal de informação católica Mon, 12 Apr 2010 19:04:39 +0000 http://wordpress.org/?v=2.8.4 en hourly 1 Congregação para a Doutrina da Fé esclarece sobre o aborto em Recife http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/07/16/congregacao-para-a-doutrina-da-fe-esclarece-sobre-o-aborto-em-recife/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/07/16/congregacao-para-a-doutrina-da-fe-esclarece-sobre-o-aborto-em-recife/#comments Thu, 16 Jul 2009 19:40:12 +0000 Taiguara Fernandes http://blog.veritatis.com.br/?p=724 De Direto da Sacristia.

No dia 11/07 último foi publicada em L’Osservatore Romano uma Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé esclarecendo o lastimável artigo de Dom Rino Fisichella, Prefeito da Pontifício academia para a Vida, sobre o aborto da menina de 9 anos em Recife. Dom Rino execrava o Arcebispo de Olindo e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, por ser rígido e anti-pastoral e apoiava o aborto na menina, esquecendo de uma vez só que Dom José prestou o mais vivo auxílio, do começo ao fim – como agora reconhece a declaração – e que o aborto provocado é pecado gravíssimo, que clama aos céus, segundo a Doutrina da Igreja.

Esta declaração, como o Direto da Sacristia noticiara, fora pedida pelo próprio Papa Bento XVI em atenção às solicitações dos acadêmicos pró-vida. Talvez seja um pouco fraca a tentativa da Declaração de salvar o artigo de D. Fisichella, mas o que vale é a condenação do aborto provocado na menina e a honra recuperada do grande Dom José!

Segue a notícia de Zenit. O link para a Declaração, em italiano, é este.

Caso da menina brasileira não muda ensinamento católico sobre aborto

Esclarecimento da Congregação para a Doutrina da Fé

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 10 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Após as polêmicas surgidas sobre um artigo publicado no jornal vaticano pelo arcebispo presidente da Academia Pontifícia para a Vida sobre a menina brasileira que foi submetida ao aborto de gêmeos, a Santa Sé confirma que a doutrina da Igreja não mudou.

Explica-o um “Esclarecimento” publicado pela Congregação para a Doutrina da Fé, na edição diária de 11 de julho de L’Osservatore Romano, como o próprio documento explica, em resposta a “várias cartas, inclusive da parte de altas personalidades da vida política e eclesial, que informaram sobre a confusão que se criou em vários países, sobretudo na América Latina”.

“A Congregação para a Doutrina da Fé confirma que a doutrina da Igreja sobre o aborto provocado não mudou nem pode mudar”, sublinha o “Esclarecimento”.

O documento se refere ao artigo publicado pelo L’Osservatore Romano no dia 15 de março de 2009, com o título “A favor da menina brasileira”, no qual o arcebispo Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, analisava o caso da menina que, aos 9 anos, vou estuprada repetidamente pelo seu jovem padrasto, ficando grávida de gêmeos e que depois foi obrigada a abortar no quarto mês de gestação.

No artigo, Dom Fisichella confirmava que “o aborto provocado sempre foi condenado pela lei moral”.

Pois bem, em resposta às crônicas publicadas pelos jornais, o arcebispo considerava que, segundo seu parecer, não era adequado que o bispo do lugar anunciasse de maneira tão pública e rápida a excomunhão – “algo que se aplica de maneira automática”, esclarecia – dos envolvidos, pois desta forma não se ajuda a mostrar o rosto materno da Igreja.

O “Esclarecimento” vaticano informa que, como foi possível saber depois, a menina “tinha sido acompanhada com toda delicadeza pastoral, em particular pelo então arcebispo de Olinda e Recife, sua excelência Dom José Cardoso Sobrinho”.

O próprio Dom Fisichella, em declarações posteriores à mídia, havia esclarecido que, antes de escrever o artigo, dada a urgência de responder rapidamente à enorme polêmica que havia sido suscitada, não tinha podido falar com Dom Cardoso Sobrinho, motivo pelo qual não estava informado deste fato.

O documento da Congregação para a Doutrina da Fé, cujo presidente é o cardeal americano Willian Levada, não entra nos detalhes concretos deste caso, mas se limita a ilustrar os textos de referência do magistério da Igreja sobre o aborto, em particular os números 2270-2272 do Catecismo da Igreja Católica.

O texto cita também várias passagens da encíclica Evangelium vitae, assinada por JoãoPaulo II no dia 25 de março de 1995, em particular o número 58, no qual se esclarece que o aborto provocado nunca pode ser justificado, ainda que aconteça em “situações difíceis e complexas”, seja para o bebê ou para a mãe.

No que se refere ao problema de determinados tratamentos médicos para preservar a saúde da mãe, o texto esclarece que “é necessário distinguir bem entre dois fatos diferentes: por um lado, uma intervenção que diretamente provoca a morte do feto, chamada em ocasiões de maneira inapropriada de aborto ‘terapêutico’, que nunca pode ser lícito, pois constitui o assassinato direto de um ser humano inocente”.

