Modéstia à Parte: Moral de Opinião

2010 abril 8
by Maite Tosta

À medida em que os católicos vão descobrindo o poder da internet para a divulgação de informação, surgem mais e mais apostolados virtuais, em todas as áreas: espiritualidade, apologética, família, moral, modéstia…

Por mais positivo que isso seja, há também perigos embutidos nesse boom de apostolados virtuais.

Em julho de 2008, entreguei, em nome da Comunidade Católicos, do Orkut, uma carta ao Eminentíssimo Cardeal Eugênio Sales, que em um trecho, dizia (grifos acrescentados):

Milhares de católicos ávidos de formação e informação buscam na internet, todos os dias, respostas às suas dúvidas e questões de fé. Deriva daí, portanto, uma grande responsabilidade para aqueles que se propõem a oferecer tal conteúdo, não somente quanto à acessibilidade da informação, mas principal e essencialmente, quanto à ortodoxia doutrinária desta.

Mister se faz, dessa forma, que haja fontes limpas, a fim de que os fiéis, sedentos de conhecimento, possam ser saciados. A única forma aceitável e legítima de atuação de um apostolado virtual – seja site ou comunidade – é a obediência humilde e fiel à Tradição e ao Magistério Vivo da Igreja, sem pretender interpretar-lhes livremente as palavras, com base em convicções pessoais, mas antes preservando-lhes o sentido e a coerência.

A legitimidade primeira para ensinar – ainda mais em matéria de moral – é do clero, e mais e mais o Papa Bento XVI tem conclamado os sacerdotes a marcarem presença na web e na blogosfera. Quanto aos leigos, devem limitar-se a explicar o magistério a fim de que seja melhor compreendido, sem ampliar nem restringir o seu alcance.

Os apostolados leigos são multiplicadores, facilitadores, eles divulgam, traduzem, trocam em miúdos os ensinamentos do magistério, o seu papel não é interpretá-lo.

Não devem os leigos arvorarem-se em construções teológicas, redigindo “estudos”, recheando opiniões com citações fora de contexto, salpicadas aqui e acolá, a fim de venderem suas opiniões e práticas como se moral católica fosse.

No entanto, o que se vê é o surgimento de uma geração de neo-cátaros, que pregam a busca de uma perfeição pela adoção de padrões morais ultra-elevados – travestidos de magistério católico.

No discurso, bonito e eloquente, fala-se em modéstia, em ter Nossa Senhora como modelo. No entanto, pouco há de modéstia na adoção de uma postura puritana de negação radical  da cultura contemporânea, com um vestuário do século XIX:

Roupa de Banho em 1900

Roupa de Banho em 1900

ou de uma comunidade Amish:

Mulheres Amish na praia.

Mulheres Amish na praia.

ou ainda, islâmico, como a roupa de banho muçulmana abaixo:


Roupa de banho islâmica.

Roupa de banho islâmica.

Devemos buscar a santidade de acordo com o nosso estado e com o contexto em que estamos inseridos. Isso não significa relativizar a moral católica. A moral é objetiva, absoluta, mas a sua aplicação depende das circunstâncias. A Igreja fala de moral, que é absoluta, não de moda, que é uma aplicação circunstancial, portanto ontologicamente subjetiva e relativa, da moral em um dado tempo e espaço. Devemos nos vestir e nos comportar de acordo com nossa posição na sociedade e nossa dignidade. Além disso, a primeira impressão é a que fica. Não poderemos evangelizar sendo “ETs”. Como poderemos cumprir nossa missão de batizados, que é transformar o mundo?

Mas, como ser sensível às mudanças dos tempos sem cair no relativismo? É São Josemaría Escrivá que nos dá a resposta:

“Para ti, que desejas adquirir uma mentalidade católica, universal, transcrevo algumas características:
- amplidão de horizontes e aprofundamento enérgico do que é perenemente vivo na ortodoxia católica;
- esforço recto e são (frivolidade, nunca!) por renovar as doutrinas típicas do pensamento tradicional, na filosofia e na interpretação da História;
- cuidadosa atenção às orientações da ciência e do pensamento contemporâneos;
- e uma atitude positiva e aberta para com a transformação actual das estruturas sociais e das formas de vida.”(Sulco, 428).

