VS Blog - O seu canal de informação católica http://blog.veritatis.com.br VS Blog - O seu canal de informação católica Mon, 12 Apr 2010 19:04:39 +0000 http://wordpress.org/?v=2.8.4 en hourly 1 Artigo do Bispo de Jequié em defesa do Papa http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/09/artigo-do-bispo-de-jequie-em-defesa-do-papa/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/09/artigo-do-bispo-de-jequie-em-defesa-do-papa/#comments Fri, 09 Apr 2010 16:12:46 +0000 Rafael Vitola Brodbeck http://blog.veritatis.com.br/?p=1857 Recomendo o excelente artigo de meu amigo, o Bispo de Jequié, na Bahia, D. Cristiano Krapf.

Clique aqui.

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Modéstia à Parte: Moral de Opinião http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/08/moral-de-opiniao/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/08/moral-de-opiniao/#comments Fri, 09 Apr 2010 00:51:56 +0000 Maite Tosta http://blog.veritatis.com.br/?p=1851

À medida em que os católicos vão descobrindo o poder da internet para a divulgação de informação, surgem mais e mais apostolados virtuais, em todas as áreas: espiritualidade, apologética, família, moral, modéstia…

Por mais positivo que isso seja, há também perigos embutidos nesse boom de apostolados virtuais.

Em julho de 2008, entreguei, em nome da Comunidade Católicos, do Orkut, uma carta ao Eminentíssimo Cardeal Eugênio Sales, que em um trecho, dizia (grifos acrescentados):

Milhares de católicos ávidos de formação e informação buscam na internet, todos os dias, respostas às suas dúvidas e questões de fé. Deriva daí, portanto, uma grande responsabilidade para aqueles que se propõem a oferecer tal conteúdo, não somente quanto à acessibilidade da informação, mas principal e essencialmente, quanto à ortodoxia doutrinária desta.

Mister se faz, dessa forma, que haja fontes limpas, a fim de que os fiéis, sedentos de conhecimento, possam ser saciados. A única forma aceitável e legítima de atuação de um apostolado virtual – seja site ou comunidade – é a obediência humilde e fiel à Tradição e ao Magistério Vivo da Igreja, sem pretender interpretar-lhes livremente as palavras, com base em convicções pessoais, mas antes preservando-lhes o sentido e a coerência.

A legitimidade primeira para ensinar – ainda mais em matéria de moral – é do clero, e mais e mais o Papa Bento XVI tem conclamado os sacerdotes a marcarem presença na web e na blogosfera. Quanto aos leigos, devem limitar-se a explicar o magistério a fim de que seja melhor compreendido, sem ampliar nem restringir o seu alcance.

Os apostolados leigos são multiplicadores, facilitadores, eles divulgam, traduzem, trocam em miúdos os ensinamentos do magistério, o seu papel não é interpretá-lo.

Não devem os leigos arvorarem-se em construções teológicas, redigindo “estudos”, recheando opiniões com citações fora de contexto, salpicadas aqui e acolá, a fim de venderem suas opiniões e práticas como se moral católica fosse.

No entanto, o que se vê é o surgimento de uma geração de neo-cátaros, que pregam a busca de uma perfeição pela adoção de padrões morais ultra-elevados – travestidos de magistério católico.

No discurso, bonito e eloquente, fala-se em modéstia, em ter Nossa Senhora como modelo. No entanto, pouco há de modéstia na adoção de uma postura puritana de negação radical  da cultura contemporânea, com um vestuário do século XIX:

Roupa de Banho em 1900

Roupa de Banho em 1900

ou de uma comunidade Amish:

Mulheres Amish na praia.

Mulheres Amish na praia.

ou ainda, islâmico, como a roupa de banho muçulmana abaixo:


Roupa de banho islâmica.

Roupa de banho islâmica.

Devemos buscar a santidade de acordo com o nosso estado e com o contexto em que estamos inseridos. Isso não significa relativizar a moral católica. A moral é objetiva, absoluta, mas a sua aplicação depende das circunstâncias. A Igreja fala de moral, que é absoluta, não de moda, que é uma aplicação circunstancial, portanto ontologicamente subjetiva e relativa, da moral em um dado tempo e espaço. Devemos nos vestir e nos comportar de acordo com nossa posição na sociedade e nossa dignidade. Além disso, a primeira impressão é a que fica. Não poderemos evangelizar sendo “ETs”. Como poderemos cumprir nossa missão de batizados, que é transformar o mundo?

Mas, como ser sensível às mudanças dos tempos sem cair no relativismo? É São Josemaría Escrivá que nos dá a resposta:

“Para ti, que desejas adquirir uma mentalidade católica, universal, transcrevo algumas características:
- amplidão de horizontes e aprofundamento enérgico do que é perenemente vivo na ortodoxia católica;
- esforço recto e são (frivolidade, nunca!) por renovar as doutrinas típicas do pensamento tradicional, na filosofia e na interpretação da História;
- cuidadosa atenção às orientações da ciência e do pensamento contemporâneos;
- e uma atitude positiva e aberta para com a transformação actual das estruturas sociais e das formas de vida.”(Sulco, 428).