Algo totalmente diferente, continua indicando o “Esclarecimento”, é “uma intervenção não-abortiva em si mesma, que pode ter, como consequência colateral, a morte do filho”.

Para explicar este ensinamento da Igreja, a nota cita um famoso discurso de Pio XII, de 27 de novembro de 1951, no qual afirma: “Se, por exemplo, a salvação da vida da futura mãe, independentemente de seu estado de gravidez, requerer urgentemente uma intervenção cirúrgica, ou outro tratamento terapêutico, que teria como consequência acessória, de nenhum nenhum modo querida nem pretendida, mas inevitável, a morte do feto, um ato assim já não se poderia considerar um atentado direto contra a vida inocente”.

“Nestas condições, a operação poderia ser considerada lícita, igualmente a outras intervenções médicas similares, sempre que se trate de um bem de elevado valor –como é a vida– e que não seja possível postergá-la após o nascimento do filho, nem recorrer a outro remédio eficaz”, dizia o Papa Eugenio Pacelli nesse discurso.

No que se refere ao papel dos médicos nestes casos, o documento lhes recorda, com a Evangelium vitae (n. 89), “a intrínseca e imprescindível dimensão ética da profissão clínica, como já reconhecia o antigo e sempre actual juramento de Hipócrates, segundo o qual é pedido a cada médico que se comprometa no respeito absoluto da vida humana e da sua sacralidade”.

O documento vaticano não entra em detalhes sobre a aplicação automática da excomunhão no caso do aborto.

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Recife: do vinho para o vinagre? http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/07/01/recife-do-vinho-para-o-vinagre/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/07/01/recife-do-vinho-para-o-vinagre/#comments Wed, 01 Jul 2009 16:40:45 +0000 Marcio Antonio Campos http://blog.veritatis.com.br/?p=636 Como todo mundo já sabe (com direito a notícia extremamente porca do Estadão), o Papa aceitou a renúncia de dom José Cardoso Sobrinho, agora arcebispo emérito de Olinda e Recife, e nomeou para seu lugar dom Fernando Saburido, até então bispo de Sobral (CE).

Dom José, sabemos, foi e continuará sendo um herói católico. Fez o que tinha de fazer, enfrentou intriga, calúnia, a inimizade de padres e jornais vermelhos, e até a incompreensão de uma ou outra figurinha no Vaticano, no melhor estilo “eles não sabem o que dizem” (e não sabiam mesmo. Estou falando do bispo Fisichella). O que podemos esperar do sucessor? Pela repercussão da decisão do Papa…

Vejamos o que diz o padre Edvaldo Gomes. Esse daí, como lembra o Jorge Ferraz, concelebrou com um anglicano e recebeu sanção da Santa Sé:

Foi uma extraordinária nomeação. Eu vejo como uma grande graça de Deus. No centenário de Dom Hélder Câmara não poderíamos ter uma notícia mais feliz. É uma pessoa nossa, humilde de origem e de convicção e que deu o testemunho de um excelente relacionamento com todo clero e com o povo. É um homem fraterno, humano. O clero sentiu quando ele saiu para Sobral e alimentou a esperança de que ele voltasse. Era um desejo nosso, tanto que tínhamos nos manifestado através de uma carta para a a nunciatura.

Agora, o padre João Carlos, que ainda segundo o Jorge foi afastado por ter uma concubina e “se entrincheirou” na paróquia, tendo sido necessário a dom José entrar com uma ação de reintegração de posse:

Eu acho que o povo de Pernambuco tem realmente que comemorar. Minha frase pra Dom José é “Já vai tarde”. O povo de Pernambuco está de parabéns porque recebeu um pastor. Saburido é um homem de Deus, é um pastor, tem preocupações reais com a Igreja, com as pastorais, com seu rebanho, é alguém comprometido com o povo. Espero que dom Fernando corrija todas as aberrações que esse cidadão cometeu em todos os sentidos e que dê um rumo pastoral à Arquidiocese.

Se padres dessa laia comemoram assim, o que podemos esperar? Claro que Deus opera maravilhas em quem se deixa levar por Ele. Dom Fernando pode ser o bispo santo de que Recife precisa para continuar a obra de dom José. Ele pode decepcionar aqueles que esperam ser reabilitados com carta branca para voltar a cometer suas sandices nas paróquias da Veneza brasileira.

Mas, para quem comenta o caso do aborto na menina de 9 anos e diz um negócio como

Ele [dom José] faz as coisas com responsabilidade e conhecimento do Direito Canônico. Mas eu sou mais pastoral. Eu deixaria de lado a política canônica e ficaria do lado da defesa da vida.

a única conclusão é de que vamos precisar rezar muito, muito, muito para que o sucessor de dom José esteja à altura…

Eméritos e eméritos

Só mais um comentário sobre dom José. Outro dia, fui me confessar na Igreja da Ordem, a mais antiga de Curitiba. Quando me ajoelhei, em vez de ouvir o reitor, monsenhor Luiz, reconheci a voz do nosso emérito, dom Pedro Fedalto. Que felicidade ver que um bispo emérito não abandona suas tarefas de pastor de almas! Que diferença para um Clemente Isnard ou um Carlo Martini, que depois de eméritos gastam seu tempo escrevendo livros contra a doutrina da Igreja… tenho certeza que dom José continuará, como arcebispo emérito, atuando de forma firme na defesa da Igreja, do Papa e da doutrina católica, e isso apesar do ódio que muitos lhe dirigem, pois ele tem a coragem do verdadeiro discípulo de Cristo.

