Mulher só pode usar saia?

2009 outubro 16
by Aline Rocha Taddei Brodbeck

Tenho falado muito sobre a questão da banalização da mulher, com seu corpo, sua dignidade. Muito tenho comentado e vejo uma onda conservadora, surgindo para combater este mal q o feminismo nos trouxe. Graças a Deus, vejo mulheres, e não mais só homens, surgindo para levantar bandeiras contra esta vulgarização disfarçada de modernidade que até mesmo parte da mídia vem tentando nos impor. Diluídas em novelinhas açucaradas e outros programas, pautam a fraca formação intelectual do povo brasileiro.

Mas o que era para ser um valor, um ódio ao erro, acaba se transformado em outro. Há um cheiro de puritanismo no ar. Refiro-me a isto quando me escrevem dizendo que mulher não pode usar calças, nem mostrar o ombro e, “que horror”, quando mostram o colo!!!

Evidentemente que não sou a favor da máxima de que o que é bonito é para se mostrar. O que é meu, bonito e íntimo mostro para meu marido, meu corpo é dele. Todavia, não penso que por causa disto deva andar coberta dos pés à cabeça, como as muçulmanas o fazem, ou com certas crentes de algumas seitas protestantes. Até porque, nelas de uma virtude muito bonita de agradar a Deus e ao marido se transforma em uma corrupção da verdade.

Para os católicos, ao buscar o equilíbrio, o bom senso nos ajuda. E não temos nenhuma listinha de “pode” e “não pode”: biquíni = pecado, blusa de alças = pecado, etc.

Na praia não há mal em um biquíni, desde que saiba o tipo de biquíni. Prefiro maiô, mas depende do maiô também. Nas festas de casamento, na igreja uso um bolerinho, mas na festa não há mal em ficar de alcinhas, desde que outras partes do corpo estejam cobertas. Não se exponha tudo.

Claro, que como disse antes tudo depende da ocasião. Se na piscina, por exemplo, estiverem somente homens estranhos, penso que nem deva se imiscuir uma dama neste meio. Se na festa estiver na mesa pessoas que exijam mais formalidade fica-se com o casquinho até o fim. Como disse, tudo questão de bom-senso.

Também se deve saber que cada pessoa tem uma personalidade e um tipo físico. O que fica bem para mim talvez não fique em outra. Se sou mais avantajada, não posso usar tomara-que-caia, bem como se sou um pouco estabanada, corro o risco de ficar indecente.

Cabe ao cristão se conhecer; isto sim é regra. Estudar seu temperamento, saber seus pontos fortes e fracos. A partir daí, saberá o que cai bem a si e nas ocasiões a em que estará presente. A caridade para com os outros começa com o autoconhecimento.

A virtude da modéstia deve, sim, ser cultivada. Tempos atrás, quando comecei com esse apostolado de recuperar o pudor nas moças e nas mulheres, primeiramente com as minhas amigas, a luta era para fazer com que se cobrissem, que parassem de andar com calças justíssimas de ginástica fora do ambiente próprio para isso, que deixassem seus indecentes decotões, que adotassem um visual menos sexy, mais decoroso, mais coerente com a fé cristã que professavam.

Entretanto, combater a imoralidade, a imodéstia, promover o pudor e a castidade nas vestes não importa em adotar o extremo oposto, que também é equivocado. O padrão “crente-de-seita-pentecostal”, com os seus horrorosos saiolões, não é o combate adequado na verdadeira temperança. Aliás, a própria existência de um “código católico de vestimenta” é estranho ao nosso pensamento, aproximando-se do modo gnóstico, puritano, de ver o mundo. Os exageros devem ser evitados.

Sem sombra de dúvida, o laxismo moral deve ser combatido, inclusive nas vestimentas imorais da mulher atual. Mas para isso, não temos de aderir ao rigorismo. Ambos, laxismo e rigorismo, foram condenados como posturas morais pela Igreja.

Como disse, há tempos, em meu blog:

Importa ser elegante com sobriedade, saber portar-se e ver a moda como uma exteriorização do interior. Deve a mulher não ser desleixada (como se só o interior importasse), mas também não ser obcecada por andar sempre na última moda sem critério algum. E, ao buscar a modéstia, não deixará de ser contemporânea.

51 Responses leave one →
  1. 2009 outubro 16
    Rafael Vitola Brodbeck permalink

    Dia desses, o Pe. Demétrio, sacerdote diocesano adscrito ao Opus Dei, escreveu-nos: “Como é difícil ser simplesmente “católico”. Tão facilmente as pessoas tendem a extremos…”

  2. 2009 outubro 16

    Aline,

    Só discordo de uma coisa aí. Não acho que na missa eu deva cobrir meus ombros por causa do respeito a Deus e fora não. Quer dizer que só há a preseça de Deus na Igreja? Não é ser puritana, mas coerente. Se para a missa eu me visto com certo recato, devo adotar o mesmo recato para a minha vida.

    Não falo de ir na piscina, obviamente, dããã… :P

    Falo de roupas para o cotindiano. Sejam calças ou saias. Mas não vejo como coerente eu usar um bolerinho na igreja e depois mostrar meus ombros, o que não faço diante do Ssmo. Entende meu ponto? É minha unica ressalva ao seu belo e oportuno texto.

  3. 2009 outubro 16
    Rafael Vitola Brodbeck permalink

    O que ocorre é que sempre devemos usar roupas modas, que defendam o pudor, mas na Missa ainda mais.

    Não é pra se vestir de santa na igreja e de vagabunda fora. É pra ser santa sempre. E na igreja mais ainda.

    Tem roupas que, mesmo modestas, não servem pra igreja, pq esta requer uma modéstia ainda maior. Simples.

  4. 2009 outubro 16
    Rafael Vitola Brodbeck permalink

    Enfim, não é uma ressalva. É uma opinião pessoal tua, um padrão de comportamento teu. Se queres te vestir sempre com o mesmo padrão, ótimo, é lícito. Mas também é lícito diferenciar os ambientes.

    Ou achas que é incoerente alguém se vestir com modéstia no dia-a-dia, mas com MAIS modéstia na igreja? Achas incoerente que a Aline, autora do texto, cubra os ombros com um bolero na igreja, durante um casamento, mas na festa, tira o bolero e fique apenas com o vestido, sem a cobertura dos ombros? Foi isso que disseste. É incoerência?

  5. 2009 outubro 16

    Juliana, não posso concordar.

    Se você decide vestir-se 24 horas por dia como se estivesse diante do Santíssimo, é muito louvável. Mas não se pode impor isso a todas as mulheres.

    Ser coerente não é ser extremista, sem nuances. Há ocasiões, há ambientes… na Bíblia mesmo há relatos de mulheres dignas e recatadas, que, para uma ocasião especial, se adornaram de forma especial… Há várias referências sobre vestes de glória em oposição a vestes de luta, vestes de luto, vestes de penitência. Isso mostra que há momentos, ambientes e outros fatores que influenciam nossa maneira de vestir.

    Uma festa de gala é uma coisa, um churrascão no clube é outra.

  6. 2009 outubro 16

    Rafael,

    A propósito. A coerência para mim é algo muito, mas muito amplo mesmoooo. Para mim, coerência = ter a mesma norma, postura, etc diante de Deus ou dos homens. E entra aí uma série de fatores, situações, etc. E isso abarca, porque não?, meu vestuário. Nesse ponto que falo de coerência. Não é falando que a Aline, vc ou a Maite são incoerentes. Mas, o fato de que a coerência para mim assumir uma significação muito mais ampla, abrangendo uma pá de coisas e detalhes que de repente para você ou para a Aline ou a Maite não entrariam na soma, muda todo o panorama.

    E é com isso em mente que falei de coerência.

  7. 2009 outubro 16
    Rafael Vitola Brodbeck permalink

    “Para mim, coerência = ter a mesma norma, postura, etc diante de Deus ou dos homens.”

    Então, nós não temos? Sim, porque se para ti coerência é usar a mesma roupa na igreja ou fora, exatamente a mesma, e nós achamos que nem sempre isso é assim, então não temos a mesma postura diante dos homens e diante de Deus.

    Pelo amor de Deus, Juliana, será que não consegues perceber a enrascada do teu argumento e as conseqüências dele?

    Esqueçamos, ok? Isso não vai levar a lugar algum…

  8. 2009 outubro 17

    Como homem, procuro sempre usar manga longa na missa, como um detalhe a mais de modéstia para com o Senhor e com as senhoras e senhoritas que assistem à celebração.

    Evidente, no calor, saio da celebração e já dobro a manga.

    E isso está longe, muito LONGE, de ser alguma falta de modéstia.

  9. 2009 outubro 17

    A Aline está certa. Devemos ter bom senso em todo lugar. Evidente que a mulher não deve usar nada escandaloso e que chame a atenção desnecessária dos homens (já deu pra entender). Os evangélicos radicalizam dizendo que se deve usar só saias. Sinceramente, eu prefiro mulheres com saias, ficam mais femininas, mas isto é um gosto pessoal. No termo espiritual, vale o bom senso e o respeito a Igreja.