Quanto à questão do vestuário, ensina o Pe. Daniel Guindón, LC, professor de Teologia Moral do Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil:

João Paulo II  deu o impulso fundamental à TOB, com as suas catequeses sobre o amor humano. Estas catequeses formam parte do ensinamento magisterial da Igreja, porque as apresentou como Papa. O conteúdo delas é teológico, não é um juízo pessoal sobre o tema da sexualidade humana. Ele nos apresenta o que Deus nos revelou sobre a sexualidade, a visão de Deus sobre o corpo humano. Expõe os princípios da nossa fé e da doutrina cristã. Ele não pretende responder às questões da moda variável, porque ali entra uma questão de cultura.

A partir do ensinamento da Igreja – quer dizer do Papa e dos bispos em comunhão com ele – os cristãos podem fazer certas “interpretações” ou “aplicações” à sua vida concreta. A Igreja não determina qual há de ser o modo de vestir das pessoas. A TOB pretende iluminar sobre o significado do corpo humano, do tipo de vestido, da moda, etc. A Igreja não despreza o valor da beleza, porque é Deus o seu Autor, ao contrário, a estima como um grande bem. Mas a beleza não é o valor absoluto; vai à par com a verdade e a bondade. A TOB quer que as pessoas tomem consciência do significado das suas escolhas, e que as tomem com responsabilidade.

No entanto, leigos se dão ao direito de fazer o que a Igreja não faz, que é ditar normas – sim, um dress code – para o vestir: demonizam as calças compridas, o maiô de banho…

Santa Gianna Beretta Molla, por exemplo, usava calças compridas, como se descobre no livro Saint Gianna Beretta Molla, A Woman’s Life de Giuliana Pelucchi, que conta com diversas fotos. O que dizer disso? Terá sido menos santa? Será que a Igreja errou ao canonizá-la? Quem decide? Os apostolados leigos?

Coloquemo-nos no nosso lugar: submissos ao magistério. Sandálias da humildade ! Modéstia sem simplicidade é falsa modéstia. Nem moral de ocasião, nem moral de opinião.

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A Paixão do Papa Bento. Seis acusações, uma questão. http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/08/a-paixao-do-papa-bento-seis-acusacoes-uma-questao/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/08/a-paixao-do-papa-bento-seis-acusacoes-uma-questao/#comments Thu, 08 Apr 2010 13:49:29 +0000 Maite Tosta http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/08/a-paixao-do-papa-bento-seis-acusacoes-uma-questao/ Traduzido a partir do Inglês (versão de Matthew Sherry, Ballwin, Missouri, EUA. Original em italiano).

http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1342796?eng=y

A pedofilia é somente a última arma apontada para Joseph Ratzinger. Cada vez mais, ele é atacado onde mais exerce seu papel de liderança. Um por um, os pontos críticos de seu pontificado.

Por Sandro Magister

ROMA, 7 de abril de 2010 – Os ataques ao Papa Joseph Ratzinger usando os escândalos envolvendo padres da Igreja como arma são uma constante em seu pontificado.

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São constantes porque cada vez mais, em terrenos diferentes, atacar Bento XVI significa atacar o homem que trabalhou e está trabalhando, nestes mesmos terrenos, com a melhor visão, direção e sucesso.

A tempestade que se seguiu à sua palestra em Ratisbona em 12 de setembro de 2006 foi o primeiro da série de ataques. Bento XVI foi acusado de ser inimigo do Islã, e um proponente incendiário do choque de civilizações. O mesmo homem que com clareza e coragem singulares havia revelado onde a raiz última da violência pode ser encontrada, em uma ideia de Deus mutilada de racionalidade, e então ensinou como superá-la.

A violência e até mesmo matanças que se seguiram às suas palavras foram a prova triste de que ele estava certo. Mas o fato de que ele tinha acertado na mosca foi confirmado acima de tudo pelo progresso que se viu daí em diante no diálogo entre a Igreja Católica e o Islã – não apesar da, mas justamente por causa da palestra em Ratisbona – do qual a carta ao Papa dos 138 intelectuais muçulmanos e a visita à Mesquita Azul em Istambul foram os sinais mais evidentes e promissores.

Com Bento XVI, o diálogo entre o Cristianismo e o Islã, bem como outras religiões, está atualmente prosseguindo com maior consciência sobre o que distingue, por virtude de fé, e o que pode unir, a lei natural escrita por Deus no coração de todo homem.

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Uma segunda onda de acusações contra o Papa Bento o retrata como um inimigo da razão moderna, e em particular de sua expressão suprema, a ciência. O pico desta campanha hostil foi alcançado em Janeiro de 2008, quando professores forçaram o Papa a cancelar uma visita à principal universidade de sua diocese, a Universidade de Roma “La Sapienza”.