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Lefebvrianos desafiam o Papa http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/06/22/lefebvrianos-desafiam-o-papa/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/06/22/lefebvrianos-desafiam-o-papa/#comments Mon, 22 Jun 2009 21:55:22 +0000 Rafael Vitola Brodbeck http://blog.veritatis.com.br/?p=582 A Fraternidade Sacerdotal São Pio X está desafiando Roma?

Parece que sim. Embora as excomunhões de seus bispos, sagrados por dom Marcel Lefebvre, tenham sido levantadas, a Santa Sé já deixou claro inúmeras vezes que seu status canônico ainda pendia de regularização. Noutros termos, a FSSPX não existe para a Igreja enquanto instituição juridicamente erigida. Não goza a Fraternidade de personalidade jurídica na Igreja.

Enquanto for mantida essa posição – e, no dizer de Roma também, isso depende de aceitação dos ensinos do Concílio Vaticano II como parte do Magistério, diferenciando-os do modernista “espírito do Concílio” –, a Fraternidade não poderá ordenar sacerdotes, sob pena de suspensão dos mesmos.

Roma relembrou essa diretriz por ocasião do comunicado da FSSPX, que marcava para o dia 27 de junho ordenações sacerdotais em Zaitzkofen, cidade próxima a Regensburgo, na Alemanha. Vejam o comunicado da FSSPX e a resposta de Roma, reiterando que as ordenações na Alemanha são ilícitas.

O que faz a Fraternidade, a partir disso? Desmarca as ordenações, aguardando novas instruções da Santa Sé? Não! Mantém as ordenações! Finca o pé! Resiste! Quer diálogo, mas, enquanto Roma faz concessões, a FSSPX continua a viver como se o Papa não existisse, com absoluta independência. Hoje recebemos notícia mais grave: a FSSPX ordenou novos padres!. A Fraternidade não só mantém as ordenações para o dia 27 de junho, à revelia de Roma, como, na última sexta-feira, dia 19, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, já ordenou, pelas mãos de dom Bernard Tissier de Mallerais, 13 novos padres em Winona, Minnesota, nos Estados Unidos. Se a ordenação na Alemanha, anunciada pelos meios de comunicação e ciente Roma, já era ilícita, o que não se dirá dessa ordenação norte-americana verdadeiramente levada a cabo às escondidas, ou “por debaixo dos panos”, tomando a todos de surpresa?

A FSSPX apunhala pelas costas a Bento XVI, a quem afirmam fidelidade. Anos em uma situação canonicamente irregular, com um cisma prático, levam a pensamentos e ações assim.

Lamentável. Quando tudo indicava que a situação iria se resolver com a Fraternidade e teríamos padres “tomisticamente” formados e combativos contra o modernismo, a auxiliar o Romano Pontífice, a FSSPX joga no fogo… gasolina!

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Saco de pancadas http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/23/saco-de-pancadas/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/23/saco-de-pancadas/#comments Mon, 23 Mar 2009 21:12:22 +0000 Rafael Vitola Brodbeck http://blog.veritatis.com.br/?p=221 Nas últimas semanas, um vendaval de críticas à Igreja Católica tomou conta dos principais noticiários. Sem nem ao menos conhecer em profundidade os assuntos abordados, muitos, inclusive conhecidos formadores de opinião e pessoas importantes na administração pública, desfilaram um rosário de ataques não a ideias, mas a pessoas, em uma demonstração de puro preconceito. Justo eles que acusam a tudo e a todos de preconceituosos…

Tudo começou com o caso Williamson, bispo da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Fundada por dom Marcel Lefebvre – cujas divergências para com o papado, e dificuldades em entender e conciliar o Vaticano II com o “Magistério anterior” o levaram a uma crise, cujo ápice foi a sagração episcopal de Richard Williamson e mais três bispos, em Econe, no ano de 1988, sem o devido mandato apostólico (autorização do Papa) –, a FSSPX teve retirada, por Bento XVI, a excomunhão aplicada automaticamente por conta da referida sagração fora dos trâmites canônicos e em desobediência ao Sumo Pontífice. Pois bem, a Igreja achou por bem perdoar a pena imposta para iniciar um diálogo mais aprofundado com os membros daquela fraternidade, sem esconder seu desejo de fazer com que eles aceitem o Concílio. Não mudou a Igreja; o que mudou foi a abordagem.