  10. 2009 outubro 17

    Não pode haver um padrão universal para roupas femininas. O que seria apropriado no Pacífico Sul poderia erguer sobrancelhas na Inglaterra. O que poderia ser usado numa rua da cidade de Nova Iorque talvez seja inaceitável na Índia. Mas, a atitude da mulher ao escolher suas roupas não precisa variar segundo o lugar. Se ela quiser vestir-se com modéstia, pode fazer isso, quer use um lindo sari da Índia, o traje de muitas saias de algumas sul-americanas, o cheong-sam (aberto até acima do joelho) da China, as vestes compridas das iugoslavas, ou o tradicional quimono do Japão. Naturalmente, a mulher pode cobrir-se da cabeça aos pés, mas, se andar dum modo provocador, ela deixaria de ser modesta.
    Muitos países ao redor do mundo imitam a roupa ocidental e seguem suas tendências, alguns a bem do estilo e outros por necessidade. No Irã, por exemplo, não é incomum ver mulheres comerciantes iranianas bem vestidas em roupas ocidentais. Em Honduras, os estilos das grandes cidades são quase similares aos dos Estados Unidos. Ali, os “terninhos” tornaram-se bastante populares. Mas, nos povoados menores de Honduras, onde as pessoas são mais pobres e predomina o fator econômico, a mini-saia é bastante popular, simplesmente porque exige menos fazenda. Por certo, algumas mulheres talvez gostem da idéia de expor boa parte de seus corpos para atrair as atenções masculinas. Tal coisa seria inaceitável para a mulher desejosa de vestir-se com modéstia.

    Outro fator a se ter presente é vestir-se segundo a ocasião. O que se usa para o trabalho no jardim dificilmente seria apropriado para uma reunião de negócios. Similarmente, roupas de ginástica ou macacões (para exercícios dentro de casa) suscitariam muitos olhares de repreensão se usados fora de casa. A ocasião deve ditar a roupa, quer seja na Islândia, quer na África, Nova Zelândia ou Itália.
    A mulher de boa moral não exporia seu corpo na rua, mas, na praia, um maiô seria apropriado. Um vestido de gala seria usado com bom gosto numa recepção formal, mas a mesma roupa, numa praia, tornar-se-ia ridícula.

    Para muitas mulheres, o “terninho” é muito prático e confortável quando fazem compras, ou como traje informal. Mas, em algumas partes, as pessoas o consideraria inaceitável quando, por exemplo, se comparece a reuniões religiosas. A mulher cristã, portanto, será sábia se levar em conta as atitudes existentes na comunidade em que vive. Destarte, ela poderá, copiando-se uma frase bíblica, ‘recomendar-se a toda consciência humana’. — 2 Cor. 4,2.
    Além de encorajar que se considerem os outros, a Bíblia aconselha às mulheres cristãs a que “Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas)”. (1 Tim. 2,9-10) Quando a roupa duma mulher cristã move os outros a questionar se ela é veraz às suas afirmações religiosas, sua roupa, obviamente, não mais seria modesta. O fator determinante nisto não é se o item é um vestido, uma saia ou calças compridas, mas o que se espera, naquela localidade, de alguém que ‘professa reverenciar a Deus’.

  11. 2009 outubro 17
    João Marcos permalink

    Existem momentos e momentos. De fato, cada ambiente pede um tipo de vestimenta.

    Aliás, dentro da Igreja mesmo, há momentos em que a vestimenta muda.

    Por exemplo, em regra, vou a missa com uma boa calça jeans (as surradas deixo para outros momentos em que precisem ser surradas), uma boa camiseta ou camisa polo, e um tenis comum. Não acho conveniente ir de bermuda.

    Se por ventura eu for tocar na missa, tomo o cuidado de usar uma roupa com cores frias.

    Quando toco em casamentos, missa de 15 anos e afins, geralmente ponho uma roupa social. Não coloco terno e gravata pelo fato de que sempre tiro o apeltó pra tocar, e fica desconfortável a gravata.

    Agora, se apenas vou assistir um casamento, aí é terno, num tem outra pedida.

    Por fim, se é dia de mutirão para fazer tapetes de corpus christi, aí é bermuda mesmo (prefiro sujar os joelhos do que sujar as calças com aqueles corantes)!!!

    Té mais

    João Marcos

  12. 2009 outubro 17
    João Marcos permalink

    PS: não estou dando maior valor ao casamento, mas é que o costume acaba exigindo uma vestimenta mais formal.

  13. 2009 outubro 18
    Leandro Salvagnane Correia permalink

    Em resposta ao João Marcos acima: concordo com tudo o que você disse (eu também toco em missas e casamentos) e compartilho dos mesmos hábitos; mas uma dúvida: por que você escolhe “cores frias” para tocar na missa?
    Eu sei que é um costume particular seu, é só uma dúvida, pois eu nunca tive este tipo específico de preocupação. Você acha que uma camiseta/camisa pólo vermelha ou laranja chame mais a atenção para si?

    Abraço.

  14. 2009 outubro 19
    André Víctor permalink

    Caríssimos!

    A Paz de Cristo, Nosso Senhor e o amor de Maria, nossa Mãe.

    Quando nos referimos a modéstia no vestir, e especificamente no que tange a mulher, não podemos nos ater a ‘meio termos’. Ou se é modesto, ou não se é modesto. “Se sim, diga que sim, se não diga que não, pois o que vem, além disso, é do maligno”.

    [Evidentemente que não sou a favor da máxima de que o que é bonito é para se mostrar. O que é meu, bonito e íntimo mostro para meu marido, meu corpo é dele. Todavia, não penso que por causa disto deva andar coberta dos pés à cabeça, como as muçulmanas o fazem, ou com certas crentes de algumas seitas protestantes. Até porque, nelas de uma virtude muito bonita de agradar a Deus e ao marido se transforma em uma corrupção da verdade.] (Aline)

    Aqui cabe uma pergunta: se não és ‘a favor da máxima de que o que é bonito é para se mostrar’, então por que mostrar, ou mesmo que não mostre pessoalmente, por que concordar e até recomendar que outras o façam? Não nos parece isso um ‘contra-senso’? Até mesmo uma incoerência?

    Se o corpo da mulher ‘é dele’, ou seja, do marido, e só a ele deve-se dar apresentação, a sua mostra só se faz ‘justa’ neste caso. Devemos concluir com isso tudo que, para a mulher que não tem marido, existe sim uma regra – o sexto mandamento e neste caso da modéstia especialmente e também o nono mandamento – e esta regra nos ensina que a mulher deve se velar até o momento das núpcias, após o sagrado Matrimônio, e assim de forma exclusiva, seu corpo ser visto em totalidade somente por seu marido.

    Pois bem, analisando de forma um tanto mais ‘profunda’, o corpo da mulher tem para com o corpo do homem, uma finalidade muito específica quando analisamos nesta mesma ‘profundidade’: a relação sexual, onde, no amor, ambos se doam de forma exclusiva e absoluta. Portanto, não tenho o ‘direito’ de ‘possuir’ – e aqui começa já e também pelo olhar – o corpo de quem quer que seja, fora a minha legítima esposa. E um dos fatos que fera a modéstia é exatamente o ‘mostrar-se’ das mulheres em publico. Num âmbito de matéria e forma, vale lembrar que para nós homens, não interessa somente ver a pele (matéria), mas sim, basta somente a forma (formato do corpo). Não fosse assim, não obteríamos o orgasmo por meio da masturbação, onde se encontra, tão somente a imagem (forma) em nossas cabeças.

    [Para os católicos, ao buscar o equilíbrio, o bom senso nos ajuda. E não temos nenhuma listinha de “pode” e “não pode”: biquíni = pecado, blusa de alças = pecado, etc.] (Aline)

    Aqui diria mesmo que existe sim, uma ‘listinha’ do que ‘pode’ e ‘não pode’, não de forma escrita – o que nos tornaríamos legalistas se erigíssemos isso para nos pautar – mas sim na forma de testemunhos e exemplos dos tantos santos e santas da história da Santa Igreja.

    Como a Sã Doutrina da Santa Igreja Católica, não é ‘evoluível’, sendo o Nosso Senhor Jesus Cristo o mesmo ontem, hoje e sempre, a modéstia no vestir-se também não caberia ‘evoluções’ de acordo com esta ou aquela ‘cultura’ em que vivemos. Uma bem recente, seria a Santa Giovanna.

    Visto que algumas vestimentas, são em si, imodestas, como o ‘tomara-que-caia’, que já pelo seu nome nos leva a ‘desejar’ ver além do que nos é permitido por justiça, ou mesmo outras peças ‘sensuais’ que nos incitam sim a querer ver além, e em muitos casos – hoje quase sempre.