Quanto à questão do vestuário, ensina o Pe. Daniel Guindón, LC, professor de Teologia Moral do Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil:

João Paulo II  deu o impulso fundamental à TOB, com as suas catequeses sobre o amor humano. Estas catequeses formam parte do ensinamento magisterial da Igreja, porque as apresentou como Papa. O conteúdo delas é teológico, não é um juízo pessoal sobre o tema da sexualidade humana. Ele nos apresenta o que Deus nos revelou sobre a sexualidade, a visão de Deus sobre o corpo humano. Expõe os princípios da nossa fé e da doutrina cristã. Ele não pretende responder às questões da moda variável, porque ali entra uma questão de cultura.

A partir do ensinamento da Igreja – quer dizer do Papa e dos bispos em comunhão com ele – os cristãos podem fazer certas “interpretações” ou “aplicações” à sua vida concreta. A Igreja não determina qual há de ser o modo de vestir das pessoas. A TOB pretende iluminar sobre o significado do corpo humano, do tipo de vestido, da moda, etc. A Igreja não despreza o valor da beleza, porque é Deus o seu Autor, ao contrário, a estima como um grande bem. Mas a beleza não é o valor absoluto; vai à par com a verdade e a bondade. A TOB quer que as pessoas tomem consciência do significado das suas escolhas, e que as tomem com responsabilidade.

No entanto, leigos se dão ao direito de fazer o que a Igreja não faz, que é ditar normas – sim, um dress code – para o vestir: demonizam as calças compridas, o maiô de banho…

Santa Gianna Beretta Molla, por exemplo, usava calças compridas, como se descobre no livro Saint Gianna Beretta Molla, A Woman’s Life de Giuliana Pelucchi, que conta com diversas fotos. O que dizer disso? Terá sido menos santa? Será que a Igreja errou ao canonizá-la? Quem decide? Os apostolados leigos?

Coloquemo-nos no nosso lugar: submissos ao magistério. Sandálias da humildade ! Modéstia sem simplicidade é falsa modéstia. Nem moral de ocasião, nem moral de opinião.

11 Responses
  1. 2010 abril 9
    Valdir A. C. permalink

    Ok!!

    Então a senhora pretende a santidade indo de fio dental (é essa ainda a moda??) à práia ou à piscina de seu clube?? Expor suas carnes (seios e nádegas) castas, e é claro com um enorme crucifixo e um escapulário ajeitados entre suas protuberâncias peitorais expostas, para dar testemunho de seu caminho de castidade e busca de santidade???

    A senhora quer uma igreja a seus moldes e não seguir a Sã Doutrina!!! Melhor “virar” protestante!!

    Válha-me Nossa Senhora!!!

  2. 2010 abril 9

    Onde está escrito no texto que eu indico o “fio dental” ? Eu que quero a Igreja a meus moldes? Mas a Igreja não me proíbe ir à praia ou piscina, a Igreja não me dita com que roupas devo ir à praia ou piscina… quem quer inventar uma Igreja que não existe ? Você, não eu !

  3. 2010 abril 9
    Michele Oliveira permalink

    Suponho que este texto seja igualmente uma interpretação (intercalada por citações descontextualizadas) do que você realmente acredita que seja a moral católica, ou ainda de como você acha que os leigos devem se posicionar diante desta mesma moral. Suas opiniões parecem desmoralizar o próprio apostolado Veritatis Splendor, tão conhecido por interpretar questões diversas da Igreja, inlcuindo a moral. E a Igreja falou de moda tantas vezes que não deixa de ser constrangedor vê-la afirmar o contrário… só não supera em constrangimento saber que todo esse texto parece estar embebido de ressentimento contra a opinião de certo apostolado, que a sra achou por bem não citar. Eu farei o mesmo; no entanto, é uma grande malícia vê-la demonstrar preocupações com as opiniões sobre os apostolados virtuais de modéstia, e no entanto não direcionar nenhuma destas indignações ao blog Femina (que supõe a si mesmo como a favor da modéstia católica), que tantos questionamentos recebeu, que tantas dúvidas suscitou, que tanto confundiu as pessoas que tornaram públicas as suas queixas, eu inlcusive. Infelizmente a sra parece não ter nada a dizer sobre ele, o que acaba desfavorecendo qualquer opinião que a sra tenha sobre “apostolados virtuais” de modéstia , justamente porque se abstém de também criticar ou apresentar suas sinceras dúvidas sobre ele. Ou talvez a sra seja da opinião de alguns, que não consideram haver qualquer estudo de modéstia católica no Femina, e por isso tenha se achado no direito de questionar apenas os apostolados que “redigiram estudos”. Ou (e aí é pior para a sra e para os argumentos desse texto) achou que os estudos do Femina realmente expressam a moral católica sobre a modéstia.