Ora, na ocasião, a mídia desencavou um vídeo, gravado meses antes pela TV sueca, em que o bispo Williamson, durante uma entrevista, negou a existência de câmaras de gás nos campos de concentração nazistas, bem como afirmou não ser da ordem de 6 milhões o número de judeus mortos por Hitler, e sim, em suas palavras, “2 ou 3 mil”. Foi a oportunidade que setores da imprensa internacional encontraram para mover seu ódio à Igreja: acusaram o bispo de partidário do nazismo, envolveram o Papa na história toda (como se, ao reabilitar os seguidores de Lefebvre, estivesse dando aval às bobagens de um de seus bispos), e ainda deram mais destaque às desastradas declarações de Williamson do que ao grande acontecimento que foi a retirada de sua excomunhão e de seus companheiros na FSSPX.

Apesar da polêmica de seus argumentos e mesmo de sua irrealidade histórica, temos de colocar os pingos nos is. Williamson não foi antissemita em seus comentários, não disse que os judeus não foram vítimas. Apenas externou uma opinião – errada, é claro, mas lícita – de que não teriam sido tantos os mortos. Se uma pessoa qualquer emitisse uma opinião igualmente acerca de outro fato histórico, no máximo seria contraditada gentilmente pelos especialistas. Mas um bispo católico, falando de judeus, não tem direito a dizer o que pensa, e a ele é reservada a suprema antipatia pública. Enfim, a retirada das excomunhões nada teve a ver com o que pensa ou deixa de pensar Williamson acerca dos judeus ou do nazismo.

Em outra ocasião, foi a vez de dom José Cardoso Sobrinho, OCarm, arcebispo de Olinda e Recife, violentamente agredido em sua honra pelos mais variados setores da sociedade, inclusive alguns ditos católicos, simplesmente pelo fato de repetir o que a Igreja ensina: aborto é pecado e, além disso, delito canônico punido com excomunhão automática. Todos, sem sequer ter o mais básico conhecimento teológico, se arrogaram o direito de criticar o prelado. Sem embargo, não foi dom José quem excomungou os médicos e a mãe da menina de 9 anos, estuprada pelo padrasto, cuja gravidez foi interrompida por um procedimento abortivo. A excomunhão é automática nesses casos. Fale ou não fale dom José, queira ou não queira o médico, a excomunhão ocorreria, pois independe do pronunciamento do arcebispo.

Não faltou quem, no episódio, teve a malícia de, mentirosamente, sustentar que para dom José o estupro da menor não era pecado, apenas o aborto. Canalhice! Dom José foi claro: estupro e aborto são ambos pecados mortais. Apenas que o aborto é previsto, no Código de Direito Canônico, como delito, além de pecado. Simples. Cristalino. Só não enxerga quem está impregnado dos mais baixos pré-julgamentos em relação à Igreja Católica.

Enfim, agora em sua visita à África, foi a vez de o Papa sofrer duros golpes, ao expor, mais uma vez, o ensino católico de que o uso de preservativos é pecado, pois desvincula, no sagrado ato de amor de um casal, os fins procriativo e unitivo. Clamaram esses tolerantes (que toleram tudo menos a Igreja, a qual acusam de intolerantes, em um proposital paradoxo) pela culpa da religião católica pelo aumento do número de infectados pelo HIV, ao proibir a camisinha. Suprema incoerência e, ouso dizer, imbecilidade. Ora, a Igreja proíbe não só a camisinha como o sexo antes e fora do casamento. Então aqueles que não obedecem a Igreja em um ponto (fazendo sexo pré ou extramatrimonial, ou mesmo tendo relações homoeróticas) deixam de usar camisinha por obediência à mesma Igreja? Como pontificou um amigo: “Se as pessoas obedecessem à Igreja, não fariam sexo não-matrimonial em primeiro caso. Ignoraram a Igreja na hora do sexo, mas na hora de botar uma camisinha: ‘Não, a Igreja não deixa!’”

É por essas e outras que está certo Luiz Felipe Pondé, em seu artigo de hoje na Folha de S. Paulo: “Outro fato que torna esse debate viciado é o preconceito contra a Igreja Católica, aliás, o único preconceito aceito pelos ‘inteligentes’. Daí o desfile de expressões banais como ‘Inquisição’, ‘Idade Média’ ou ‘trevas’. Puro senso comum. A Igreja não é estúpida. Estúpido é quem pensa que ela o seja.” A ninguém se permite o preconceito, mas os que primeiro bradam contra ele são os mais preconceituosos em relação ao catolicismo. A ninguém se permite a intolerância, salvo quando ela é dirigida à Igreja.

Realmente, como no Império Romano, nas invasões germânicas e vikings, em certos momentos do Medievo, nas Revoluções Francesa e Russa, no absolutismo e no iluminismo, a Igreja Católica é o saco de pancadas. Contra ela tudo é permitido.