E, no entanto – como previamente em Ratisbona e então em Paris no “Collège des Bernardins” em 12 de setembro de 2008 – o discurso que o Papa pretendia dar na Universidade de Roma era uma defesa formidável da conexão indissolúvel entre fé e razão, entre verdade e liberdade: “Eu não venho impor a fé, mas exortar a ter coragem para a verdade”.

O paradoxo é que Bento XVI é um grande “iluminista” em uma época em que a verdade tem tão poucos admiradores, e a dúvida está no comando, ao ponto de se querer silenciar a verdade.

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A terceira acusação sistematicamente lançada contra Bento XVI é a de que ele seria um tradicionalista preso ao passado, um inimigo dos novos desenvolvimentos trazidos pelo Concílio Vaticano II.

Seu discurso à Cúria Romana em 22 de dezembro de 2005 sobre a interpretação do Concílio, e em 2007 sobre a liberalização do rito antigo da Missa são apontados como as provas nas mãos dos acusadores.

Na realidade, a Tradição à qual Bento XVI é fiel é aquela da grande história da Igreja, de suas origens até nossos dias, que não tem nada a ver com um apego formalista ao passado. No discurso à Cúria mencionado, para exemplificar a “reforma em continuidade” representada pelo Vaticano II, o Papa recordou a questão da liberdade religiosa. Para afirmá-la completamente – ele explicou – o Concílio precisou retornar às origens da Igreja, aos primeiros mártires, àquele “profundo patrimônio” da tradição cristã que nos séculos recentes havia sido perdido, e foi reencontrado, graças em parte à crítica da razão iluminista.

Quanto à liturgia, se existe um autêntico perpetuador do grande movimento litúrgico que floresceu na Igreja entre os séculos dezenove e vinte, de Prósper Guéranger a Romano Guardini, é justamente Ratzinger.

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Uma quarta linha de ataque segue a mesma linha da anterior. Bento XVI é acusado de atrasar o ecumenismo, de colocar a reconciliação com os Lefebristas acima do diálogo com outras confissões Cristãs.

Os fatos, entretanto, dizem o oposto. Desde que Ratzinger foi feito Papa, a jornada de reconciliação com as Igrejas Orientais tem dado passos extraordinários. Tanto com as Igrejas Bizantinas, que respondem ao patriarcado ecumênico de Constantinopla, e – mais surpreendentemente – com o patriarcado de Moscou.

E se isto ocorreu, foi precisamente por causa da reavivada fidelidade à grande Tradição – desde o primeiro milênio – que é uma característica deste Papa, além do que é a alma das Igrejas Orientais.

Do lado do Ocidente, novamente o amor pela Tradição é que está levando pessoas e grupos de comunhão anglicana a pedir para ingressar na Igreja de Roma.

Já quanto aos Lefebristas, o que está impedindo a sua reintegração é exatamente o apego deles às formas passadas da Igreja e da doutrina erroneamente identificadas como Tradição perene. A revogação da excomunhão de quatro de seus bispos, em Janeiro de 2009, nada fez quanto ao estado de cisma no qual eles permanecem, da mesma forma que em 1964 a revogação das excomunhões entre Roma e Constantinopla não curou o cisma entre Oriente e Ocidente, mas tornou possível um diálogo visando à unidade.

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Os quatro bispos Lefebristas cuja excomunhão Bento XVI levantou incluíam o inglês Richard Williamson, um antisemita e negador do Holocausto. No rito antigo liberado, há até mesmo uma oração para que os judeus “possam reconhecer Jesus Cristo como salvador de todos os homens”.

Estes e outros fatos ajudaram a alimentar protestos persistentes no mundo judaico contra o atual Papa, com pontos significantes de radicalismo. E é uma quinta linha de acusação.

A última arma deste protesto foi uma passagem de um sermão pregado na Basílica de São Pedro na Sexta-Feira Santa, na presença do Papa, pelo Pregador da Casa Pontifícia, Pe. Raniero Cantalamessa. O trecho incriminador foi uma citação de uma carta escrita por um Judeu, mas apesar disso o furor foi na direção exclusivamente do Papa.

E no entanto, nada é mais contraditório que acusar Bento XVI de inimizade com os judeus.

Nenhum outro Papa antes dele foi tão longe ao definir uma visão positiva de relacionamento entre a Cristandade e o Judaísmo, deixando intacta a divisão essencial sobre se Jesus é ou não o Filho de Deus. No primeiro volume de seu “Jesus de Nazaré” publicado em 2007 – e perto de ter completado o segundo volume – Bento XVI escreveu páginas esplêndidas a esse respeito, em diálogo com um Rabino americano ainda vivo.

Muitos judeus veem Ratzinger de fato como um amigo. Mas na mídia internacional, a coisa é diferente, o que se vê é praticamente e exclusivamente “fogo amigo” partindo dos judeus chovendo no Papa que melhor os entende e os ama.

*

Finalmente, uma sexta acusação – bastante atual – contra ratzinger é que ele teria “encoberto” escândalos de sacerdotes que abusaram sexualmente de menores.

