26 de outubro: primeiro encontro das conversações teológicas entre a Santa Sé e os seguidores de Mons. Lefebvre

2009 outubro 15

As conversações teológicas entre a Santa Sé e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, sobre os assuntos doutrinais, disciplinares e litúrgicos a partir do Concílio Vaticano II, já têm data marcada, conforme havíamos anunciado: a partir de 26 de outubro próximo.

Lembremos a composição da comissão da Santa Sé: o Rev. Pe. Charles Morerod, OP, secretário da Comissão Teológica Internacional, consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, o Rev. Monsenhor Fernando Ocáriz, Vigário Geral do Opus Dei, consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, o Rev. Pe. Karl Josef Becker, S.I., consultor da Congregação para a Doutrina da Fé. Além disso, a Comissão Ecclesia Dei será representada pelo seu Secretário, Monsenhor Guido Pozzo, o Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, S. E. Mons. Luis F. Ladaria Ferrer, SI.

Da parte da Fraternidade, Mons. Bernard Fellay, seu superior, nomeou Monsenhor Alfonso de Galarreta, diretor do Seminário Nuestra Señora Corredentora de La Reja (Argentina), o padre Benoît de Jorna, diretor do Séminaire International Saint-Pie X de Ecône (Suiça), o padre Jean-Michel Gleize, professor de eclesiologia no seminário de Ecône, e o padre Patrick de La Rocque, prior do Priorado Saint-Louis em Nantes (France).

12 Responses leave one →
  1. 2009 outubro 15
    João Marcos permalink

    Dúvida: dessas conversas pode acabar saindo alguma reforma litúrgica?

    Té mais

    João Marcos

  2. 2009 outubro 15
    Leonardo permalink

    Os marxistas, com sua manipulação que inverteu a dialética para fazer de mentiras falsas verdades, conseguiram plantar um enorme preconceito até na Igreja, nas nossas paróquias mesmo, contra a causa da ortodoxia católica. Eu mesmo quase fui levado, mas acordei em tempo ou o tiro no Papa João Paulo II me acordou. Não há catolicidade sem ortodoxia. Ortodoxia não evita contextualização e inculturação, mas as ilumina com a Verdade. Ortodoxia se liga à fidelidade da Revelação. A Palavra é Pessoa. Pessoa sempre nova e mais aprofundada, mas imutável. E a Igreja é a sua continuidade como Pessoa, como Corpo. Não dá para assistir um padre a fazer apenas do seu jeito e amá-lo mais do que a Deus e a Igreja. Não dá para pensar e interpretar como os protestantes. Bento XVI foi e é uma benção prolongada e histórica. Ninguém mais do que ele participou deste processo desde 1950 até hoje. Ele sentiu na pele os efeitos das maiores loucuras da desobediência, como o marxismo, o nazismo e o niilismo. E ele foi assistência constante desde João XXIII.

  3. 2009 outubro 15
    Leonardo permalink

    Só para dar um exemplo: a ortodoxia lembra que o certo é o Sacrário ficar no Altar. Começada a Santa Missa, o sacerdote é Cristo e o altar é Cristo. Cristo é quem nos serve à Mesa e parte o Pão para nós. Na última Missa que participei, o padre descansou na cadeira e deixou apenas as ministras extarordinárias distribuírem a Eucaristia, embora estivéssemos poucos a participar do Sacrifício. Eu me senti “órfão” na hora de Comungar. Eu me senti como um menor abandonado, com todo direito de assim me sentir, embora soubesse que recebia o Senhor. E, nesta igreja-sede-de-paróquia na qual participo, o Sacrário foi construído na parte de trás da igreja-edifício, quase na saída. Resultado, o Sacrifício é feito em contra-posição ao Sacrário. Quando as ministras vão buscar ou levar as Óstias Consagradas, o povo se ajoelha para frente e para trás, o mesmo que faz quando sai e entra na Igreja-templo, não sabe para onde se voltar. Além disso, quando se faz adoração diante do Sacrário, na saída da Igreja, costuma-se ser interrompido por pedintes drogados que aproveitam a oportunidade para ganharem esmola fácil. Uma vez fui interrompido, por um assim, quando estava de joelhos e adorava de olhos fechados. Tomei um susto e disse que não estava com dinheiro. O rapaz alterado, abriu os braços, chamou-me de safado e partiu para cima do Sacrário. Tive de me levantar e pedir respeito a Deus. Mas, nunca mais consegui fazer adoração em paz, ainda mais que muitas pessoas conversam na porta da Igreja. Não foi seguida a ortodoxia, então, o Senhor acabou deixado de lado. E com Ele também seu povo fiel.