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O artigo do L’Osservatore Romano e a resposta da Arquidiocese de Olinda e Recife http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/17/o-artigo-do-losservatore-romano-e-a-resposta-da-arquidiocese-de-olinda-e-recife/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/17/o-artigo-do-losservatore-romano-e-a-resposta-da-arquidiocese-de-olinda-e-recife/#comments Wed, 18 Mar 2009 01:55:05 +0000 Marcio Antonio Campos http://blog.veritatis.com.br/?p=146 Ganhou grande destaque esses dias a notícia de que o L’Osservatore Romano, jornal do Vaticano, publicou um artigo do presidente da Pontifícia Academia para a Vida, dom Rino Fisichella, sobre o caso da excomunhão dos responsáveis pelo aborto realizado na menina de 9 anos, no Recife. O artigo saiu na capa da edição italiana de anteontem e vários veículos de comunicação brasileiros entenderam o texto como uma contestação do Vaticano a dom José Cardoso Sobrinho.

Eu pensava em fazer um comentário sobre esse artigo hoje, mas então a arquidiocese de Olinda e Recife soltou essa nota abaixo, que diz tudo o que eu gostaria de dizer e um pouco mais. Segue, e depois comento.

——

A respeito do artigo intitulado “Dalla parte della bambina brasiliana” e publicado no L’OSSERVATORE ROMANO no dia 15 de março, nós, abaixo assinados, declaramos:

1. O fato não aconteceu em Recife, como diz o artigo, mas sim na cidade de Alagoinha (Diocese de Pesqueira).

2. Todos nós – começando pelo pároco de Alagoinha (abaixo assinado) – tratamos a menina grávida e sua família com toda caridade e doçura. O Pároco, fazendo uso de sua solicitude pastoral, ao saber da notícia em sua residência, dirigiu-se de imediato à casa da família, onde se encontrou com a criança para lhe prestar apoio e acompanhamento, diante da grave e difícil situação em que a menina se encontrava. E esta atitude se deu durante todos os dias, desde Alagoinha até Recife, onde aconteceu o triste desfecho do aborto de dois inocentes. Portanto, fica evidente e inequívoco que ninguém pensou em primeiro lugar em “excomunhão”. Usamos todos os meios ao nosso alcance para evitar o aborto e assim salvar as TRÊS vidas. O Pároco acompanhou pessoalmente o Conselho Tutelar da cidade em todas as iniciativas que visassem o bem da criança e de seus dois filhos. No hospital, em visitas diárias, demonstrou atitudes de carinho e atenção que deram a entender tanto à criança quanto à sua mãe que não estavam sozinhas, mas que a Igreja, ali representada pelo Pároco local, lhes garantia a assistência necessária e a certeza de que tudo seria feito pelo bem da menina e para salvar seus dois filhos.

3. Depois que a menina foi transferida para um hospital da cidade do Recife, tentamos usar todos os meios legais para evitar o aborto. A Igreja em momento algum se fez omissa no hospital. O Pároco da menina realizou visitas diárias ao hospital, deslocando-se da cidade que dista 230 km de Recife, sem medir esforço algum para que tanto a criança quanto a mãe sentissem a presença de Jesus Bom Pastor que vai ao encontro das ovelhas que mais precisam de atenção. De tal sorte que o caso foi tratado com toda atenção devida da parte da Igreja e não “obrigativamente” como diz o artigo.

4. Não concordamos com a afirmação de que “a decisão é árdua… para a própria lei moral”. Nossa Santa Igreja continua a proclamar que a lei moral é claríssima: nunca é lícito eliminar a vida de um inocente para salvar outra vida. Os fatos objetivos são estes: há médicos que explicitamente declaram que praticam e continuarão a praticar o aborto, enquanto outros declaram com a mesma firmeza que jamais praticarão o aborto. Eis a declaração escrita e assinada por um médico católico brasileiro: “(…) Como médico obstetra durante 50 anos, formado pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, e ex-chefe da Clínica Obstétrica do Hospital do Andaraí, onde servi 35 anos até minha aposentadoria, para dedicar-me ao Diaconato, e tendo realizado 4.524 (quatro mil quinhentos e vinte e quatro) partos, muitos de menores de idade, nunca precisei recorrer ao aborto para “salvar vidas”, assim como todos os meus colegas íntegros e honestos em sua profissão e cumpridores de seu juramento hipocrático. (…)”.

5. É falsa a afirmação de que o fato foi divulgado nos jornais somente porque o Arcebispo de Olinda e Recife se apressou em declarar a excomunhão. Basta ver que o caso veio a público em Alagoinha na quarta-feira, dia 25 de fevereiro, o Arcebispo se pronunciou na imprensa no dia 03 de março e o aborto se deu no dia 4 de março. Seria demasiado imaginar que a imprensa brasileira, diante de um fato de tamanha gravidade, tenha silenciado nesse intervalo de seis dias. Assim sendo, a notícia da menina (”Carmen”) grávida já estava divulgada nos jornais antes da consumação do aborto. Somente então, interrogado pelos jornalistas, no dia 3 de março (terça-feira), o Arcebispo mencionou o cânon 1398. Estamos convictos de que a divulgação desta penalidade medicinal (a excomunhão) fará bem a muitos católicos, levando-os a evitar este pecado gravíssimo. O silêncio da Igreja seria muito prejudicial, sobretudo ao constatar-se que no mundo inteiro estão acontecendo cinqüenta milhões de abortos cada ano e só no Brasil um milhão de vidas inocentes são ceifadas. O silêncio pode ser interpretado como conivência ou cumplicidade. Se algum médico tem “consciência perplexa” antes de praticar um aborto (o que nos parece extremamente improvável) ele – se é católico e deseja observar a lei de Deus – deve consultar um diretor espiritual.