Aqui, da mesma forma, a acusação é contra o mesmo homem que fez mais que qualquer outro na hierarquia eclesiástica para sanar este escândalo, com efeitos positivos que já podem ser vistos aqui e acolá, em especial nos Estados Unidos, onde a incidência do fenômeno em meio ao clero católico tem diminuído de forma significante nos últimos anos.

Mas onde a ferida ainda está aberta, como na Irlanda, foi novamente Bento XVI que pediu que a Igreja daquele país se pusesse em um estado de penitência, uma exigência que ele formulou em uma carta pastoral sem precedentes em 19 de março último.

O fato é que a campanha internacional contra a pedofilia tem somente um alvo hoje, o Papa. Os casos desenterrados do passado o são sempre com a intenção de ligá-los a ele, tanto quando era Arcebispo de Munique quanto quando era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, além do tempo em Ratisbona pelos anos em que o irmão do Papa, Georg, dirigiu o coral infantil da catedral.

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As seis linhas de acusação contra Bento XVI só levantam uma questão.

Porque este Papa está sob constante ataque, de fora da Igreja, mas também de dentro, apesar de sua inocência óbvia com respeito às acusações?

O início da resposta é que ele está sistematicamente sob ataque justamente pelo que ele faz, pelo que ele diz, e pelo que ele é.
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Mahony quis influenciar sucessão e deu com os burros n’água http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/07/mahony-quis-influenciar-sucessao-e-deu-com-os-burros-nagua/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/07/mahony-quis-influenciar-sucessao-e-deu-com-os-burros-nagua/#comments Wed, 07 Apr 2010 19:42:41 +0000 Rafael Vitola Brodbeck http://blog.veritatis.com.br/?p=1847 Do Oblatvs:

A mídia virtual católica reverbera, muito compreensivelmente, a nomeação do novo arcebispo coadjutor de Los Angeles, S. Exa. Revma. Dom José Horacio Gómez. O coadjutor tem direito à sucessão quando da aceitação da renúncia do titular da Sé.

No caso específico de Los Angeles, a sucessão se dará no primeiro semestre de 2011 quando o Cardeal Roger Mahony completa 75 anos (n. 27/02/1936), 26 deles à frente da arquidiocese californiana.

Dom Gómez era, até o momento, arcebispo de San Antonio no Texas. Nascido no México e membro do Opus Dei, o novo coadjutor tem 59 anos. Em virtude da praxe vaticana de não admitir dois cardeais eleitores em uma única Sé, o arcebispo Gómez não será criado cardeal antes de 2016, quando o Cardeal Mahony completa 80 anos e, automaticamente, perde o direito de participar do Conclave.

O renascimento do catolicismo nos Estados Unidos, após décadas de autodemolição, é visto como sinal de esperança para toda a Igreja. A crise causada pelos escândalos de pedofilia não conseguiu deter o crescimento quantitativo e qualitativo daquelas Igrejas particulares, sobretudo nas dioceses em que os bispos souberam ver a raiz dos males que os afligiam e lançar mão do machado.

A arquidiocese de Los Angeles é bastante emblemática e, por isso, a sucessão ganha contornos tão dramáticos. O Cardeal Mahony é um progressista à moda antiga, representa o que há de pior em tergiversações, acomodações e experimentos pastorais e litúrgicos que levaram à perda quase completa da identidade católica de sua arquidiocese.

Mahony fez questão de solicitar uma transição enquanto se mantém no cargo, de modo a poder influenciar mais diretamente na escolha do sucessor, e de fato – segundo algumas fontes – deu seu placet à terna apresentada ao Santo Padre pela nunciatura. Difícil acreditar que o nome do Arcebispo Gómez figurasse naquela lista. Admitindo que ali se achasse, arrisco-me a dizer que seria o último dos nomes e que, ainda assim, contrariasse as preferências do cardeal. Lamentavelmente, os fatos sustentam um juízo tão negativo e, felizmente, o Santo Padre conhece como ninguém as pessoas envolvidas – conhecimento que os anos de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé lhe deram.

O Cardeal Mahony é um “queridinho” dos círculos progressistas americanos, o que significa que suas ações são sempre objeto de uma “benévola recepção” e seus erros desculpados com uma dose extra de generosidade. A mesma “piedosa escusa” é dada a seus colegas, o arcebispo progressista americano Weakland e o bispo francês deposto Jacques Gaillot. Este último, após reconhecer que aceitou em sua diocese um notório pedófilo, saiu-se com esta: “Isto foi há mais de 20 anos… Foi um erro”. E nenhuma voz contra ele se levanta. Benevolência maior só é dedicada a Polanski e a Frédéric Mitterrand.
Rezemos por Dom Jose Gómez. Ele não pode errar. Não me refiro à leniência com pedófilos – onde evidentemente não pode errar – mas a outros equívocos tão comuns à natureza humana. Errando e, principalmente, acertando será alvo das investidas dos inimigos externos da Igreja e sobretudo dos seus mais perigosos inimigos, os internos.

