A Episcopisa da Sapatolândia americana

2009 dezembro 8

Sapatão

A Igreja Episcopal – o anglicanismo em terras americanas – mais uma vez deu sinal do decadente espírito que se pepertua dentro das suas fileiras. Dessa vez elegeu – o que é estranho por si só; a “eleição” de um Bispo – Mary Glasspool como Episcopisa auxiliar de Los Angeles, que já tem um Bispo divorciado. Todos os Bispos episcopais dos Estados Unidos deverão confirmar o nome da lésbica de carteirinha mesmo que, para todos os fins, já tenha sido eleita. Chega a ser estranho perceber que hoje nem mais estamos discutindo o fato de uma mulher ser feito “Bispa”, mas sim de ser homossexual. Como sempre, a tendência é a derrocada. Em 2003 a mesma discussão se formou depois que Gene Robinson, um homossexual declarado, que era casado, teve filhos, e depois que saiu do armário se uniu ao seu “companheiro”, foi feito Bispo do estado de New Hampshire.

A eleição da “Episcopa da Sapatolândia”, versão americana, poderá criar uma discussão profunda dentro do anglicanismo mundial, assim como ocorreu em 2003, quando muitos Bispos episcopais protestaram e, inclusive, com respaldo da Igreja Anglicana da Nigéria, um baluarte em meio ao caos da sua Confissão, fundaram a Convocation of Anglicans in North America.

Até o moderno e progresso Arcebispo da decadente Cantuária se pronunciou com preocupação: 

“A eleição de Mary Glasspool para a Diocese de Los Angeles como bispo eleito levanta questões muito sérias, não só para a Igreja Episcopal e seu lugar na Comunhão Anglicana, mas para a Comunhão como um todo.

O processo de seleção, porém, é apenas uma parte concluída. A eleição tem de ser confirmada, ou poderá ser rejeitada, por bispos diocesanos e comissões permanentes diocesanas. Essa decisão vai ter implicações muito importantes.

Os bispos da Comunhão, coletivamente, reconheceram que um período de graciosa contenção em relação a ações que são contrárias ao espírito da Comunhão é necessário para que nossos laços de afeição mútua sejam assegurados.”

Vai chegar o tempo, não muito distante, em que nós, católicos, só poderemos dialogar com os ortodoxos e os protestantes de denominações tradicionais, como os anglo-católicos e os evangélico-católicos.

4 Responses leave one →
  1. 2009 dezembro 9
    Jose Miguel da Paixão permalink

    Oa anglicanos, provavelmente, foram mordidos pela mesma serpente que morderam os padres e bispos da idade média. Aliás, por todo o mundo, ainda existem muitos padres e bispos homossexuais, pedófilos, etc. e tal. Mas, é claro, quem não quer ver estrelas não olha para o ceu.

  2. 2009 dezembro 11
    Leandro permalink

    O legal é sabermos distinguir que os padres e bispos homossexuais e pedófilos agiram na desobediência, e a Igreja católica esforça-se por punir de alguma forma os intransigentes. O mesmo pode ter acontecido até com pastores de algumas denominações protestantes “mais sérias”.

    Mas diferentemente disto é uma “bispa” ser eleita pelas autoridades de uma “igreja” para ser líder APÓS ter um modo de vida assumidamente contrário à lógica cristã.

    Caro José Miguel, um conselho que te dou é evitar estas generalizações, ainda mais falar que é por “todo o mundo” sem ao menos citar um exemplo.

    Este ramo Anglicano nos EUA conhecido como “Igreja Episcopal” revogou a norma de não sagrar “bispos” homossexuais em julho de 2009, segundo a fonte http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=NOVIDADE1&id=ni10564 e, apenas 4 meses depois, já vemos uma ordenação destas (e para uma “diocese” de 70 mil anglicanos). É no mínimo para se pensar como estava a pressão política interna neste grupo, na verdade muito provavelmente a Sra. Glasspool de Sapatolândia já era aclamada antes de sua eleição, e seus seguidores participaram do processo de revogação da lei evangélica de não ordenar “bispos” homossexuais.