6. O artigo é, em outras palavras, uma direta afronta à defesa pela vida das três crianças feita veementemente por Dom José Cardoso Sobrinho e demonstra quanto o autor não tem bases e informações necessárias para falar sobre o assunto, por total desconhecimento dos detalhes do fato. O texto pode ser interpretado como uma apologia ao aborto, contrariando o Magistério da Igreja. Os médicos abortistas não estiveram na encruzilhada moral sustentada pelo texto, ao contrário, eles praticaram o aborto com total consciência e em coerência com o que acreditam e o que ensinam. O hospital que realizou o aborto na menininha é um dos que sempre realizam este procedimento em nosso Estado, sob o manto da “legalidade”. Os médicos que atuaram como carrascos dos gêmeos declararam e continuam declarando na mídia nacional que fizeram o que já estavam acostumados a fazer “com muito orgulho”. Um deles, inclusive, declarou que: “Já fui, então, excomungado várias vezes”.

7. O autor arvorou-se do direito de falar sobre o que não conhecia, e o que é pior, sequer deu-se ao trabalho de conversar anteriormente com o seu irmão no episcopado e, por esta atitude imprudente, está causando verdadeiro tumulto junto aos fiéis católicos do Brasil que estão acreditando ter Dom José Cardoso Sobrinho sido precipitado em seus pronunciamentos. Ao invés de consultar o seu irmão no episcopado, preferiu acreditar na nossa imprensa declaradamente anticlerical.

Recife-PE, 16 de março de 2009

Pe Edson Rodrigues
Pároco de Alagoinha-PE – Diocese de Pesqueira

Mons. Edvaldo Bezerra da Silva
Vigário Geral – Arquidiocese de Olinda e Recife

Pe Moisés Ferreira de Lima
Reitor do Seminário Arquidiocesano

Dr. Márcio Miranda
Advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife

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Para começar, o arcebispo Fisichella que me perdoe, mas ele pediu por isso. Escreveu um artigo com erros factuais e de julgamento, e agora sabemos o que se podia imaginar: ele não procurou saber dos detalhes sórdidos da história, que poderia ter obtido com dom José, com o padre Edson, ou até no Google, se tivesse algum brasileiro ao lado para traduzir (e brasileiros no Vaticano os há).

Alguns amigos comentam que preocupa o fato de a nota ter sido tornada pública, porque evidenciaria desavenças internas na Igreja. Pois bem, o que segue é opinião pessoal minha, não necessariamente da equipe do VS: a nota precisava ter sido divulgada como foi. Dom José foi deixado à própria sorte pela CNBB, que dá uma entrevista coletiva tímida e que mais confunde que esclarece; e agora é obrigado a ler e ouvir que está sendo “desautorizado” pelo Vaticano, ainda mais pelo presidente da PAV. Se o arcebispo Fisichella não tem a prudência de procurar se informar antes de tornar público um artigo criticando um irmão seu no episcopado, que aguente as consequências agora. Quando todos se empenham em difundir a mentira aos quatro cantos, e quando alguns sucessores dos apóstolos se omitem ou até ajudam a desinformar, a verdade não pode ser escondida; pelo contrário, precisa ser escancarada.

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A CNBB foi tão clara como a noite! http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/16/a-cnbb-foi-tao-clara-como-a-noite/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/16/a-cnbb-foi-tao-clara-como-a-noite/#comments Mon, 16 Mar 2009 17:59:45 +0000 Pedro Ravazzano http://blog.veritatis.com.br/?p=133 Os Bispos da CNBB resolveram se pronunciar no fim da semana passada sobre o caso do aborto em Pernambuco. O que seria motivo de regozijo passou a ser motivo de vergonha. Bom seria se tivessem mantido simplesmente aquelas notas. Meu Deus, quando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil vai aprender que a mídia não só não é católica como se opõe a Igreja? Ou seja, já existe uma predisposição a não entender o assunto – já que não conhecem – e a entender de forma errada, adaptando tudo ao ideário que defendem e pretendem defender. Em suma, a clareza tinha de ser o norte das notificações e pronunciamentos. Além disso, é claro, há um fator que é essencial; a CNBB deve priorizar a exatidão para que assim, por meio de palavras bem ditas, a sã doutrina possa ser ensinada e transmitida. Do que adianta ser um bom e fiel bispo se não parece um bom e fiel bispo? Adotar um discurso fraco e não-objetivo – não necessariamente relativista – é pecar por falta de prudência, ainda mais quando sabemos que os inimigos esperam ansiosos o menor deslize do clero.