    Analisando pela razão simplesmente, podemos chegar à conclusão de que vestimentas que ‘induzem’, ‘insinuam’, ‘provocam’, ‘incitam’ e etc., como por exemplo, curtas, justas e transparentes, sim nos excitam sexualmente. Não caberiam, nem dentro, nem fora do Templo consagrado a Deus.

    Seria mesmo, da parte das mulheres, uma caridade extremamente importante e fundamental, para com nós homens, que não se mostrassem além de seus rostos, mãos e pés, pois assim sendo, a harmoniosa relação entre um homem e uma mulher solteiros, seria de muito longe uma gratificação que edificaria de forma mais eficaz e serena a dignidade de ambos.

    Ao contrário, e mais atenuante ainda se vindo de uma mulher casada, ocorreríamos, cada vez mais, em pecado e mesmo grave ou mortal.

    [Cabe ao cristão se conhecer; isto sim é regra. Estudar seu temperamento, saber seus pontos fortes e fracos. A partir daí, saberá o que cai bem a si e nas ocasiões a em que estará presente. A caridade para com os outros começa com o autoconhecimento.]

    Aqui devemos perceber e tomar muito cuidado, pois se encontra o cerne de todo um relativismo moral que tanto afeta nossa sociedade e que já foi mesmo combatido pelo Santo Padre João Paulo II. Quando nos referimos a ‘Cabe ao cristão…saber seus pontos fortes e fracos. A partir daí…’, podemos perceber de forma muito clara, um subjetivismo moral em que o fundamento do ‘certo’ ou ‘errado’, ou seja, a ‘regra’ quem deve ditar, sou ‘eu’ mesmo, e com isso os ‘a caridade para com os outros’ começando ‘com o autoconhecimento’, joga a responsabilidade para o outro, onde chegaríamos mesmo a uma outra ‘máxima’ que: ‘o problema é dos homens, que me olham assim, me visto assim para mim mesma’. (Sic!) Faltaria mesmo à caridade para com o próximo, e não o que foi escrito.

    Com isso, gostaria de concluir, dizendo que, não temos culpabilidade total, no mundo em que vivemos hoje, se não conseguimos ‘aceitar’ ou mesmo ‘viver’ da melhor forma possível – “Sedes perfeito como vosso pai celeste é perfeito” ou “Sedes santos como vosso pai celestial é santo” – a modéstia, pois somos, fomos e seremos por muito tempo ainda, bombardeados por uma imodéstia, imoralidade altamente erotizada, indecente a que nos faz ‘ver’ com normal aquilo que não é natural. É uma tremenda dificuldade, eu sei, e sofro com isso, depois de anos e anos de uma sexualidade desregrada, custa-nos muito o esforço de ‘reverter’ as coisas. E mesmo aqueles que não tiveram o desregrado, não lhes é muito ‘visível’ a verdadeira modéstia, devido, já falei, a abundância de ‘ofertas’ de ocasiões que nos são apresentadas diariamente e em todos os lugares.

    Busquemos então, caríssimos, nunca sem muito trabalho, ‘nadando contra a correnteza’ como disse recentemente o Santo Padre Bento XVI, sempre mais crescermos na modéstia verdadeira, e assim não nos contentarmos com ‘meio termos’ e sim com o que ‘for melhor’.

    Que Nossa Senhora de Fátima, possa nos conseguir, junto a seu Filho-Deus, Nosso Senhor, as graças necessárias para bem relacionarmos uns com os outros, homens e mulheres de Deus, e assim, podermos testemunhar o evangelho com nossas vidas, onde quer que estejamos e formos.

    Abraços a todos e até mais ‘ver’.

    André Víctor

  15. 2009 outubro 19
    Fernando permalink

    Eu queria saber de onde vem essas regras que a sra. Aline está vomitando aqui. Diz ela que isso ou aquilo não tem problema nenhum. De onde vem isso? Da própria cabeça? Nâo tem problema usar biquininho? Quem disse? Um bom sacerdote americano discorda da sra. Aline: fratresinunum.com/2009/05/16/um-boletim-paroquial-verdadeiramente-catolico/.

    São lamentáveis esses católicos conservadores, mornos, cheios de concessões para fazer! E mais lamentável é dizer que uma católica que queira obedecer os eternos ensinamentos da Igreja sobre como se vestir com modéstia é “puritana” . A sra. Aline está ensinando uma bobagem do tamanho do mundo, com um ar de sábia professora sensata, e não se dá conta do ridículo do seu texto.

  16. 2009 outubro 19

    Para André e Fernando… biquíni não é biquininho. Ninguém está fazendo apologia do “fio dental” nem da tanguinha, não coloquem palavras no texto onde elas não existem…
    .
    O link do Fratres é conhecido, e apresenta uma lista bem puritana mesmo, isso pode, isso não pode… a moral católica é feita de princípios, não de listas e códigos. Quando há regras explícitas, o magistério se encarrega de colocá-las. Não há um dress code para católicos, então cabe à consciência de cada um pautar sua conduta.
    .
    O André diz:
    “Seria mesmo, da parte das mulheres, uma caridade extremamente importante e fundamental, para com nós homens, que não se mostrassem além de seus rostos, mãos e pés(…)”
    .
    Ou seja, os homens não teriam o mesmo dever de caridade ? Podem usar camisa aberta aparecendo os pêlos do peito ?? E outra, vamos virar muçulmanas agora ? Vou ter que andar de burka ? Isso é caridade ? Será que todas as santas canonizadas, até as que eram rainhas ou que não eram Religiosas, se vestiam todas assim ? E se não, será que a Igreja errou em canonizá-las ? Nem tanto ao mar, nem tanto à terra !
    .

  17. 2009 outubro 19
    Evelyn permalink

    Então escrever que uma Senhora está vomitando textos é modesto?

    Cruzes!

    Aulinhas de etiqueta, Rapazes! Já é um bom começo pra falar de modéstia…

  18. 2009 outubro 19
    André Víctor permalink

    Sra. Maite!!

    A Paz de Cristo, Nosso Senhor.

    Obviamente, o que disse sobre a mulher, possa e deva se referir também ao homem. Não o explicitei, crendo que o texto se referia à mulher ‘somente’. Mas acredito mesmo que foi uma ‘falha’ minha não ter especificado melhor. Reconhecendo isso, quero aqui, deixar a correção: em essência, tudo o que disse sobre as mulheres, também me refiro aos homens.

    Agora, quando me referi a ‘pés, mãos e rosto’, também pautei pela obviedade de que não seria uma burka, pois esta esconde TODA a mulher. Mas me referia mais especificamente às partes de seu corpo que não tem conotação ‘sedutora’ ou mesmo sexual, que atraem por si mesmo para o ato sexual. Sendo assim, os ‘pés, mãos e rosto’ de que me referi, queria mesmo ter demonstrado que as partes do corpo da mulher que não são – ao menos a nível natural – de ‘utilidade’ erótica, ou seja, seus pés, mãos, braços e principalmente, seu rosto, pois apresenta de forma bastante sublime sua personalidade e dignidade, ou seja, sua ‘persona’ única e irrepetível.

    E creio, pelas suas palavras, que a Senhora não tenha muito exato o conceito de caridade, pois acha que seria uma caridade para com as mulheres ‘deixá-las’ se mostrarem em público os seus corpos, partes ou todo. Isso definitivamente não é caridade, mesmo a mulher ‘querendo’ fazê-lo. Nem para com ela mesma, pois a denigre de sua real dignidade, nem para com os homens, pelos fatos já explicados e creio eu compreendidos.

    E obviamente a Santa Igreja não canoniza ninguém por sua maneira de se vestir, somente. A maneira de se vestir, não é critério de santidade para canonização, mas a modéstia sim, dá o testemunho de amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesma. E acredito eu, que na história da Igreja, não haja, se quer uma única Santa que tenha se vestido de forma imodesta, nos ditames a que eu disse no comentário acima: mostrando seus corpos além de seus pés, mãos e rostos em suas atividades corriqueiras, no seu dia a dia, depois de sua ‘conversão’ a Deus. Pode até ser que tenham agido de forma contrária a tudo isso, mas antes de uma entrega total a Deus. E isso sim, na história da Igreja, existem muitos e muitos casos de Santas.

    E quando tomamos como diretriz para nossos comportamentos, e também nossa maneira de nos vestir, utilizando algo como “Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”, estamos sim, já com os pés no relativismo moral. Pois aí, EU e CADA UM de nós, ditaremos nossas próprias ‘regrinhas’. A Santa Igreja não precisa de mais ‘regras’ Sra. Maite, pois já tem as necessárias que são o decálogo. E lá, com a interpretação oficial da própria Igreja, nos fala para não sermos ‘objeto de queda para nossos irmãos’. E como homem que sou, digo a Senhora que roupas curtas, justas e transparentes para vocês mulheres, nos são sim causa e motivos de queda – só completando que a recíproca também é verdadeira. Da pergunta “Mulher só pode usar saia?” vem a resposta: Não! A Mulher só DEVERIA usar saia! Não deixando de enfatizar aqui, a liberdade que a mulher tem de fazer ou não fazer, de usar ou não usar: “Tudo posso mas nem tudo me convém”.