  4. 2010 abril 9
    João Marcos permalink

    Tirando a vestimenta dos sacerdotes, até hoje eu nunca vi nenhum documento da Igreja que me dissesse o que devo vestir. E não vai haver. Os princípios existem, cabe aplicá-los à realidade cultural de cada povo, e é com isso que a Igreja se importa.

    Que já houve críticas da Igreja em relação à moda, isso todos sabem. Mas tais críticas não era contra a moda propriamente dita, mas contra um abuso da moda, indo pelo lado da erotismo e vulgarização.

    Não podemos ampliar indevidamente os argumentos expostos pela Maite. Ela em nenhum momento falou de biquininho fio dental. A questão é de bom senso. Para saber, nesse caso, a adequada vestimenta de praia, tem que primeiro ver a cultura local, o clima, a idade de quem usa, o sexo de quem usa, a moda adequada em vigor e tantas coisas que variam no tempo que só podem ser avaliadas a luz de princípios. Nesse ponto é que a Igreja entra, expondo os princípios, pois princípios não mudam.

    E, na boa: se o problema fosse o biquininho, era só suprimí-lo que acabavam as putarias e os estupros. Só que sabemos que o problema não está no biquininho (apesar de ter uns bem sem vergonha que atiça até o homem mais santo), mas numa contracultura que coisifica o ser humano, em especial a mulher, colocando-a como objeto de desejo.

    Se estou errado, então olhe pelas ruas e constate: a primeira atitude de um homem hoje, a não ser que esteja muito distraído ou esteja lutando contra a concupiscência, é olhar para trás e mirar na bunda de uma mulher, quando ela passa por ele. E isso nem precisa estar de biquininho, e num precisa nem a mulher ser bonita.

    Té mais

    João Marcos

    PS: se todos entedessem que cabe aos leigos expor claramente o magistério e explicá-lo para quem não entende, em vez de ficar fazendo tratados e interpretações, teriamos muito menos problemas. Pode-se até debater os entendimentos, mas seria bem mais fácil.

  5. 2010 abril 9
    Alessandra permalink

    Oi Maite, gostei do texto e o achei pertinente.
    Ao buscarmos a modéstia no vestir, não devemos fugir da nossa cultura. Portanto, a Igreja não faz nenhum dress code, pois dirige ao bom-senso, que nós mulheres, moças, mães de família, adolescente católicas devemos adotar ao nos vestir.
    E qto ao Femina, que a Michele falou, vejo o blog como inspiração, pois lá vemos roupas que são INSPIRAÇÂO para o vestir com modéstia. Ele não dita regras, pois a Igreja não as ditou.
    Quem quer se vestir de saião e blusão, que vá.
    Não vejo nenhum testemunho nisso. Mais parece uma falsa modéstia. Puritanismo.
    Se santa Gianna usou calças…. Ela sim, foi uma santa que soube utilizar-se da moda do seu tempo.
    Não faço apologia aos decotes, mini-saias, calças da gang, etc.
    Faço apologia ao bom-senso.

  6. 2010 abril 9
    Sandra permalink

    Já dizia Karol Wojtyla em Amor e Responsabilidade:

    “Já que a roupa é considerada em relação ao problema do pudor e do impudor, talvez seria proveitoso considerar o seu papel funcional. Pois, assim como há certas situações objetivas, nas quais até a total nudez do corpo não é impudica, porque a função própria desta nudez não é provocar nenhuma reação a respeito da pessoa como objeto de uso, assim também com certeza há várias funçnoes das várias maneiras de vestir-se ligadas `a parcial ou total nudez do corpo, por ex., no trabalho físico, durante o calor, no banho, perante o médico. Tratando-se de qualificar moralmente a maneira de vestir-se, é preciso partir da variedade de funções, `as quais a roupa deve servir. Não deve considerar-se impudica a pessoa que usa determinada roupa, mesmo que apareça a nudez parcial, se realiza uma função objetiva. No entanto, seria impudico o uso de tal roupa for a de sua própria função, e assim também deve ser percebido. Por exemplo: não é contrário ao pudor tomar banho de maiô, mas sê-lo-ia usá-lo na rua ou na avenida.”