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As fraudes de Chico Xavier http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/07/as-fraudes-de-chico-xavier/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/07/as-fraudes-de-chico-xavier/#comments Wed, 07 Apr 2010 16:09:35 +0000 Rafael Vitola Brodbeck http://blog.veritatis.com.br/?p=1844 Chico Xavier está na moda. Até filme fizeram dele, e não faltam católicos que o defendam, que o considerem um santo. Mas como um santo poderá obrar contra a Igreja? E a comunhão dos santos? Pode um santo ensinar algo contra a Igreja dos santos? Um santo que não é católico, que não crê na divindade de Cristo, que ensina a reencarnação e o contato com o além-túmulo?

Tais católicos nem sempre são espíritas. Até não aceitam o espiritismo, mas, diante das obras filantrópicas do médium Chico Xavier, esquecem a fé e apelam ao sentimentalismo barato.

Muitos desses católicos são os primeiros a atacar o Papa…

A verdade é que Chico Xavier não é santo. Pode até ter feito coisas boas, do ponto de vista natural, porém o mérito sobrenatural só pode ser ganho com estado de graça, unindo-se aos méritos infinitos de Cristo, morte na Cruz por nossa salvação. Chico, como espírita, nega o valor expiatório da Cruz. Como terá méritos sobrenaturais? Se está salvo, se está no céu, ou não, isso não é problema nosso. Não julgamos consciências, e não podemos afirmar que não tenha se salvado, por uma contrição perfeita no último suspiro, ou pela invencível ignorância acerca da verdadeira fé. Podemos ter conjecturas com base em sua vida, mas a palavra final é de Deus.

Todavia, podemos, e devemos, analisar seus ensinos e contrapo-los à verdade católica. E, com isso, vemos claramente: Chico Xavier pode ter feito coisas boas, mas não aderiu a Cristo Jesus como seu Rei, Senhor e Salvador, nem confessou a fé da única Igreja deixada por Ele. Não foi, pois, santo algum.

Além disso, o médium praticou diversas fraudes em suas sessões mediúnicas, como mostram os seguintes artigos. Além disso, cometeu inúmeros erros grosseiros, como associar São Luís Gonzaga a São Luís IX (fundou o “Centro Espírita São Luís Gonzaga, Rei da França” – parece que os espiritos superiores não lhe ensinaram que são “luíses” diferentes, e o rei da França era o IX, não o Gonzaga, com séculos de distância um do outro…).

http://obraspsicografadas.haaan.com/2009/a-esperteza-de-chico-xavier-2/

http://advhaereses.blogspot.com/2010/03/fantasias-charlatanescas-de-chico.html

http://obraspsicografadas.haaan.com/2010/revelaes-da-superinteressante-sobre-chico-xavier/

http://www.angelfire.com/rnb/sobrenatural/

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Um salmo para o New York Times http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/05/um-salmo-para-o-new-york-times/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/05/um-salmo-para-o-new-york-times/#comments Mon, 05 Apr 2010 12:42:34 +0000 Emerson Oliveira http://blog.veritatis.com.br/?p=1833 Acredito que o New York  Times, ou uma versão talvez chamada de New Jerusalem Times, deveria  ter sido impresso na época do rei Davi. O que me levou a pensar isto foi o salmo 52:

Por que te glorias de tua malícia, ó infame prepotente?
Continuamente maquinas a perdição; tua língua é afiada navalha, tecedora de enganos.
Tu preferes o mal ao bem, a mentira à lealdade.
Só gostas de palavras perniciosas, ó língua pérfida!

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A história da imagem de Nossa Senhora do Pérpétuo Socorro http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/02/a-historia-da-imagem-de-nossa-senhora-do-perpetuo-socorro/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/02/a-historia-da-imagem-de-nossa-senhora-do-perpetuo-socorro/#comments Fri, 02 Apr 2010 13:46:07 +0000 Emerson Oliveira http://blog.veritatis.com.br/?p=1829 A história da imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e o significado de seu simbolismo. A imagem é uma das famosas hodigítria de S. Lucas e tem estado em Roma desde o séc. 15.

Clique aqui para assistir o vídeo inserido.

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As “Sete Palavras de Cristo na Cruz” http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/02/as-%e2%80%9csete-palavras-de-cristo-na-cruz%e2%80%9d/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/02/as-%e2%80%9csete-palavras-de-cristo-na-cruz%e2%80%9d/#comments Fri, 02 Apr 2010 12:37:14 +0000 Leandro Martins http://blog.veritatis.com.br/?p=1823 “Ó admirável poder da Cruz! Ó inefável glória da Paixão! Nela se encontra o tribunal do Senhor, o julgamento do mundo, o poder do Crucificado!” (São Leão Magno, Papa e Doutor da Igreja).

Nosso Senhor Jesus Cristo, após cravado na Santa Cruz para sofrer a Paixão a fim de nos salvar proferiu sete Palavras que ficaram consignadas no coração da Igreja. Essas Palavras de Cristo na Cruz, objeto de meditação dos Santos Padres e Doutores, compõem um tesouro singular que o Senhor nos deixou no momento em que consumava o Mistério de nossa Redenção. Passemos então a conhecer e aprofundar-nos nessas eficazes Palavras que Senhor nos confiou. (cf. II Tim 3,16-17).