    Acredito eu Sra. Maite, que ainda continuamos em vias de conversão, onde, hora e outra, nos deparamos com mais alguns ‘apegos’ de que nos são confrontados a medida que vamos crescendo na fé, no amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, e que este confrontamento só é permitido por Deus, como provação, onde podemos dar o nosso ‘sim’ incondicional a Deus. Provando nossa adesão a Ele sobre todas as coisas. E é aqui, acredito eu, está o seu problema (ainda) e o de muitos, de não ‘ver’ problema algum nestes tipos de vestimentas. É só uma questão de um pouco mais crescimento na Fé e na verdadeira Caridade, tento uma Esperança profunda em Deus nosso Criador e ordenador.

    Abraços e até mais ‘ver’

    André Víctor

  19. 2009 outubro 19
    Ana Maria Bueno Cunha de Freitas permalink

    Marcos, parabens! usas a cabeça para o bom senso! adorei como raciocinas :)

    Leandro, creio que seja para não chamar atenção que na santa Missa é devida a Deus. Mais uma coerencia maravilhosa do Marcos, que demonstra zelo pelo sagrado.

    Achei o texto da Aline muito bom e por ele podemos ponderar em nossa conduta, cada qual no seu estilo e tipo fisico. Quem aqui não foi a uma festa quente e precisou tirar o bolero e não se sentiu mal até porque a blusa que estava em baixo, mesmo sem alça, foi cuidadosamente escolhida para deixa-la bem, caso precisasse expo-la?

    Pessoal , que cada um use o bom senso que Deus nos deu e que nos tratemos melhor uns aos outros. Concordo com a Evelyn, modestia não esta em só no vestir, mas no falar, no pensar e principalmente no trato com os irmaos.

  20. 2009 outubro 19

    Segue citação do catecismo:

    As formas revestidas pelo pudor variam de uma cultura a outra. Em toda parte, porém, ele permanece como o pressentimento de uma dignidade espiritual própria do homem. O pudor nasce pelo despertar da consciência do sujeito. Ensinar o pudor a crianças e adolescentes é despertá-los para o respeito à pessoa humana.” (Cat., 2524)
    .
    Se as formas revestidas pelo pudor variam de cultura – e também através dos tempos – então não pode haver regras fixas de vestuário.

  21. 2009 outubro 19

    Senhorita Aline,

    Isto que você escreve é absolutamente inaceitável. Mostra desconhecer a indispensável necessidade de diferenciação entre homens e mulheres, que são desiguais, sendo que esta desigualdade se reflete em nossas roupas. Explico-te!
    A doutrina da Igreja nos ensina que homens e mulheres são diferentes. Esta diferença, querida por Deus, se reflete de várias maneiras: somente o homem pode ser sacerdote e quando ele se casa é a cabeça do lar.
    E esta desigualdade natural se reflete em nossas roupas. Daí ser absolutamente anti católico que homens e mulheres se vistam da mesma maneira na sociedade. Isso, além de tudo, fortalece o homossexualismo. Hoje se vê homens de cabelos compridos e brincos, e mulheres de calça e cabeços curtos. Uma completa inversão de costumes. Easmeninas de treze anos já “ficam” umas com as outras. Uma aluna minha de crisma disse-me certa vez: “minhas amigas todas estão se beijando durante os churrascos, durante as festas”.
    Não se trata de “homem usar calça e mulher saia”. Trata-se da ESSENCIAL distinção que deve haver entre homem e mulher. Em nossa cultura ocidental, o homem usa calça e a mulher saia. É o costume. Em um país do oriente, onde todos usam túnicas, deve existir túnicas masculinas e femininas.
    O mais incrível em seu texto que demonstra o seu absoluto despreparo para escrever sobre temas tão espinhosos está quando você diz preferir “maiô” a biquíni. Nossa, como esta sua preferência reflete sua santidade, não? Aline, vá a praia com seu marido e o estará ajudando a ir para o inferno. Cristo disse que aquele que deseja uma mulher já é adultero em seu coração. E se o seu marido disser que nestes locais cheio de mulheres nuas ele não as deseja quando olha diretamente para elas eu não irei acreditar. A natureza de um homem é tão abrasadora quanto um vulcão em erupção. Desafio-o a vir aqui dizer publicamente que não tem nenhum pensamento de impureza quando está na praia ou em piscinas públicas. E se ele disser que tem tais pensamentos na praia ou na piscina, ele é adultero, de acordo com Cristo.
    Aline, não se atreva mais a escrever sobre assuntos tão complexos na base do “eu acho”. Quando for escrever algo, busque as explicações nos catecismos, nas obras dos santos doutores e dos teólogos não modernistas, nos compêndios de teologia moral, etc. Como você pode abordar um tema destes com opiniões que vem de sua própria cabeça?
    E você quer mesmo ajudar a Igreja Católica? Comece apagando este texto nefasto que escreveu, prometa a Nosso Senhor que nunca mais irá se aventurar a abordar temas relacionados a fé e a costumes e pegue o rosário, formando grupos de orações dentro de sua família e nas decadentes famílias católicas que ainda restam em nosso país.
    Pelo amor de Deus, pare de escrever sobre estes temas. Os católicos, poucos que ainda restam e que tem em seus corações intenção de agradar a Deus, poderão se perder ao ler as besteiras que escreve.

    Sandro Pelegrineti de Pontes

  22. 2009 outubro 20
    André Víctor permalink

    “As formas revestidas pelo pudor variam de uma cultura a outra. Em toda parte, porém, ele permanece como o pressentimento de uma dignidade espiritual própria do homem. O pudor nasce pelo despertar da consciência do sujeito. Ensinar o pudor a crianças e adolescentes é despertá-los para o respeito à pessoa humana.” (Cat., 2524)
    .
    [Se as formas revestidas pelo pudor variam de cultura – e também através dos tempos – então não pode haver regras fixas de vestuário.] (Maite Tosta)

    Sra. Maite Tosta!

    A Paz de Cristo e o amor de Maria, nossa Mãe.

    Percebo que a Sra. esteja interpretando o Catecismo, logo a Sã Doutrina, de forma um tanto quanto reducionista por demais. Além de um equivoco nas comparações das palavras escritas no texto a que se referi para ‘justificar’ seu parecer de que “… não pode haver regras fixas de vestuário”. Com isso não percebes, mas estás a viver num legalismo onde só é ‘proibido’ aquilo que está escrito que é proibido, onde não há nada escrito, conclui-se então que é permitido. Esta Sra. Maite, é a forma que os modernistas interpretam o Concílio Vaticano II, e assim ‘tomam posse’ do mesmo. E por demais, também é uma visão muito relativista, e o que é pior, utilizada num âmbito que requer por si só, uma objetividade impar, que é o do pudor.

    No texto a que a Sra. apresenta-nos, cometeu um erro silogístico, quando diz ‘se as formas revestidas pelo pudor variam de cultura…’ seque-se a conclusão de ‘então não pode haver regras fixas de vestuário’. É correto sim afirmar que não há regras fixas de vestuários. E no mesmo texto, seque-se que ‘em toda parte, PORÉM, ele [o pudor] PERMANECE como o pressentimento de uma dignidade espiritual própria do homem’. Se observarmos bem, podemos mesmo acreditar que nos é permitido, cada qual, ter seus ‘pressentimentos’ chegando assim num subjetivismo e conseqüentemente num relativismo. E acredito que seja aqui que a Sra. esteja se ‘confundindo’. Reparemos que o termo ‘pressentimento’ não nos é apresentado de forma subjetivista, pois logo em seguida o texto nos dá uma objetividade impar e absoluta, que é ‘a dignidade espiritual própria do homem’, ou seja, universalmente e de forma absoluta, somos TODOS chamados a viver concretamente o pudor da mesma maneira. Não cabem aqui interpretações reducionistas, subjetivistas e/ou relativistas.

    Voltando ao que a Sra. conclui – ‘então não pode haver regras fixas de vestuário’ – ao qual eu concordo, mas devemos especificar melhor que, não há regras fixas de vestuário ao que se refere a cores e tamanhos DESDE QUE não fira o pudor, ou seja, os trajes curtos o suficiente onde se consiga ver as partes do corpo que não deveriam (exceto mãos, braços, pés e o rosto), justos o suficiente onde se consiga perceber já, a forma delineada do corpo, e enfim, transparentes o suficiente onde se consiga ver e perceber o que anteriormente já foi dito.

    E a conclusão a que a Sra. chega, com sua interpretação, é a de que depende da cultura e do tempo, o ser ou não ser modesto. Assim sendo, a vestimenta curta, justa e transparente, em si mesma, não caberia uma objetividade clara e precisa que ‘a pureza exigi o pudor’ onde é-nos bastante claro o texto quando nos diz ‘Em toda parte, PORÉM, ele [o pudor] PERMANECE como o pressentimento de uma dignidade espiritual própria do homem.’

