Ratzinger x Bento XVI ?
Por Harlei Mendes
Caíram por terra os argumentos dos seguidores da TL – Teologia da Libertação, acerca da postura de Bento XVI antes da sua eleição para Papa.
Os teólogos da TL passaram a argumentar que a postura do Cardeal Ratzinger havia mudado após sua eleição. Ou seja, uma seria sua postura quando Cardeal e outra sua postura agora eleito Papa, pois, argumentavam que Bento XVI vira que a realidade era outra, bem diferente daquela esboçada na Instrução Libertatis Nuntius da Congregação da Doutrina da Fé de 1984.
Nesta Instrução, as ideologias de índole marxista (materialista e atéia na sua essência) foram amplamente condenadas pela Igreja que detectou nesta heresia modernista a tendência, ou senão, a pretensão de manipular o Evangelho de Cristo dando uma roupagem política libertária para a transformação da sociedade. Esta heresia, infelizmente, prejudicou consideravelmente a piedade cristã, sobretudo na América Latina.
Paulatinamente, a sacralidade da liturgia e a união com a Tradição da Igreja e o respeito ao Santo Magistério (infalível) foi se perdendo, de modo que os fiéis, alguns sem instrução, começaram a assimilar esses erros e esfriar sua fé em Cristo.
Para a surpresa de todos, aliás, dos Teólogos da Libertação – pois os que sempre estudaram a fé e obedeceram a Igreja sabem da impossibilidade de se conciliar cristianismo e marxismo – o Sumo Pontífice Bento XVI, durante a visita AD LIMINA APOSTOLORUM, relembrou aos Bispos da influência negativa da TL para a Igreja do Brasil.
Esta visita trata de uma obrigação por parte dos Bispos de se apresentarem periodicamente diante do Santo Padre com relatórios da sua Diocese. Para facilitar, os Bispos do Brasil vão em grupos e durante a visita dos Bispos do Regional Sul 3 e 4, o papa recordou a já mencionada Instrução e suplicou àqueles que se deixaram levar pelos enganos da TL que meditassem nos erros desta corrente ideológica e retornassem à comunhão com a Santa Tradição da Igreja. Veja o parágrafo abaixo
“Neste sentido, amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que «a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente» (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55). Que, no âmbito dos entes e comunidades eclesiais, o perdão oferecido e acolhido em nome e por amor da Santíssima Trindade, que adoramos em nossos corações, ponha fim à tribulação da querida Igreja que peregrina nas Terras de Santa Cruz”
Quais serão agora os argumentos da chamada esquerda católica? O que dirão os seguidores de Boff, Beto e companhia limitada, modernistas manipuladores das palavras da Igreja? Vê-se, pois, que não há diferenciação entre Ratzinger e Bento XVI. Sempre foi algo absurdo por parte dos heterodoxos pregarem tamanha incoerência. No entanto, seus argumentos sempre falaciosos contribuem para confundir os fiéis e minar sua fé. E sua influência alcança os mais diversos setores da Igreja de Deus. Só para lembrar, uma das músicas do canto das oferendas da Campanha da Fraternidade 2010 é – FILHO DO DONO de Petrúcio Amorim
Não sou profeta
Nem tão pouco visionário
Mas o diário
Desse mundo tá na cara
Um viajante
Na boléia do destino
Sou mais um fio
Da tesoura e da navalha
Levando a vida
Tiro verso da cartola
Chora viola
Nesse mundo sem amor
Desigualdade
Rima com hipocrisia
Não tem verso nem poesia
Que console um cantador
A natureza na fumaça se mistura
Morre a criatura
E o planeta sente a dor
O desespero
No olhar de uma criança
A humanidade
Fecha os olhos pra não verte levisão de fantasia e violência, aumenta o crime
Cresce a fome e o poder
Boi com sede bebe lama
Barriga seca não dá sono
Eu não sou dono do mundo
Mas tenho culpa, porque sou
Filho do dono
Bem, como podemos ver a influência da TL chega a minar a sagrada liturgia causando sérios danos à reta fé. A música supracitada não retrada a sacralidade da liturgia tampouco leva a assembléia de fiéis à contemplação do Santo Sacríficio da Missa. Pelo contrário, esta música na missa faz reduzir a liturgia à uma reunião de “irmãos” para refletirem sua condição econômico-social, o que é louvável, mas não cabe na Santa Liturgia.
Cabe aos cristãos de agora fundamentar cada vez mais sua fé em Cristo em união com o Santo Padre e lutar pela extirpação desta heresia que insiste em se disfarçar com pele de ovelhas, mas que no fundo são verdadeiros lobos. Como bem disse Pe. Paulo Ricardo “definitivamente, o Evangelho não tem uma proposta política”
Harlei Mendes, solteiro, membro fundador do grupo Anticorpos, faz parte da Pastoral Universitária da Arquidiocese de Vitória da Conquista. Licenciado em História e estudante de Ciências Econômicas, fez vários cursos pela Escola Mater Ecclesiae; Curso Bíblico, História da Igreja, Ocultismo (parapsicologia), Patrologia, Mariologia e Espiritualidade



Torna-se cada vez mais evidente a posição do Papa Bento XVI e, sobretudo da Igreja, acerca da TL. Deve-se ter cuidado com “os perigos de uma apropriação sem críticas, feita por alguns teólogos, de teses e metodologias provenientes do marxismo”.
Assim como Bento XVI, lamento que nas escolas e universidades brasileiras ainda estejam presentes os “princípios enganosos da teologia da libertação”.
Precisamos lutar contra a TL, e pessoalmente, como músico da Igreja Católica, contra as músicas que nos remetem a tal heresia.
Tenhamos mais cuidado com a Sacralidade em nossas Missas.
Lembro áqueles que militam na teologia da libertação as palavras de Jesus:
- “Pobres vós tereis sempre convosco. A mim, porém, nem sempre me tereis”. (Mt 26,11)
Devemos viver na verdadeira teologia sempre pregada pela Santa Igreja baseada nas sagradas escrituras, na tradição e no magistério. Não vamos ficar viajando na maionese que a cultura marxista apregoa, pois a total igualde social, divisão igualitária dos bens, o fim das injustiças de nossa sociedade capitalista e tudo o mais que ela apregoa não passa de um sonho utópico.
O que prega a TL pode até ser bonito e justo, mas não é para ser discutido no âmbito eclesial como uma nova doutrina teológica e nem para ser utilizado na sagrada liturgia, seja no canto ou nas preces e orações.
Querem melhoarar as condições de vida das pessoas? Pois que formem então mais um novo partido político e vão defender suas teses ideologicas na câmara e no senado com policos justos, honestos e realmente comprometidos com a melhoria das condições de vida do povão, e não se infiltando sorrateiramente na Igreja e minando a fé e a religiosidade deste mesmo povo com esta macro heresia.
Caro Pedro essa música que citas é horrível.
Diante disso pergunto-lhe se não seria necessário a união de nós fieis leigos preocupados com a verdade da fé junto aqueles clérigos que se mantém fiéis ao Papa para denunciar a Santa Sé a terrível situação vivida pela Igreja no Brasil onde somos vítimas de uma “pastoral” imbuída de socialismo promovida pelos ideólogos da CNBB?
Prescisamos nos mover e clamar ao Santo Padre que venha em nosso socorro!!!
Pax