  7. 2010 abril 9
    Mateus permalink

    Sra. Maite,
    1. Citar uma carta que a sra. mesmo enviou para o cardeal não parece muito razoável e nem constitui um forte argumento para o seu texto. Seria interessante que a sra. citasse algo da resposta do mesmo cardeal sobre as suas preocupações (e de alguns poucos membros da comunidade católicos).
    2. Ao que me consta estes apostolados sobre modéstia começaram a aparecer com mais força no ano passado, ou seja, 2009; a carta que a sra. enviou é de 2008. Se o cardeal respondeu alguma coisa, deve ter sido genericamente; ou a sra. enviou os links dos apostolados virtuais para que ele apreciasse os textos? ou, pelo contrário, fez uma carta com afirmações genéricas sobre problemas genéricos para que ele comentasse algo?
    3. Ninguém nega que a legitimidade de ensinar seja do clero. Em nenhum dos apostolados virtuais sobre modéstia vi os autores negando tal verdade ou querendo sobrepor suas verdades às verdades da Fé Católica. Se a sra. puder me mostrar onde se encontram tais afirmações, agradeceria.
    4. Num certo ponto do texto a sra. diz que o apostolado dos leigos deve limitar-se a explicar o magistério e não interpretá-los. Queria que a sra. comentasse estas afirmações que colocarei abaixo:
    Sr. Rafael Vitola diz:
    Sobre tatuagem: “Não há mal, EM SI, em ser tatuado. Em termos práticos: evite tatuagens feias, indiscretas, contrárias à religião; pondere bem sobre os motivos pelos quais o senhor irá fazer a tatuagem. Como um objeto neutro, a moralidade da tatuagem está na intenção, sobretudo.”
    Sobre namoro, beijos e abraços: “As relações sexuais estão excluídas desse período, dado que um casal não comprometido pelo Matrimônio não têm condições de criar os filhos que dessas relações nascerem. Outrossim, a união não é total ainda para que se unam os corpos. Por outro lado, conselhos concretos sobre “até onde ir” são complicados. A moral católica nem sempre tem respostas específicas para casos concretos. Daí que qualquer especificidade na questão não passa de mera opinião. Mesmo vindo do venerável sacerdote que é o Pe. Lodi, ardoroso combatente pró-vida, e muito fiel à Igreja e ao Papa, discordamos de sua opinião, no que temos direito, visto não ser o ponto definido pelo Magistério.”
    Maiôs, Biquinis: “Pois bem, caríssimo leitor, o senhor indaga acerca da licitude das roupas de banho. Certamente, em si, como todo objeto, não são más nem boas. Sua neutralidade importa em reconhecer um uso mau e mesmo algumas formas más em algumas delas (como um uso bom e formas boas em outras). Tudo passa pelo bom senso.”
    Calças Femininas: “Para resumir, a Igreja Católica permite, sim, à mulher usar calça comprida.”
    Sra. Aline Brodbeck diz:
    sobre modéstia: “É uma conclusão inevitável: certas roupas podem ser pudicas ou não conforme as circunstâncias, porém outras na maioria das vezes (ou na totalidade) são imodestas.”
    “Na praia não há mal em um biquíni, desde que saiba o tipo de biquíni. Prefiro maiô, mas depende do maiô também. Nas festas de casamento, na igreja uso um bolerinho, mas na festa não há mal em ficar de alcinhas, desde que outras partes do corpo estejam cobertas.”
    “ …determinar se calça ou saia é um vestuário feminino escapa ao poder da Igreja, não é matéria de definição magisterial (nem poderia ser).”
    Sra. Maite Tosta diz:
    Sobre modéstia: “A lista da arquidiocese, em 1949, utiliza um conceito aberto (”decente”), QUE DEVE SER INTERPRETADO. Não é um manual de medidas – X polegadas abaixo dos cotovelos, X polegadas abaixo dos joelhos, etc etc.”
    “Sou totalmente a favor do cultivo da virtude da modéstia. Mas as expressões concretas dessa mesma virtude variam sim, de acordo com a cultura, com o ambiente, até com o biotipo da mulher.”
    Comentários rápidos: A sra. não deve gostar muito deste site chamado Veritatis Splendor, dado que a totalidade de seus membros interpretam a modéstia ao seu próprio gosto.
    Se cabe aos leigos somente explicar e não interpretar – apesar de que eu não entendo bem a sua distinção -, poderiam apenas trazer os textos do Magistério e comentá-los em cima de textos de padres, bispos, religiosos, etc, que tivessem falado do assunto. Um leigo nunca poderá se pronunciar sobre tema algum, pelo que a sra. mesma define. Mas, como explicar é sempre interpretar, de acordo com qualquer compêndio de lingüística, é impossível que qualquer ser humano explique sobre qualquer assunto sem interpretá-lo: pelas citações do Vitola, da Aline e da sra. mesma, a sra. poderá chegar a esta conclusão.
    O sr. Vitola dá aquelas definições sobre tatuagem e não cita um sacerdote sequer, muito menos quem dirá o Magistério! O que a sra. diz disso? As definições que ele dá sobre objetos e sua suposta neutralidade também não é uma explicação do Magistério, ele não cita nada mais uma vez! Depois, no quesito das calças, que crime!, ele diz que a Igreja PERMITE o uso das calças. De onde saiu isto, se a sra. mesmo e a sra. Aline vivem a dizer que este é um ponto que o Magistério nunca definiu, e nas palavras da mesma Aline “não é matéria de definição magisterial (nem poderia ser)”? Percebe a contradição entre o sr. Vitola e a sra. Aline? Parece que há uma interpretação em algum lugar; a sra. poderia me dizer qual dos dois andou interpretando o Magistério ao invés de explicá-lo? Ou a Igreja permitiu (e a sra. me envia o documento onda há está permissão) ou a Igreja nunca irá definir isto – e mesmo para esta afirmação categórica do que o Magistério irá definir ou deixar de definir a sra. deve me enviar um documento, pois do contrário também será uma interpretação dado que o Magistério não definiu tal coisa.
    Bem, para não me estender muito, peço para que a sra. me explique o que a sra. quis dizer com interpretar um texto que a arquidiocese, ou seja, a Hierarquia, escreveu. Ou podemos interpretar os textos ou não podemos.
    Fico por aqui e aguardo a sua resposta.