    Abaixo deixo o texto completo do Catecismo da Igreja Católica, onde podemos perceber mais claramente, não com um só parágrafo, o quanto nos é exigido uma interpretação objetiva, não dando margens para reducionismos.

    Catecismo da Igreja Católica

    2521 A pureza exige o pudor. Este é uma parte integrante da esperança. O pudor preserva a intimidade da pessoa. Consiste na recusa de mostrar aquilo que deve ficar escondido. Está ordenado castidade, exprimindo sua delicadeza. Orienta o s olhares e os gestos em conformidade com a dignidade das pessoas e de sua união.

    2522 O pudor protege o mistério das pessoas e de seu amor. Convida à paciência e à moderação na relação amorosa; pede que sejam cumpridas as condições da doação e do compromisso definitivo do homem e da mulher entre si. O pudor é modéstia. Inspira o modo de
    vestir. Mantém o silêncio ou certa reserva quando se entrevê o risco de uma curiosidade malsã. Torna-se discrição.

    2523 Existe um pudor dos sentimentos, como existe o do corpo. O pudor, por exemplo, protesta contra a exploração do corpo humano em função de uma curiosidade doentia (como em certo tipo de publicidade), ou contra a solicitação de certos meios de comunicação ir longe demais na revelação de confidências íntimas. O pudor inspira um modo de viver que permite resistir às solicitações da moda e à pressão das ideologias dominantes.

    2524 As formas revestidas pelo pudor variam de uma cultura a outra. Em toda parte, porém, ele permanece como o pressentimento de uma dignidade espiritual própria do homem. O pudor nasce pelo despertar da consciência do sujeito. Ensinar o pudor a crianças e adolescentes é despertá-los para o respeito à pessoa humana.

    2525 A pureza cristã requer uma purificação do clima social. Exige dos meios de comunicação social uma informação que não ofenda o respeito e a modéstia. A pureza do coração liberta a pessoa do erotismo tão difuso e afasta-a dos espetáculos que favorecem o “voyeurismo” e a ilusão.

    2526 O que se costuma chamar permissividade dos costumes se apóia numa concepção errônea da liberdade humana; para se edificar, esta última tem necessidade de se deixar educar previamente pela lei moral. Convém exigir dos responsáveis pela educação que dêem à juventude um ensino respeitoso da verdade, das qualidades do coração e da dignidade moral e espiritual do homem.

    2527 “A Boa Nova de Cristo restaura constantemente a vida e a cultura do homem decaído, combate e remove os erros e os males decorrentes da sempre ameaçadora sedução do pecado. Purifica e eleva incessantemente os costumes dos povos. Com as riquezas do alto
    ela fecunda, como que por dentro, as qualidades do espírito e os dotes de cada povo e de cada idade; fortifica-os, aperfeiçoa-os e restaura-os em Cristo.”

    RESUMINDO

    2528 “Todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,28).

    2529 O nono mandamento adverte contra a cobiça ou concupiscência carnal.

    2530 A luta contra a cobiça carnal passa pela purificação do coração e pela prática da temperança.

    2531 A pureza do coração nos permitirá ver a Deus e nos permite desde já ver todas as coisas segundo Deus.

    2532 A purificação do coração exige a oração, a prática da castidade, a pureza da intenção e do olhar.

    2533 A pureza do coração exige o pudor, que é paciência, modéstia e discrição. O pudor preserva a intimidade da pessoa.

    Que Nossa Senhor, mestra do pudor e da modéstia, possa nos ajudar a compreender sempre mais o que nos exige o amor a Deus e ao próximo, e assim podermos obter a graça da perseverança e uma boa pré-disposição para viver buscando sempre mais e melhor a boa nova.

    Abraços a todos e até mais ‘ver’.

    André Víctor

  23. 2009 outubro 20
    Michele Oliveira permalink

    Andre Victor, parabéns!Concordo com tudo o que você falou. Às vezes nós queremos relativizar as coisas em nome do nosso próprio conforto. Não sei se mulher só pode usar saia.Eu mesma, antes de me converter, sempre procurava me vestir de maneira casta. O problema é que quando você está no mundo, você não tem uma visão correta das coisas. Roupas que antigamente eu considerava muito apropriadas, e que até as pessoas ao meu redor diziam que eu me cobria demais, hoje em dia eu não usaria.Por exemplo, diminuí bastante o uso de calças nos últimos meses. Há uns dois anos eu não tinha nenhuma saia. Porque achava mais confortável andar de calça e também, por incrivel que pareça, achava mais casto, pois cobria toda a perna, enquanto a saia não. Mas depois que passei a usar saia, minha opinião mudou totalmente. Me sinto muito mais confortável e chamo bem menos atenção, pois mesmo a calça que não é justa, acaba por modelar o corpo.Hoje em dia ainda uso calças, mas só no meu trabalho, e vou deixar de usar nessas ocasiões também.Felizmente minha mãe é costureira e ela vai fazer saias pra mim, e poderei finalmente aboli-las do meu guarda-roupa.É verdade que em vias de conversão realmente há ocasiões em que é mais difícil se desapegar de alguns costumes.Mas é assim mesmo.Temos que continuar e confiar em Deus.Salve Maria!

  24. 2009 outubro 20
    João Marcos permalink

    Leandro,

    A idéia das cores frias para quem está tocando na missa é bem o que a Ana Maria falou, é “para não chamar atenção que na santa Missa é devida a Deus”. E, convenhamos, o músico lá na frente já chama atenção naturalmente. Dependendo da roupa, chama mais atenção ainda!

    Óbvio, uso essa orientação como regra, mas tem situações que não tem jeito. Por exemplo: já teve missa de dia da semana que toquei usando terno e gravata (na hora tirei o paletó), pois tinha acabado de voltar de uma entrevista de estágio em um escritório de advocacia! Já aconteceu também de eu estar resolvendo coisas minhas na rua, e um colega me pedir para tocar numa missa de quinze anos e eu ir de calça jeans e camisa pólo vermelha. Até mesmo já aconteceu de eu tocar numa missa com a calça ensopada dos joelhos para baixo, em função duma chuva muito forte que peguei.

    As situações acima mostram alguns imprevistos, em que não deu tempo de ir em casa e pôr uma roupa condizente com o momento. Ou eu ia do jeito que eu estava (que não era indecente, mas tamém não era o ideal), ou ficava a missa sem música! Agora, se eu estivesse muito mulambento (short de tactel e camisa velha, por exemplo), aí eu nem me atrevo a tocar, pois eu estaria chamando tanta atenão como se eu estivesse com uma jaqueta de neon!

    Voltando as cores frias, agora especificando cores e falando de gostos, como minha guitarra é prateada, geralmente dou preferência a camisa preta ou azul, que combina melhor (!). Após estas, o branco (que não é cor fria, mas é a exceção pois não chama a atenção). Mas aí, como eu disse, é pura questão de gosto.

    A idéia mesmo é usar roupas bem cuidadas, sim, mas que prezem pela discrição e, também, pela solenidade do momento. Além disso, uma dose de praticidade cai bem.

    Um livro que eu gosto muito sobre alguns aspectos práticos para o músico católico é o “Ministrando a Música”, de Luiz de Carvalho. Entre outros assuntos, ele aborda essa questão da roupa.

    Té mais

    João Marcos

    PS: [sarcasmo mode on] às vezes é melhor uma camiseta bem cuidada do que uma camisa muito fechada em igrejas que fazem muito calor… é muito feio aquela “pizza” de suor debaixo do braço!!! [sarcasmo mode off].

  25. 2009 outubro 20
    Alex permalink

    São tantos os erros aqui difundidos que é até difícil saber por onde começar a combatê-los. Só vou tratar de duas coisas: lista do que pode e não pode e praia.

    O Rafael Vitola repete, insistentemente, e seus colegas do Veritatis o seguem, que na Igreja não há lista do que pode e não se pode fazer. A Sra. Maitê disse que a moral católica é feita de princípios (o que é correto) e não de listas e códigos (o que é um erro imenso). Qualquer um, consultado um livro sério sobre os Mandamentos, irá perceber que, debaixo do terceiro mandamento, por exemplo, está escrito que não pode faltar à Missa aos Domingos, a não ser em caso de necessidade, que não se pode trabalhar servilmente em dias santos, que é bom fazer obras de caridade nesses dias e rezar mais, etc. Isso não é uma lista? Debaixo do sexto mandamento também se encontrará uma grande lista do que pode e não pode.

    A senhora achou a lista do Padre citado no Fratres in Unum puritana. A senhora também acha que a lista desse Bispo, sucessor dos Apóstolos, em ato magisterial, é puritana?

    I Sínodo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (1949)

    “Art. 499. A freqüência a praias ou piscinas públicas não pode deixar de ser veementemente condenada como atentatória à moral, salvo quando houver a possibilidade de conciliar-se:
    a) lugar discreto, ou hora não frequentada indistintamente;
    b) traje decente;
    c) companhia escolhida, e nunca mista.”
    http://textoscatolicos.wordpress.com/2009/06/28/o-catolico-e-a-praia/

    Ai daqueles que escandalizarem os fiéis de Cristo!