    [sarcasmo mode on] A fé de denominações ditas cristãs que aceitam bispos homossexuais deve estar tão podre e relativizada que, se for autorizado hoje o casamento de humanos com animais, duas semanas depois já teremos no corredor central dos templos uma fila de pessoas de mãos dadas com chimpanzés, jumentos, águias, tartarugas… agora abram alas que está entrando na igreja o aquário da noiva “orca”, vestida de vel e grinalda… [sarcasmo mode off]

  3. 2009 dezembro 11
    josé mario mariotto permalink

    A mulher não pode receber nenhum grau do sacramento da ordem ( inclusive o diaconato) por dois motivos teológicos: como o sacerdote age “in persona Christi” e Jesus se encarnou como varão. Somente um varão pode ser sacerdote. Aqueles que acham que as mulheres também podem ser sacerdotisas no fundo afirmam a heresia ariana, ou seja, que Jesus não se encarnou verdadeiramente e não tomou a natureza humana.
    Por outro lado, não pode haver “diaconisas” ( embora não tenham natureza sacerdotal), porque o sacramento da Ordem é um único sacramento embora, embora desdobrado em três graus. Ora, se a mulher pudesse ser diaconisa, mas não presbítera ou bispa, estaria-se atentando contra a unicidade do sacramento da Ordem. Apesar de teologicamente perfeita esta demonstração existem padres ( e pior ainda, bispos) que defendem a ordenação das mulheres.

  4. 2009 dezembro 13

    É uma lástima mesmo, que agrada esse mundo tenebroso da carnalidade do homossexualismo. Vejam o que alguns outros líderes de denominações disseram sobre isto:

    O bispo EPISCOPAL J. Brooke Mosley, presidente do Seminário Teológico União, na cidade de Nova Iorque, disse recentemente:

    “Creio firmemente que uma pessoa de orientação homossexual pode ser cristão sólido e fiel; e, além disso, que ele ou ela pode ser ministro cristão dedicado — e alguns deles já os são.”

    Em 1970, a 182.a Assembléia Geral da IGREJA PRESBITERIANA UNIDA publicou e recomendou para estudo um relatório que declarava:

    “As reflexões éticas e as atitudes pessoais da comunidade cristã devem ser tais que as pessoas homossexuais não sejam obrigadas a sentir que sua preferência sexual está num conflito insolúvel com serem membros numa associação cristã.”
    Também em 1970, no seu Quinto Congresso Bienal, a IGREJA LUTERANA NA AMÉRICA aprovou a seguinte declaração sobre o homossexualismo:

    “Os que se entregam ao comportamento homossexual são pecadores apenas assim como todos os outros — alienados de Deus e do próximo. . . . É essencial compreender que tais pessoas têm direito ao entendimento e à justiça na igreja e na comunidade.”

    W. Paul Jones, professor na Escola de Teologia São Paulo, METODISTA, de Kansas City, Missúri, escreveu em Pastor Psychology, de dezembro de 1970:

    “Concluímos que . . . uma profunda relação entre dois membros do mesmo sexo não é só moralmente permissível, mas deve ser procurada, estimulada, apoiada e facultada com todos os poderes à nossa disposição. Não há substituto para tal relação e não se deve privar dela o homossexual.”

    E no periódico Review and Expositor, Primavera de 1971, publicado pelo corpo docente do Seminário Teológico dos BATISTAS DO SUL, em Louisville, Kentucky, E. U. A., o Professor John H. Boyle disse:

    “As raízes do pecado não estão no próprio ato homossexual. . . .
    “Se a Igreja for fiel à sua vocação, terá de declarar francamente que os homossexuais são pessoas, feitas à imagem de Deus, para as quais Cristo morreu, e que, pela graça de Deus, aqueles que não eram povo são o povo de Deus, pois, antes não haviam recebido misericórdia, mas agora receberam misericórdia.”

    Sim, proeminentes líderes religiosos das igrejas ‘principais’ aprovam o homossexualismo. Eles rejeitam a Bíblia. Conforme disse o bispo episcopal Brooke Mosley: “Nosso entendimento da moralidade cristã progrediu muito além das leis do Antigo Testamento . . . e dos editos de S. Paulo.” Se os líderes das igrejas ‘principais’ dizem tais coisas, pode realmente ter certeza de que seu ministro não pense o mesmo? Por que não lhe pergunta?

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