  8. 2010 abril 9

    Para Michele Oliveira:

    Se a senhora tem qualquer coisa contra o apostolado Femina, vá até aquele blog e, nos comentários, dirija-se à sua autora.
    O que a senhora chama de ressentimento, eu chamo de discordância, o que é um direito de todos nós.

  9. 2010 abril 9

    Para Matheus: Se eu posso usar textos de outros, mais ainda posso usar o meu, ou não? O retiro foi em 2008 sobre a evangelização pela internet, e a carta falava sobre apostolados leigos na internet EM GERAL, não sobre apostolados de moda em modéstia. O Cardeal leu a carta para abrir a sua fala, dizendo, de brincadeira, que a carta já tinha dito tudo o que ele pretendia dizer.
    Não vou entrar no jogo semântico. Apostolado leigo só deve aclarar as coisas, não deve criar nada de novo.
    Fico feliz, no entanto, com a extensão do seu comentário, pelo visto este blog tem pelo menos um leitor assíduo, fiel e atento.

  10. 2010 abril 9

    Acho engraçado esse povo, quer dar moral apelando. N pode isso, n pode aquilo e em suas casas, como é? Pq vida virtual perfeita todo mundo pode ter.

    Sei de gente que esbraveja contra calça, contra mulher trabalhar n é que a marionete usa calça e trabalha?
    Há na net mulheres recatadas, vestidas com lindas saias, vestidos e botas… coloca banca que mulher n pode trabalhar..PQ ESSAS MULHERES USAM A NET se lugar de mulher é na cozinha?
    VIAJAM POR AI espalhando isso pode e isso n pode, tão fazendo o que viajando se lugar de mulher é na cozinha?

    Vem cá, se essa gente n pode trabalhar pq é mulher, vive do quê, solteiras e encalhadas? Pq são essas que mais falam, mas será que vive o que fala?

    *****************************
    Quem n tem empregada, lava quintal de saia ou vestido e salto alto? Aliás, SUA empregada usa saia ou vestido? Pq vc dá emprego para uma mulher, se lugar de mulher é na cozinha.

    Gente louca! Ninguém muda a maneira de vestir do dia para noite. Sem contar que custa caro vestido e saia.

  11. 2010 abril 10
    Leandro permalink

    Parabéns, Maite.
    Ótomos comentários; excelentes observações

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