  26. 2009 outubro 20
    Fernando permalink

    O texto do Fratres In Unum não é nem um pouco “puritano”. Ele já é uma aplicação prática dos tais “principios”. Nenhum biquini é modesto, seja ele qual for. Quem pensa diferente está obviamente contaminado por uma mentalidade liberal. Mulheres geralmente não tem condições de dar palpite nisso, pq não sabem realmente o estrago que podem fazer. Vc pode ver que normalmente são mulheres dizendo que isso ou aquilo não tem problema.

  27. 2009 outubro 20
    Alex permalink

    Um último ponto. Uma parte do que o Pe. Michael Rodriguez escreveu em seu boletim (citado no Fratres in Unum), considerado puritano pela Sra. Maitê, nada mais é do que uma instrução dada pelo Cardeal Vigário do Papa Pio XI em 24 de setembro de 1928:
    “Não pode ser chamado decente um vestido que está abaixo da largura de dois dedos do final da garganta, que não cobre os braços até o cotovelo, e que quase não chega até os joelhos. Ademais, vestidos de material transparente são inapropriados.”

    (A dress cannot be called decent which is cut deeper than two fingers breadth under the pit of the throat, which does not cover the arms at least to the elbows, and scarcely reaches a bit beyond the knees. Furthermore, dresses of transparent material are improper.
    http://www.ewtn.com/library/Theology/modesty.htm)

  28. 2009 outubro 20
    Roberto permalink

    Bom dia, senhoras e senhores, “Paz a esta casa.” São Mateus 10, 12.

    Tenho lido os post e vejo variações em opiniões, com algumas convergindo em alguns pontos e outros divergindo. Algumas um pouco ásperas, mas é comum em debates e defesas de pontos de vista divergentes.
    A maioria apontou pontos de vista, inclusive o texto. Ensinamentos da Santa Igreja só no último post da senhora Maitê (com acento? pelo menos na pronuncia.Nome (apelido) suave. Bom.) com citação do CIC. E com um pequeno adendo dela (cacofonia?) sobre evolução das vestes no tempo. Bem colocado!
    Embora não sejamos do mundo, ele nos odeia (São João 17, 14), estamos no mundo e nele vivemos. Difícil ele não nos influenciar, mas devemos perseverar sempre e “separar o que é bom”. O problema é saber o que é bom para nós! Fica o dilema: o que é bom para mim, pode não ser bom para o outro, certo?
    Bem, não querendo ser “legalista” (não gosto desta palavra, pois denota que quem procura seguir/fazer leis é o errado. Pergunte a Deus porque Ele fez leis?), mas regras são necessárias justamente porque somos duros de coração. Se amassemos a Deus acima de tudo e ao próximo elas não seriam necessárias, mas…
    No tempo, com a evolução das vestes (e da malícia), regras morais humanas foram criadas, ou seja, limites foram estabelecidos. E qual a base destes limites? Como e quem pode estabelecê-las? Eu, você ou “os costumes”? No mundo é “os costumes”. Mas não somos do mundo! Então qual o nosso guia? Deus! Se lermos a Bíblia, veremos que Ele vem nos guiando no tempo até em nosso comportamento, pois, como observado em um dos post, a sedução (sexual) e sua “provocação” deve ser evitada. Somos fracos.
    As vestes foram criadas para a nossa nudez. Para evitar a “provocação”, mesmo inconsciente. Deus vendo a nossa malícia ditou algumas regras. Adão e Eva se cobriram. A malícia entrou em seus corações. E assim seguiu a humanidade.
    O Senhor interviu diretamente no mundo. Estabeleceu 10 regras básicas. Colocou algumas observações como em:
    Êxodo 20,26 “Não subirás ao meu altar por degraus, para que se não descubra a tua nudez.”;
    Motivo? Àquela época (do Êxodo) só homens subiam ao altar para sacrificar e não usavam calças, nem roupas de baixo. Somente algo por cima do corpo, seja veste tipo túnica tecida ou de peles, por isso …
    Deuteronômio 22,5 “A mulher não se vestirá de homem, nem o homem se vestirá de mulher: aquele que o fizer será abominável diante do Senhor, seu Deus.”.
    Motivo? Na época do Deuteronômio as vestes eram, a maior parte, constituídas de túnicas longas ou semi-longas. Dependendo a atividade, os homens prendiam a parte de baixo no cinto, que era para isto (cingir os rins). Visava facilitar, pois imagine ceifar um campo, montar a cavalo, burro ou camelo ou lutar com uma túnica longa? Como poucos usavam roupa de baixo (já se usava) a “nudez ficara descoberta”.
    Um adendo: esta regra me foi colocada por uma “evangélica” e respondi-lhe com o motivo acima e que a sedução era o foco deste regra.
    Em outros pontos da Bíblia encontramos regras de comportamento sexual.
    O que deduzimos? As vestes tem haver sim com a sedução! E independe da intenção de quem as usa.
    Que roupa usar? Aquela que não provoque sedução!
    E quais partes do corpo podem ser consideradas como sedutoras?
    Pois é, dona Maitê, aí é que entra o Catecismo: depende da cultura de cada povo. Seja indígena, seja ocidental “civilizado”, seja africana, oriental, etc., todas tem um foco: o limite é a sedução. E este deve ser o nosso. Com saia ou com calças. Por caridade com o próximo e não pelo meu gosto, devo evitar roupas sedutoras. Em qualquer lugar! Seria hipocrisia vestir-me com burca na Igreja e microssaia na rua. Sim, sim e não, não.
    Assim, de saia ou de calças, o que deve prevalecer é o pudor. Evitar a sedução (voluntária ou involuntariamente). E vale para todos, homens e mulheres, embora não se fale deles no texto.
    Portanto amigos e amigas(os chamo de amigos, pois estes debates visam o nosso crescimento espiritual e só amigos desejam o Bem Absoluto ao próximo, até aos inimigos), reflitamos, rezemos e peçamos a sabedoria que está conosco, quando recebemos os dons na Crisma. Creçamos na fé.
    Sejamos santos, como nosso Pai o é.
    Comportemo-nos como tais. Difícil? Impossível? Comece fazendo o que é necessário, depois o possível e logo estarás fazendo o impossível (São francisco de Assis).
    Ah, desculpem-me o post longo. Sorry.
    Cristo Jesus, o Filho de Deus (I São João 4, 15), nos abençoe e nos guarde.
    Dominus vobiscum.

  29. 2009 outubro 20

    Não.. em nossa cultura, homem usa calças de homem e mulher usa saias, vestidos, jardineiras, calças femininas… o corte e modelagem é o que diz o que é roupa de homem e o que é roupa de mulher.

  30. 2009 outubro 20

    Michele, a escolha de abolir as saias do seu guarda-roupa é somente sua, não se pode impor a outras mulheres.

  31. 2009 outubro 20

    A lista da arquidiocese, em 1949, utiliza um conceito aberto (”decente”), que deve ser interpretado. Não é um manual de medidas – X polegadas abaixo dos cotovelos, X polegadas abaixo dos joelhos, etc etc.

  32. 2009 outubro 20

    A modéstia não só serve para proteger a dignidade da mulher, mas também para evitar levar o homem ao pecado, não é isso? Será que os homens de 2009 são iguais aos de 1928 ? Naquela época, imagino ter havido demanda para que o cardeal emitisse essa instrução, mas seria bom saber em que condições. Vestido decente para que ? Para comparecer à Missa ? Para comparecer diante do Papa ?

  33. 2009 outubro 20

    Olá Roberto, Maite é apelido para Maria Thereza.

    Concordo em grande parte com seu comentário, só creio que mesmo uma roupa não-sedutora pode ser ainda mais coberta ao se entrar na Igreja, pelo ambiente.

  34. 2009 outubro 20

    Fernando, sua expertise em biquinis me surpreende…

  35. 2009 outubro 20
    André Víctor permalink

    Sra. Maite!!!

    “Será que os homens de 2009 são iguais aos de 1928 ?” (Maite)

    O ser ‘homem’ tem a mesma essência, ontem, hoje e amanhã. A Sra. também é adepta da ‘teoria da evolução’? Os nossos sentidos e instintos, não muda com o ‘vento’ Sra. Maite. Se assim não o fosse, Deus não seria perfeito. Temos exatamente a mesma essência. Desde Adão, até o ‘fim do mundo’.

    “Naquela época, imagino ter havido demanda para que o cardeal emitisse essa instrução, mas seria bom saber em que condições.” (Maite)

    Sim, concordo com a Sra. Naquela época as condições eram MUITO MAIS MODESTAS do que vemos hoje. E se seguirmos o seu raciocínio – que em partes eu concordo – teríamos mesmo hoje de buscar viver estas ‘regras’ muito mais do que naquela época, devido exatamente por ser o momento em que vivemos MUITO MAIS DEPRAVADO. Isso já é bastante óbvio não é mesmo?! Não me delongarei sobre isso aqui, pois acredito que para constatar isso é só ‘olharmos’ a nossa volta.