Recomendamos a todos a reflexão das “Sete Palavras de Cristo na Cruz”, essenciais para uma profunda vivência da Paixão de Nosso Senhor.

O artigo completo pode ser lido em: http://www.veritatis.com.br/article/4912

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Prepare-se bem para a confissão http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/01/prepare-se-bem-para-a-confissao/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/04/01/prepare-se-bem-para-a-confissao/#comments Thu, 01 Apr 2010 14:20:51 +0000 Leandro Martins http://blog.veritatis.com.br/?p=1820 Exame de consciência

Por: Prof. Felipe Aquino.

Prepare-se bem para a confissão

Para você fazer uma boa confissão é preciso examinar a sua consciência, com a luz do Espírito Santo, com coragem, e nada a esconder do sacerdote, que ali representa o próprio Jesus.

1 – Amo a Deus mais do que as coisas, as pessoas, os meus programas?

Ou será que eu tenho adorado deuses falsos, como o prazer do sexo, antes ou fora do casamento, o prazer da gula, o orgulho de aparecer, a vaidade de me exibir, de querer ser “o bom”, etc.?

2  - Eu tenho, contra a lei de Deus, buscado poder, conhecimento, riquezas, soluções para meus problemas em coisas proibidas, como: horóscopos, mapa astral, leitura de cartas, búzios, tarôs, pirâmides, cristas, espiritismo, macumba, candomblé, magia negra, invocação dos mortos, leitura das mãos, etc.? Tenho cultivado superstições? Figas, amuletos, duendes, gnomos e coisas parecidas? Procuro ouvir músicas que me influenciam provocando alienação, violência, desejo de sexo, rebeldia e depravação?

3  - Eu rezo, confio em Deus, procuro a Igreja, participo da Santa Missa nos domingos? Eu me confesso? Comungo?

4  - Eu leio os evangelhos, a Palavra viva de Jesus, ou será que Ele é um desconhecido para mim?

5  - Eu respeito, amo e defendo Deus, Nossa Senhora, os Anjos, os Santos, as coisas sagradas, ou será que sou um blasfemador que age como um inimigo de Jesus?

6  - Eu amo, honro, ajudo os meus pais, ou meus irmãos, a minha família? Ou será que eu sou “um problema a mais” dentro da minha casa? Eu faço os meus pais chorarem? Eu sou um filho que só sabe exigir e exigir? Eu minto e sou fingido com eles?

Vivo o mandamento: “Honrar pai e mãe”?

7  - Como vai o meu namoro? Faço da minha garota um objeto de prazer para mim? Como um cigarro que eu fumo e jogo a “bita” fora? Ela (e) é uma “pessoa” com a qual quero conviver ou é apenas uma “coisa” para me dar prazer?

8  - Eu vivo a vida sexual antes do casamento, fora do plano de Deus? Eu peco por pensamentos, palavras atos, quanto a esse assunto: Masturbação, revistas pornográficas, filmes, desfiles eróticos, roupas provocantes? Vivo o homossexualismo?

9  - Eu respeito meu corpo e a minha saúde que são dons de Deus? Ou será que eu destruo o meu corpo, que é o templo do Espírito Santo, com a prostituição, com as drogas, as aventuras de alto risco, brigas, violências, provocações, etc.?

10  - Sou honesto? Ou será que tapeio os outros? Engano meus pais? Pego dinheiro escondido deles? Será que eu roubei algo de alguém, mesmo que seja algo sem muito valor? Já devolvi?

11  - Fiz mal para alguém? Feri alguém por palavras, pensamentos, atitudes, tapas, com armas? Neguei o meu perdão a alguém? Desejei vingança? Tenho ódio de alguém?

12  - Eu falo mal dos outros? Vivo fofocando, destruindo a honra e o bom nome das pessoas? Sou caluniador e mexeriqueiro? Vivo julgando e condenando aos outros? Sou compassivo, paciente, manso? Sei perdoar, como Jesus manda?

13  - Sou humilde, simples, prestativo, amigo de verdade?

14  - Vivo a caridade, sei sofrer para ajudar a quem precisa de mim?

Partilho o que tenho com os irmãos ou sou egoísta?

15  -Sou desapegado das coisas materiais, do dinheiro?

16  - Sou guloso, vivo só para comer, ou como para viver?

17  - Eu bebo sem controle? Deixo que o álcool destrua minha vida e desgrace a minha família?

18  - Sou preguiçoso? Não trabalho direito? Deixo todas as minhas coisas jogadas e mal-arrumadas, se estragando?

19  - Sinto raiva de alguém é não perdôo o mal que me fizeram? Desejo vingança contra alguém? Sou maldoso?

20  – Sou invejoso? Ciumento? Vivo desejando o mal para os outros?