O pronunciamento não foi exato, claro e simples, como pede a caridosa postura da Igreja, afinal isso é o que se espera daquela que se sustenta na Verdade.

O portal G1 veiculou a notícia com esse título: “Para CNBB, ninguém foi excomungado em caso de aborto de menina de 9 anos”. O Jornal do Brasil veiculou a mesma notícia com o seguinte título: “CNBB apoia excomunhão dos envolvidos no aborto de criança pernambucana”. Isso é uma prova de como o pronunciamento da CNBB que, mesmo não contradizendo a posição do Arcebispo – que se sustenta no Direito Canônico, afirmando categoricamente a pena de excomunhão latae sententiae aos fiéis (católicos maiores de 16 anos) que realizam o aborto -, não foi nada enfático na defesa de dom José e do lamentável transcorrer dos fatos. Tristes consequências são geradas dessa falta de postura; primeiro que parece, para o grande público, que a Igreja sequer consegue chegar a um consenso quanto às suas normas canônicas; em segundo lugar, o valoroso dom José passa a se enxergar praticamente sozinho na luta em defesa da vida – poucos são os sucessores dos Apóstolos que aparecem em seu apoio -; e, em terceiro lugar, para piorar, muitos sacerdotes árduos opositores da cultura de morte, que defenderam com fidelidade a postura da Igreja, se encontram desacreditados já que, por meio dessa aparente oposição da CNBB, são contraditos pelos bispos da conferência. Em suma, faltou objetividade e clareza nas palavras, faltou cuidado e zelo ao tratar de um tema tão polêmico envolto em opiniões pessoais e usado pelos anticlericais como a ponta da lança na luta contra a Igreja.

(Veja o pronunciamento dos bispos na íntegra)

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Bart Jabor http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/14/bart-jabor/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/14/bart-jabor/#comments Sat, 14 Mar 2009 22:59:23 +0000 Emerson Oliveira http://blog.veritatis.com.br/?p=139 jabor600x468Roteiro e Arte: Emerson H. de Oliveira

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Vaticano II, o Papa, os bispos da SSPX e a vontade de Deus http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/13/vaticano-ii-o-papa-os-bispos-da-sspx-e-a-vontade-de-deus/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/13/vaticano-ii-o-papa-os-bispos-da-sspx-e-a-vontade-de-deus/#comments Fri, 13 Mar 2009 16:58:40 +0000 Alessandro Lima http://blog.veritatis.com.br/?p=125 Ontem foi um dia muito importante para os católicos que amam a Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Primeiro porque foi divulgada uma carta do Santo Padre, o Papa Bento XVI, em que explica mais uma vez a razão de acolher na cominhão da Igreja os quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (SSPX) que incorreram na excomunhão latae setentiae por terem recebido a ordem episcopal sem o mandato pontifício. Nesta carta o Papa confirma o que já dissemos outras vezes: que seu gesto representa o estabelecimento do diálogo entra a Santa Sé e a Fraternidade de dom Lefèbvre. Segundo o próprio Santo Padre, “este gesto tornara-se possível depois que os interessados exprimiram o seu reconhecimento, em linha de princípio, do Papa e da sua potestade de Pastor, embora com reservas em matéria de obediência à sua autoridade doutrinal e à do Concílio”.

Agora a Fraternidade tem a oportunidade de tratar suas reservas ao Concílio de forma realmente filial, de forma condizente com os princípios católicos e não da forma equivocada com a qual fazia antes, atacando desrespeitosamente o Santo Padre, levando muitas almas ao sedevacantismo.

Aliás, ontém também o bispo Fellay, superior da SSPX, também publicou um comunicado a respeito da carta do Papa. Comunicado que nos encheu de alegria, especialmente pelas seguintes palavras:

Longe de querer parar a Tradição em 1962, nós desejamos considerar o Concílio Vaticano II e o ensino pós-conciliar à luz desta Tradição que São Vicente de Lérins definiu como “o que foi crido sempre, por toda a parte e por todos” (Commonitorium), sem ruptura e num desenvolvimento perfeitamente homogêneo. É assim que nós poderemos contribuir eficazmente à evangelização pedida pelo Salvador. (cf. Mateus 28,19-20)

Ora, é exatamente nesta tecla que temos batido desde 2007, quando tomamos a defesa do Concílio e também a Administração Apostólica São João Maria Vianney. Esta, quando ainda era a União Sacerdotal São João Maria Vianney, através de seu superior, dom Licínio Rangel, assim se pronunciou em 1988:

E aceitar o Concílio à luz da Tradição é o que todos devem fazê-lo, pois esse foi o critério de interpretação indicado pelos Papas que o convocaram e presidiram. Na alocução de 11 de outubro de 1962, na abertura do Concílio, assim se expressou o Papa João XXIII: “O objeto essencial deste Concílio não é a discussão sobre este ou aquele artigo da doutrina fundamental da Igreja… Presentemente, o necessário é que toda a doutrina da Igreja, sem mutilação, transmitida com aquela exatidão que aparece esplendidamente sobretudo nos conceitos e na exposição com que a redigiram os Concílios de Trento e do Vaticano I, seja, nos nossos tempos, por todos aceita com adesão nova, calma e serena…; é necessário que esta doutrina, certa e imutável à qual se deve obsequiosa obediência, seja investigada e exposta do modo que nossos tempos exigem. Porque uma coisa é o próprio depositum fidei, isto é, a verdade contida na nossa veneranda doutrina, e outra é o modo com o qual elas são enunciadas, mas sempre conservando o mesmo sentido e o mesmo alcance (eodem tamen sensu eademque sententia)” (AAS, 1962, pag. 791-793).

O diálogo da Santa Sé com a Fraternidade para a resolução das dificuldades dos ensinamentos do Concílio com os ensinamentos anteriores do Magistério é o que todos os católicos verdadeiros querem. E é esta resolução que o Papa espera que chegue a bom termo, a fim de que a Fraternidade se encontre em plena comunhão com a Igreja:

Especificando uma vez mais: enquanto as questões relativas à doutrina não forem esclarecidas, a Fraternidade não possui qualquer estado canônico na Igreja, e os seus ministros – embora tenham sido libertos da punição eclesiástica – não exercem de modo legítimo qualquer ministério na Igreja.

[...]

Deste modo torna-se claro que os problemas, que agora se devem tratar, são de natureza essencialmente doutrinal e dizem respeito sobretudo à aceitação do Concílio Vaticano II e do magistério pós-conciliar dos Papas.

O Papa, seguindo o caminho de seus predecessores (Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II), quer dar ao Vaticano II seu correto lugar na Igreja. O Papa diversas vezes já disse que o Concílio ainda não foi corretamente recebido e portanto, para que isso aconteça, trabalha para o que ele mesmo chama de “hemernêutica da continuidade”:

Não se pode congelar a autoridade magisterial da Igreja no ano de 1962: isto deve ser bem claro para a Fraternidade. Mas, a alguns daqueles que se destacam como grandes defensores do Concílio, deve também ser lembrado que o Vaticano II traz consigo toda a história doutrinal da Igreja. Quem quiser ser obediente ao Concílio deve aceitar a fé professada no decurso dos séculos e não pode cortar as raízes de que vive a árvore.

O que irá acontecer, afinal? A Fraternidade acabará reconhecendo que o Concílio é ortodoxo ou será a Santa Sé que verá que ele foi um grande embuste? Muitos apostam numa ou na outra possibilidade. Esquecem-se, porém, que há uma terceira: a vontade de Deus. Sim, talvez não seja nem a Santa Sé ou a Fraternidade que ganhe no fim deste díalogo que foi aberto. Para nós importa que no final ganhe a Verdade, e é possível que a Verdade não seja tão “oito ou oitenta”.

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Já repararam nisso? http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/13/ja-repararam-nisso/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/13/ja-repararam-nisso/#comments Fri, 13 Mar 2009 12:58:48 +0000 Luís Guilherme http://blog.veritatis.com.br/?p=123 Ouvimos de certos setores da mídia que dom José Cardoso Sobrinho deveria ter exercido o “perdão” cristão em relação ao caso dos médicos que trucidaram dois bebês.

O engraçado é que os mesmos setores condenam o Papa por remover a excomunhão dos quatro bispos (isto é, perdoá-los) que desobedeceram o seu antecessor. Vale tudo para atacar a Igreja!

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Globo mente sobre excomunhões no Recife http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/12/globo-mente-sobre-excomunhoes-no-recife/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/03/12/globo-mente-sobre-excomunhoes-no-recife/#comments Fri, 13 Mar 2009 01:22:44 +0000 Marcio Antonio Campos http://blog.veritatis.com.br/?p=121 Você também viu a matéria do Jornal Nacional? Viu a Fátima (ou o Bonner, nem lembro mais) dizendo que, para a CNBB, ninguém foi excomungado no caso do Recife? Ficou intrigado? Chegou a pensar que nossa conferência episcopal estava desmentindo dom José? Pois é, a Globo enganou você. Leia mais detalhes no blog Pai, perdoai-lhes; eles não sabem o que escrevem.

Só adiciono aqui um comentário: sim, a Globo distorceu o que dom Geraldo disse. Mas acho que a conferência anda muito ingênua ao falar com a imprensa. Os bispos estão nesse negócio há muito mais tempo que eu e deviam saber que a chance de haver distorção era grande. Por que não falar claramente “olha, os envolvidos estão sim excomungados; a diferença foi que dom José não excomungou ninguém porque a pena é automática, independe de decisão do bispo”? Mas não, dom Geraldo só repete que “dom José não excomungou ninguém”, fica nisso e dá margem à interpretação errada.

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