    Se hoje nós vivemos com uma ausência acentuada de modéstia no vestir, para mim é mais do que claro que, foi em decorrência de uma não aceitação destas ditas ‘regrinhas’. Aliás, é sempre assim, né?! A tão famigerada desobediência. (Sic!)

    “Vestido decente para que? Para comparecer à Missa? Para comparecer diante do Papa?” (Maite)

    Ser formos optar pela coerência e pautados por uma vida virtuosa, responderia assim: ‘Vestido decente para que?’ Para atender a um ‘chamado’ a santidade que o próprio Deus nos ensinou quando eles ‘fez vestimentas para Adão e Eva cobrirem a sua nudez’. Porque será que tantas mulheres hoje continuam ‘querendo’ se despir, quando vemos que Deus quer que se vistam?; ‘Para comparecer à Missa?’ Sim, também!; ‘Para comparecer diante do Papa?’ Sim, também! E para todos os outros homens do mundo, onde e quando estiverem em contado visual. Ou a Sra. acredita que a exigência de que a Santa Igreja pede para a maneira de vestir das mulheres seja meramente uma ‘formalismo’? (Sic!) Não! Sra. Maite,… decididamente a Santa Igreja se preocupa com algo muito mais importante e valioso do que este simples ‘reducionismo’ barato. E utilizo uma frase de sua própria autoria para isso:

    “O véu vela (esconde) algo precioso, ao mesmo tempo que revela (mostra) possuir e trazer tal tesouro”. (Formação Litúrgica, Comunidade Shalom)
    Da mesma forma o véu de Missa e o véu da Noiva, que possuem o mesmo simbolismo. Moças e Mulheres cristãs, temos alta dignidade e somos tesouros preciosíssimos, sabiam disso ? (Fonte: http://velatam.blogspot.com/ – Maite Tosta)
    Então Sra. Maite?! Seus corpos são preciosíssimos de mais, são verdadeiros tesouros para que sejam expostos em público e eu e qualquer dos outros homens, NÃO TEMOS O DIREITO DE VE-LOS. SOMENTE E EXCLUSIVAMENTE O SEU MARIDO!

    Sra. Maite! Só lhe falta uma pouquinho mais de coerência com aquilo de que a Sra. mesma já sabe. Só precisa melhor, crescer na Fé e virtude um pouquinho mais. E isso não terminará com isso aqui, não. Temos uma contínua, mas necessária, caminhada no crescimento da santidade, vivendo cada vez mais as virtudes.

    Por favor, não me leve a mau ou mesmo me tenha como um inimigo. Não! De maneira alguma. Já lhe disse: só lhe falta um pouco mais!!! É só se desapegar de coisas que ‘ainda’ vos atrapalha.

    Que Nossa Senhora de Fátima, possa sempre mais nos cumular de Graças junto a seu Filho-Deus, Nosso Senhor e Salvador, para continuarmos na caminhada para o crescimento nas virtudes. Todos nós juntos!

    Abraços e até mais ‘ver’.

  36. 2009 outubro 20

    Uma roupa que está decente para fazer uma trilha na Floresta da Tijuca pode não estar decente para trabalhar, ou para receber uma autoridade, ou para ir à Missa. Isso me é tão óbvio que nem vou mais perder tempo em explicar…
    .
    Sou totalmente a favor do cultivo da virtude da modéstia. Mas as expressões concretas dessa mesma virtude variam sim, de acordo com a cultura, com o ambiente, até com o biotipo da mulher.
    .
    Cada mulher precisa cultivar essa virtude e buscar a melhor aplicação em sua vida.
    .
    André, não o tenho como inimigo, não costumo levar debates para o lado pessoal. Um abraço e fique com Deus.

  37. 2009 outubro 20
    Michele Oliveira permalink

    Concordo em parte com Maite. Realmente a roupa que usamos para se apresentar perante Sua Santidade não é a mesma para fazer uma trilha na floresta. Mas também há roupas que não são decentes ou adequadas em lugar nenhum.Por exemplo , não acho decente uma cristã usar minissaia. A minha roupa que uso para ir à missa na minha paróquia não é a mesma que usaria para ir à Missa do Galo na Basílica de São Pedro celebrada pelo Papa Bento XVI. Mas tem certos tipos de roupas que não são decentes para absolutamente ocasião nenhuma. Devemos abolir estas das nossas vidas.
    Salve Maria!

  38. 2009 outubro 20
    Leandro Salvagnane Correia permalink

    Obrigado à Ana Maria Bueno Cunha de Freitas e ao João Marcos por responder minha pequena dúvida.
    Pena que este post virou uma guerra sem sentido… seria melhor que atacassem às IDEIAS da Aline, e não à PESSOA dela, não?
    O texto em si combate 1) banalização, 2) extremos e 3) imoralidade. Combatê-los, em meu ponto de vista, não tem nada de errado.
    Como já foi falado várias vezes aqui no blog, este espaço é um espaço de opinião. O que achamos interessante, guardamos para nós. O que não, deixamos entrar por um ouvido e sair pelo outro. Simples assim.

  39. 2009 outubro 20
    Evelyn permalink

    Bom então o dia que a Igreja escrever um documento dizendo que a mulher só deve usar, não pode pôr um biquini e que o homem só pode usar calça social, jogo meu guardo roupa fora.
    Agora enquanto a Igreja dizer que a moral é aplicada em acordo com a realidade, vou mantê-lo como está.

  40. 2009 outubro 20

    Salve, dra. Aline!

    Num mundo modernoso como o nosso, é fácil resolver a “sua” dúvida: basta inventar uma máquina de desprogramar os instintos advindos da testosterona, que são aqueles que fazem os homens “ver” o corpo da mulher através dos contornos da calça e outras vestes feministas (viu?: “feministas”). Assim, quando nós, homens, víssemos vocês de roupa apertada sugerindo toda a beleza escondida por milimétricos tecidos (principalmente aqueles com lycra), não teríamos mais a necessidade de ficar desviando os olhos para o teto, assoviando qualquer coisa para espantar certas imagens reveladoras que então se formariam em nossas mentes, graças a esse famoso hormônio. Enquanto não se inventa tal maravilha, me contentarei em ver o zelo que vocês têm para com a nossa salvação ao se nos apresentarem com o recato que certamente gostariam de portar, caso soubessem, no dia e hora em que Jesus Cristo voltar sobre esta Terra. Simples assim.

    Somo homens, Aline, quer dizer que temos sim a nossa parcela “animalesca”, instintiva quando olhamos para vocês. E quanto mais “reveladas” nos parecem tanto mais “atiçados” nós ficamos. Que o digam as mulheres indígenas (eu disse indígenas e não “indignas”!) que, à custa de sofrimento, entenderam que deveriam se cobrir ante a presença de um homem dito “civilizado”…

    A bem da verdade, como vimos no trecho do Catecismo exposto acima, modéstia implica em pudor e ambas advêm da Moral que, por sua vez, segue a famosa “regra de ouro”: não desejar para os outros o que não se aceita para si. Mas num mundo em que certas moçoilas já se sentem à vontade para chamar de v… a rapazes que não “mechem” com elas quando desfilam com seus atuais modelitos, falar de moral para quê, não é mesmo? Tanto para mulheres quanto para homens, melhor uma veste decente que um discurso vazio…

    Agora, falando sério pessoal, uma sugestão que gostaria que todos vocês do VS discutissem entre si: que tal se, antes de publicarem um novo post, deixassem dom Antonio C. R. Keller ler primeiro? Digo isso de coração porque parece que não é isso que vem acontecendo, ao menos no que tange a este assunto aqui…

    Toda Paz e todo Bem a você, Aline, e a todos os outros!

  41. 2009 outubro 20
    Ana Maria permalink

    Chega a ser insano alguns comentarios. Pessoal acordem vcs estão falando com pessoas cristãs, que buscam a santidade por amor a Deus e que sabem se portar e se vestir. Ninguém instruiu ninguem a não ter modestia e a se expor. Façam uma leitura bem feita do texto. Somos, apesar de mulheres ( pois para alguns ser mulher é sinonimo de obtusa)seres que buscam discernimento em Deus. Só não queremos e aqui estou com a Aline impor nada a ninguém mas fazer pensar e que apesar ( graças a Deus) de cristãs, podemos nos vestir bem e sobriamente.

    E logicamente modestia entra tbem educação e fineza, sobretudo com as mulhers, o que não estou vendo por aqui. Querem gritar a qualquer custo um padrão se nem ao menos dialogar sabem..façam o favor…

    Vcs acusam de se querer impor um padrão anti-catolico, mas são vcs que impoe este padrão. Nem para um lado, nem para o outro, mas moderação, esta é a visão.