_______________________

Trecho do livro: Jovem, levanta-te, Editora Cléofas (www.cleofas.com.br)

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=3765

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Uma resposta ao The New York Times http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/03/29/uma-resposta-ao-the-new-york-times/ http://blog.veritatis.com.br/index.php/2010/03/29/uma-resposta-ao-the-new-york-times/#comments Tue, 30 Mar 2010 02:27:17 +0000 Emerson Oliveira http://blog.veritatis.com.br/?p=1816

Pelo pe. Raymond J. de Souza (http://corner.nationalreview.com)
Tradução: Emerson de Oliveira

O jornal New York Times, em 25 de março, acusou o cardeal Joseph Ratzinger, agora Papa Bento XVI, de intervir para impedir que um padre, Lawrence Murphy, enfrentasse sanções para os casos de abuso sexual de menores.

A história é falsa. É suportado por sua própria documentação. Na verdade, ela dá todos os indícios de fazer parte de uma campanha coordenada contra o Papa Bento XVI, ao invés de jornalismo responsável.

Antes de abordar o fundo falso da história, as seguintes circunstâncias são dignas de nota:

• A história do New York Times teve duas fontes. Primeira, advogados que atualmente têm ação civil pendente contra a Arquidiocese de Milwaukee. Um dos advogados, Jeffrey Anderson, também tem casos pendentes no Supremo Tribunal dos Estados Unidos contra a Santa Sé. Ele tem um direto interesse financeiro na matéria que está sendo relatada.

• A segunda fonte foi o arcebispo Rembert Weakland, arcebispo emérito de Milwaukee. Ele é o bispo mais desacreditado e desonrado nos Estados Unidos, conhecido por descuidar de casos de abuso sexual durante sua posse, e culpado de usar $ 450.000 de fundos arquidiocesanos para pagar suborno a um ex-amante homossexual que lhe estava chantageando. O arcebispo Weakland tinha a responsabilidade pelo caso de padre Murphy entre 1977 e 1998, quando o padre Murphy morreu. Ele estava amargurado que a sua má administração da Arquidiocese de Milwaukee lhe valeu o desagrado do Papa João Paulo II e Joseph Ratzinger, muito antes de ter sido revelado que ele tinha usado o dinheiro dos paroquianos para pagar seu amante clandestino. Ele é prima facie, não uma fonte confiável.

• Laurie Goodstein, a autora da história do New York Times, teve uma história recente com o arcebispo Weakland. No ano passado, após o lançamento da autobiografia do infeliz arcebispo, ela escreveu uma história invulgarmente simpática que enterrou todas as acusações mais graves contra ele (New York Times – 14 de maior de 2009).

• Uma demonstração ocorreu em Roma na sexta-feira, coincidindo com a publicação da história do New York Times. Alguém poderia perguntar se seria coincidência que ativistas americanos em Roma estivessem distribuindo os mesmos documentos referidos naquele dia no New York Times. A aparência aqui é de uma campanha coordenada, ao invés de relatórios desinteressados.

É possível que más fontes possam providenciar a verdade. Mas fontes comprometidas pedem por um maior controle. Em vez de um maior controle da história original, no entanto, os editores de notícias de todo o mundo simplesmente repetiram o New York Times. O que nos leva ao problema mais fundamental: a história não é verdadeira, segundo a sua própria documentação.

O New York Times disponibiliza em seu próprio site a documentação de apoio para a história. Nesses documentos, o próprio cardeal Ratzinger não toma qualquer decisão que, alegadamente, frustra o julgamento. As cartas são dirigidas a ele; as respostas vêm de seu vice. Mesmo deixando isso de lado, porém, a acusação aqui – de que o escritório do cardeal Ratzinger impediu alguma investigação – está provada ser totalmente falsa.

Os documentos mostram que o processo penal ou processo canônico contra o padre Murphy nunca foi interrompido por ninguém. Na verdade, ele só foi abandonado dias antes do padre Murphy morrer. O cardeal Ratzinger nunca tomou uma decisão sobre o caso, de acordo com os documentos. Seu vice, o arcebispo Tarcisio Bertone, sugeriu que, já que o padre Murphy estava com a saúde debilitada e um julgamento canônico seria um assunto complicado, o mais correto seria removê-lo de todo o ministério.

Repetindo: a acusação de que o cardeal Ratzinger alguma coisa errada não é suportada pela documentação em que a história foi baseada. Ele não aparece no registro como tomando qualquer decisão. Seu escritório, na pessoa do seu vice, Dom Bertone, concordou que deve haver um completo julgamento canônico. Quando se tornou evidente que o padre Murphy estava com a saúde debilitada, Dom Bertone sugeriu que o mais correto seria removê-lo de todo o ministério.

Além disso, segundo o direito canônico na época, a principal responsabilidade de casos de abuso sexual ficava com o bispo local. O arcebispo Weakland tinha, a partir de 1977, a responsabilidade de administrar as sanções ao padre Murphy. Ele não fez nada até 1996. Foi nesse momento que o gabinete do Cardeal Ratzinger se envolveu, e, posteriormente, não fez nada para impedir o processo local.

O New York Times conta a história errada, segundo a sua própria evidência. Os leitores podem querer especular sobre o motivo.

