Afirmar a heterossexualidade como requisito não é discriminar

2009 novembro 10
by Thadeu Soares

Vi esse post no ZENIT e não tive como não compartilhar com todos…
Confiram:

Bispos argentinos ante debate sobre a lei de união homossexual

BUENOS AIRES, sexta-feira, 6 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- O debate no Parlamento da Argentina sobre a possibilidade de modificar o Código Civil para que pares do mesmo sexo possam contrair casamento moveu a Comissão Executiva do Episcopado reafirmar a postura eclesial sobre o matrimônio.

Diante do debate legislativo, os bispos manifestam, em primeiro lugar, que “o matrimônio, como união estável entre o homem e a mulher, que em sua diversidade se complementam para a transmissão e cuidado da vida, é um bem ao desenvolvimento humano e da sociedade”.

Portanto, afirmam, “não estamos diante de um fato privado ou uma opção religiosa, mas ante uma realidade que tem sua raiz na própria natureza do ser humano, que é varão e mulher”.

Este fato, acrescentam, “em sua diversidade e reciprocidade, converte-se inclusive no fundamento de uma sadia e necessária educação sexual”.

“Não seria possível educar a sexualidade de um menino ou de uma menina –sublinham– sem uma ideia clara do significado ou linguagem sexual de seu corpo. Estes aspectos que se referem à diversidade sexual, como o nascimento da vida, sempre foram tidos em conta como fonte legislativa na hora de definir a essência e finalidade do matrimônio. No matrimônio encontram-se e realizam-se tanto as pessoas em sua liberdade, como a origem e o cuidado da vida”.

Para os bispos, as afirmações anteriores não devem ser consideradas “como um limite que desqualifica, mas como a exigência de uma realidade que, por sua própria índole natural e significado social, deve ser tutelada juridicamente. Estamos diante de uma realidade que antecede o direito positivo e, portanto, é para ele fonte normativa no substancial”.

“Afirmar a heterossexualidade como requisito para o matrimônio –insistem os bispos– não é discriminar, mas partir de uma nota objetiva que é seu pressuposto. O contrário seria desconhecer sua essência, quer dizer, aquilo que é.”

E recordam, citando o Catecismo da Igreja Católica, que “o matrimônio não e uma instituição puramente humana, apesar das numerosas variações que têm sofrido ao longo dos séculos nas diferentes culturas, estruturas sociais e atitudes espirituais. Estas diversidades não devem fazer esquecer seus traços comuns e permanentes”.

“O matrimônio se funda na união complementar do varão e da mulher –afirmam– , cujas naturezas se enriquecem com a contribuição dessa diversidade radical. A realidade nos mostra que toda consideração física, psicológica e afetiva dos sexos é expressão dessa diversidade, que, ademais, não se explica em um sentido antagônico, mas de complemento mútuo”.

E recordam que a nova realidade formada pelo varão e a mulher, a família, “‘desde os inícios da humanidade foi protegida pelas sociedades civilizadas, com a instituição do matrimônio”.

Confirma essa realidade, indicam os bispos, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que exige “reconhecer o direito do homem e da mulher a contrair matrimônio e a formar uma família”.

Os bispos recordam que é “responsabilidade de todos proteger este bem da humanidade”.

(Nieves San Martín)

Fonte: http://www.zenit.org/article-23215?l=portuguese

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  1. 2009 novembro 11

    O Criador estabeleceu leis para reger o casamento muito tempo antes de os governos começarem a regulamentar essa instituição. O primeiro livro da Bíblia diz: “O homem deixará seu pai e sua mãe, e se unirá a sua esposa, e serão os dois uma só carne.” (Gênesis 2,24) A palavra hebraica para “esposa”, segundo o Dicionário Vine, “denota alguém que é um ser humano feminino.” Jesus confirmou que os que se unissem em casamento deveriam ser “macho e fêmea”. — Mateus 19,4.
    Assim, Deus intencionava que o casamento fosse um vínculo permanente e íntimo entre um homem e uma mulher. Homem e mulher foram feitos para se complementar, para poderem satisfazer as necessidades e os desejos emocionais, espirituais e sexuais um do outro.
    O bem-conhecido relato bíblico sobre Sodoma e Gomorra revela os sentimentos de Deus sobre o homossexualismo. Ele declarou: “O clamor de queixa a respeito de Sodoma e Gomorra, sim, é alto, e seu pecado, sim, é muito grave.” (Gênesis 18,20). A extensão de sua depravação pecaminosa naquele tempo ficou evidente quando dois hóspedes visitaram o justo Ló. “Os homens de Sodoma, cercaram a casa, desde o rapaz até o velho, todo o povo numa só turba. E chamavam a Ló e diziam-lhe: ‘Onde estão os homens que foram ter contigo hoje à noite? Traze-os para fora a nós, para que tenhamos relações com eles.’” (Gênesis 19,4, 5) A Bíblia diz: “Os homens de Sodoma eram maus e eram grandes pecadores contra Deus.” — Gênesis 13,13.
    Os homens ficaram “violentamente inflamados na sua concupiscência de uns para com os outros, machos com machos”. (Romanos 1,27) Eles foram “após a carne para uso desnatural”. (Judas 7) Nos países onde são difundidas campanhas sobre direitos homossexuais, alguns talvez não aceitem o uso da palavra “desnatural” para descrever o homossexualismo. Mas quando se trata da natureza humana, não é Deus o derradeiro juiz? Ele ordenou a seu antigo povo: “Não te deves deitar com um macho assim como te deitas com uma mulher. É algo detestável.” — Levítico 18,22.
    A Bíblia é clara: Deus não aprova nem faz vista grossa às práticas homossexuais. Ele também desaprova as pessoas que “consentem com os que as praticam”. (Romanos 1,32) O “casamento” não pode dar ao homossexualismo uma aparência de respeitabilidade. A orientação de Deus de que “o matrimônio seja honroso entre todos” exclui as uniões homossexuais, que ele considera detestáveis. — Hebreus 13,4.
    Apesar disso, com a ajuda de Deus, qualquer um pode aprender a ‘abster-se de fornicação’, o que inclui atos homossexuais, e “obter posse do seu próprio vaso em santificação e honra”. (1 Tessalonicenses 4,3.4) É verdade que isso nem sempre é fácil. Um rapaz, que antes levava um estilo de vida homossexual, disse: “Eu pensei que jamais conseguiria parar com isso.” Mas com a ajuda do Espírito de Deus ele realmente mudou. (1 Coríntios 6,11) Como este rapaz descobriu, nenhum problema é grande demais para Deus, que pode prover a força e a ajuda necessárias para que a pessoa possa satisfazer Seus padrões e receber Suas bênçãos. — Salmo 46,1.

    Independente dos gostos humanos, muitas vezes deplóráveis, o ensino de Deus é claro: matrimônio é para homem e mulher. Esta é a natureza, o ensino da Igreja, de que o matrimônio é para homem e mulher, único e indissolúvel.

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