  42. 2009 outubro 20
    Rafael Vitola Brodbeck permalink

    Demerval,

    Às vezes tenho a impressão de que vocês acham que nós ignoramos que a mulher deva se vestir modestamente, que o homem se sente tentado, sim, que há concupiscência. Penso que vocês acreditam que estamos defendendo que a mulher se vista como vagabunda, com enormes decotes, rasgões nas pernas, calças justíssimas.

    Não é isso que estamos dizendo.

    Vocês não refutam o que a Aline disse, mas o que acham que ela disse.

    E, sim, D. Keller nos acompanha. Não queira nos ensinar o dever de casa, ok?

  43. 2009 outubro 20
    Rafael Vitola Brodbeck permalink

    Não preciso me justificar, mas já que perguntaram: não, não fico olhando para mulheres na praia. Não tem como eu saber se sou atraído ou não porque não olho. E se os olhos cruzam, detenho meu pensamento em outra coisa. Além disso, procuramos praias menos badaladas e, nelas, lugares não tão centrais, justamente para evitar a lascívia. E isso vale para os dois.

    Não é aqui o lugar de defender se tal biquini é sexy ou não… É uma roupa de banho… A maioria não é modesto, ofende à moral, mas não se pode dizer que alguns não tapem mais ou que não se possa achar um apropriado. E, além disso, só se o deveria usar para entrar na água. Na areia, uma canga para tapar as partes íntimas, saídas de banho etc.

    De qualquer maneira, já respondemos e os senhores continuam dando voltas. O debate não funciona andando em círculos. Assim como moderamos os posts sobre o Pe. Fábio de Melo, em que as defesas do sacerdote se fazem descabidas e apaixonadas, este também será por ter se tornado infrutífero.

    Em Cristo,

  44. 2009 outubro 21
    João Marcos permalink

    Leandro,

    De fato, está havendo aqui um problema no debate: estão extraindo do texto aquilo que a Aline não disse, como se exitissem “mensagens subliminares”. O texto, como vc disse, combate a banalização, os extremos e a imoralidade. Resumindo, a vulgaridade.

    Na boa, dá para um homem ou uma mulher se vestirem bem, elegantes, realçando a própria beleza, sem vulgaridade.

    Bom senso manda lembranças.

    Té mais

    João Marcos

  45. 2009 dezembro 7
    Amigo de Deus permalink

    A paz do Senhor!

    Tenho buscado formação na área da modéstia e do pudor e tenho visto que há um bom movimento de mulheres e homens que querem ver a dignidade do ser humano recuperada, num mundo onde a coisificação, principalmente da mulher, é algo mais do que normal.

    Como homem católico, preciso escrever que muitas coisas que as mulheres acham “bobeira” fazem a diferença ao nosso olhar. Não se trata de puritanismo, mas de um instinto mal explorado para levar à queda… O olhar do homem, este instinto que nos move a olhar para uma mulher, não é algo negativo a meu ver, mas o mundo explora a sensualidade das mulheres para nos fazer cair. Digo de coração que tento muito não desviar meu olhar do que é reto e puro: e como é difícil!! Muitos olhares de pecado que os homens dirigem às mulheres são culpa delas próprias, pela maneira como se apresentam a nós e, de certa forma, pela maneira como QUEREM que nós a vejamos, por uma questão de carência ou qualquer coisa parecida.

    Discordo da opinião de que as ocasiões podem permitir determinadas coisas que seriam inconvenientes em outras. Pode-se argumentar que um homem não pode ir à Santa Missa de bermuda, mas ela será adequada a um momento de lazer, tentando induzir o pensamento a concluir que determinadas ocasiões podem sugerir uma “liberdade” maior quanto às nossas vestes. Para mim não é bem assim.

    Essa coisa de mostrar o ombro com uma alça fina ou um tomara-que-caia, mostrar a coxa (ainda que uma pequena parte), a barriga, ou um pedaço dos seios num ambiente que não tenha conotação religiosa, considerando esse fato algo normal, não vai ao encontro daquilo que os homens católicos sérios pensam. O ambiente não deve ser motivo para mim de relativismo. Aliás, a moral não é relativa. Até para mim, que sou homem, ela vale, e a virtude da modéstia me santifica: o que as mulheres católicas sérias pensariam de mim se, num churrasco, eu usasse um short que batesse no meio da minha coxa? Acho que a impressão não seria muito boa…

    Por outro lado, discute-se a questão do “poder” ou “não poder”, como se o Catolicismo não proibisse determinadas coisas (e os mandamentos?). Lembro-me de um texto do cardeal-vigário do Papa Pio XI que deixa claros os parâmetros para os decotes e o comprimento de vestidos e saias: isso não é algo que nos estabeleça o que se pode ou não usar? Talvez queiramos relativizar nossa religião criando argumentos para não nos comprometermos…

    Quanto ao uso de calças, penso que é uma marca feminina usar saia ou vestido. Além disso, sempre que uma mulher vai se arrumar para uma festa, a 1ª coisa que vem à mente é: que vestido usar? Óbvio que isso é uma questão de escolha (se a calça não é daquelas que marca e mostra tudo que os homens decentes não querem ver), e o inconsciente coletivo contribui muito para assumirmos como normais coisas que não eram tão normais assim tempos atrás… porém, sinceramente, mulheres com roupas femininas realçam muito sua beleza.

    Por último, em relação à praia… a questão é bem complicada. Penso numa coisa agora: se um homem ou uma mulher estiverem vestidos com suas roupas íntimas somente, e alguém entrar de repente no recinto, a primeira coisa que esse homem ou essa mulher faz é correr para esconder a intimidade (estou certo?). Na praia, as roupas de banho que se usam são quase do mesmo tamanho e expõem o corpo praticamente da mesma forma que nossas roupas íntimas (e não estou citando os fios-dentais…). Então, por que o ambiente muda tanto nossa visão acerca da nossa intimidade exposta? Até mesmo com relação ao banho público na praia: será que não é necessário que o católico tenha uma posição diferenciada sobre esse assunto?

    Não tenho vergonha de escrever que na praia não uso sunga e uso camisa de malha com manga, até para entrar na água. Ninguém precisa seguir o que faço, mas é como eu ajo.

    Precisamos discutir sobre a modéstia, precisamos de gente corajosa para assumir essa bela virtude! Precisamos ser católicos de verdade, verdadeiros seguidores da Palavra do Deus que nos quer felizes e dignos!

    Abraço!! Nossa Senhora nos proteja!

  46. 2009 dezembro 16
    FABIANA permalink

    Tem pessoas que estão prontas pra fundarem uma seita xiita.
    Graças á Deus, esse puritanismo exagerado e esse fanatismo burro e cego, não é pensamento da Igreja.
    É APENAS ACHISMO, DE “CATÓLICOS” QUE PENSAM QUE PRECISAMOS DE USAR BURKA.

  47. 2009 dezembro 16
    FABIANA permalink

    Em tempo:
    Parabéns Aline.

  48. 2009 dezembro 21
    Adriana permalink

    Aline …
    arrasou em ….

  49. 2010 fevereiro 26
    Maria permalink

    Paz e Bem !!

    Realmente é difícil pensar que temos que mudar tudo … Nossas roupas e nossos costumes ( pois estar com saia me faz não poder mais sentar no chão para brincar com seis pequenos e lindos filhos…).

    Crescemos com uma educação em vestimentas que nos causa certo desespero e insegurança em mudar, e agora? Não sei mais como me sentir bela para meu marido, como vestir me para um andar de bicicleta em família no parque, como sentar naquela areia mole da beira do mar para brincar com o marido e filhos de pedras e castelos? Será que Deus, meu Senhor único e verdadeiro não acha agradável diante de seus olhos pais e filhos rolando na mais pura harmonia, entoando para o mundo a paz da verdadeira família que busca se edificar como uma Igreja doméstica?

    Realmente são adaptações difíceis, que às vezes nos são pesadas por apegos ou por hábitos ou costumes.

    Até hoje lembro- me do dia em que meu pai deixou-me usar calça pela primeira vez para ir à Santa Missa. Naquele dia eu fiquei feliz, reluzente. Mas eu era uma criança de sete anos e não podia entender que o que era para reluzir diante de todos era Jesus e não minha nova calça jeans! Penso que se talvez nunca me fosse permitida esta atitude enquanto criança hoje seria mais fácil.

    Sempre explico para as minhas meninas sobre a importância do pudor e do quanto agrada a Deus quando elas se arrumam para visitá-lo no dia do Senhor… Mas a massificação do mundo é FORTE e DURA. O inimigo não dá trégua… e usa isto também como meio de perdição.

    Hoje eu estou sofrendo, pois necessito fazer esta mudança em minha vida para Deus e para ser um bom exemplo para os filhos e para meu marido… Mas tudo que desejo é ser obediente então rezem muito por mim!

    Ao Senhor meu Deus.
    Mulheres ajudem seus maridos a enxergar o belo na modéstia e na obediência que santifica a família, hoje quase em sua totalidade corrompida pelos prazeres e hedonismos.

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