Aqui está o cronograma dos fatos mais relevantes, extraídos dos documentos do New York Times postados em seu próprio site.

15 de maio de 1974

É alegado um abuso pelo padre Lawrence Murphy por um ex-aluno da Escola para Surdos de S. João em Milwaukee. Na verdade, as acusações contra o Padre Murphy remontam há mais de uma década.

12 de setembro de 1974

É concedido ao padre Murphy uma “licença para tratamento de saúde” oficial da Escola para Surdos de S. João. Ele deixa Milwaukee, Wisconsin e muda-se para o norte, na Diocese do Superior, onde ele mora numa casa de família com sua mãe. Ele não tem atribuição oficial a partir deste ponto até a sua morte em 1998. Ele não volta a viver em Milwaukee. Nenhuma sanção canônica é exercida contra ele.

9 de julho de 1980

Funcionários da Diocese do Superior escrevem aos funcionários da Arquidiocese de Milwaukee sobre que ministério o padre Murphy poderia fazer no Superior. O arcebispo Rembert Weakland, arcebispo de Milwaukee desde 1977, foi consultado e disse que seria prudente ter o padre Murphy de volta para o ministério com a comunidade surda. Não há indicação de que o arcebispo Weakland prevê outras medidas a serem tomadas no caso.

17 de julho de 1996

Mais de 20 anos após as alegações de abusos originais, o arcebispo Weakland escreve ao cardeal Ratzinger, afirmando que só agora ele descobriu que o abuso sexual do padre Murphy envolvia o sacramento da confissão – um crime canônico ainda mais graves. As acusações sobre o abuso do sacramento da confissão estavam nas alegações de 1974. A esta altura, Weakland já havia sido arcebispo de Milwaukee por 19 anos.

Deve-se notar que, com relação a acusações de abusos sexuais, o arcebispo Weakland poderia ter procedido contra o padre Murphy a qualquer momento. A questão da solicitação no sacramento da confissão requereu notificar Roma, mas que também poderia ter sido feito nos anos 1970.

10 de setembro de 1996

O padre Murphy é notificado de que um processo canônico irá proceder contra ele. Até 2001, o bispo local tinha autoridade para agir em tais assuntos. A Arquidiocese de Milwaukee vai agora começar o julgamento. É de salientar que, neste momento, nenhuma resposta foi recebida em Roma, indicando que o arcebispo Weakland sabia que ele tinha autoridade para prosseguir.

24 de março de 1997

O Arcebispo Tarcisio Bertone, secretário adjunto do cardeal Ratzinger na Congregação para a Doutrina da Fé, aconselha um processo canônico contra o padre Murphy.

14 de maio de 1997

O arcebispo Weakland escreve ao arcebispo Bertone para dizer que o processo penal contra o padre Murphy foi lançado, e observa que a Congregação para a Doutrina da Fé aconselhou-o a prosseguir, mesmo que o estatuto de limitações expire. Na verdade, não existe estatuto de limitações para a solicitação no sacramento da confissão.

Durante todo o resto de 1997, a fase preparatória do processo penal ou processo canônico está em andamento. Em 5 de Janeiro de 1998, o Tribunal da Arquidiocese de Milwaukee diz que um processo acelerado deve ser concluído dentro de poucos meses.

12 de janeiro de 1998

O padre Murphy, agora menos de oito meses de sua morte, apela para o cardeal Ratzinger que, dada a sua saúde frágil, ele deve ser autorizado a viver os seus dias em paz.

6 de abril de 1998

O arcebispo Bertone, observando a saúde frágil do padre Murphy e que não houve novas acusações em quase 25 anos, recomenda a utilização de medidas pastorais para garantir  que o padre Murphy não exerça ministério, mas sem a acusação completa de um processo penal. É apenas uma sugestão, como o bispo local mantém o controle.

13 de maio de 1998

O Bispo do Superior, onde o processo foi transferido para e onde o padre Murphy tem vivido desde 1974, rejeita a sugestão de medidas pastorais. Inicia-se um julgamento pré-formal  em 15 de maio de 1998, continuando o processo já iniciado com a notificação de que tinha sido emitida em setembro de 1996.

30 de maio de 1998

O arcebispo Weakland, que está em Roma, reúne-se com os membros na Congregação da Doutrina da Fé, incluindo o arcebispo Bertone, mas não incluindo o cardeal Ratzinger, para discutir o caso. O processo penal está em curso. Nenhuma decisão é tomada para pará-lo, mas dadas as dificuldades de um julgamento depois de 25 anos, outras opções são exploradas que iriam remover mais rapidamente o padre Murphy do ministério.

19 de agosto de 1998

O arcebispo Weakland escreve que ele parou o processo canônico e o processo penal contra o padre Murphy e foi imediatamente iniciado o processo para tirá-lo do ministério – uma opção mais rápida.

21 de agosto de 1998

Morre o padre Murphy. Sua família desafia as ordens do arcebispo Weakland para um funeral discreto.

- O padre Raymond J. de Souza é um capelão na Queen’s University, em Ontário.

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