  4. 2009 outubro 15
    Olegario permalink

    Senhores,

    Salve Maria.

    Creio que o objetivo dessas “conversações teológicas” entre a Santa Sé e a FSSPX seja avaliar o que pode ou não ser criticado no CVII.
    O que deve ou não ser aceito como fruto bom desse concílio.
    Não é novidade a ninguem que a FSSPX não aceita o CVII como ortodoxo, por isso seria de bom tamanho ( minha mera opinião) convidar a ala eclesiástica que julga esse tal concílio como – digamos – INFALÌVEL.
    Tenho na ponta da lingua três nomes de peso que poderiam fazer a diferença em favor do CVII:

    - Monsenhor Jonas Abib
    - Padre Fábio de Melo.
    - Padre Joãozinho.

    Que beleza!

    Abraços.

    Olegario.

    Em tempo: Indo eles para Roma, ao final da reunião, haveria uma “canja” musical com os convidados…

  5. 2009 outubro 16
    Rafael Vitola Brodbeck permalink

    Olegario,

    Esse tipo de comentário é absolutamente dispensável em um assunto tão delicado e importante.

    Criticismo não ajuda em nada.

  6. 2009 outubro 16
    Fábio Fausto permalink

    Aos que desejarem tirar possíveis dúvidas sobre tal acontecimento ou mesmo saber do próprio D. Fellay sobre o que está se passando entre Roma e FSSPX, penso que essa seja uma oportunidade de ouro:

    http://www.fsspx-brasil.com.br

    Salve Maria.

  7. 2009 outubro 18

    Dúvida: os representantes da Santa Sé serão os 3 membros da comissão (Morerod, Ocáriz & Becker) ou os 2 secretários (Pozzo & Ferrer) ?

  8. 2009 outubro 18
    Leandro permalink

    Caro Olegário,
    Que coisa feia! Que ironia sádica de anti-espírito cristão!

    Não creio que estes três padres sejam incapazes de defender o CVII, mas a sua lista foi tendenciosa a ponto de dar a entender que quem aceita o CVII deve, obrigatoriamente, ser discípulo de Mons. Jonas Abib, Pe. Fábio de Melo e Pe. Joãozinho e aceitar o seu modo de vida ou a teologia que eles professam; ou, pior, que os três são o “fruto ideal” do Concílio, e o Concílio se resumisse apenas a permitir a RCC. Isto seria empobrecer a igreja.

    Rezemos por esta comissão de conversação teológica, mas na humildade.

  9. 2009 outubro 18
    Leonardo permalink

    Os monstros liberais e a Igreja

    Deus me corrige na vivência. Graças a Deus, apertou meus rins, mas manteve seu carinho com imensa delicadeza. “A quem muito se perdoa, muito ama”, disse Jesus. Acho que não amo muito ainda. Mas, de postulante a frade menor em 1989, no auge de Boff, passando de raspão pela Pastoral da Rua e pela Teologia da PUC, até chegar na Renovação para, finalmente, abraçar a Ortodoxia, acredito que foi uma trajetória marcada, ora por rejeição, ora por assimilação, com a busca e a súplica de um amor sincero a Deus, que jamais dispensa amor à Igreja, Sua Esposa e nossa Mãe.
    Eu também falhei e pequei muito, a ponto de poder ter afastado almas da fé e até do Céu. Peço a Deus por elas e misericórdia para todos, começando por mim, como maior culpado. Mas, por parte da Igreja, verdadeira Mãe mais necessária que nossa mãe biológica, somos chamados a amá-la, pelo que nela há de divino, mesmo quando parece nos transformar em “patinhos feios” que não são compreendidos, muito menos ouvidos.
    É certo que tal cruz amada, em nome de Deus e da própria Igreja, sempre reverteu em engrandecimento da nossa própria Mãe espiritual. É crer para esperar e esperar para crer mais ainda.
    Mas, convenhamos, a Igreja vive uma crise e, talvez, venha se esquecendo de alguma coerência em relação aos seus filhos. Não toda ela, nem nada relativo à sua infalibilidade nas questões de fé e de moral, o sagrado depósito, nem exatamente à alta hierarquia.
    Digo alguma coisa que venha impedindo a Igreja de se purificar do liberalismo.
    Do liberalismo filosófico vieram o racionalismo, o positivismo, o marxismo, o nazismo, o niilismo, o criticismo, o relativismo, o laicismo, o mercadismo, o cientificismo, o consumismo e tantos outros “ismos”, como versões de algo que nos remete diretamente a Adão. Tudo forma do homem de se espernear para não obedecer. E obedecer com dependência que exige fé, confiança, paciência e resignação. Além da compaixão, da mansidão e da humildade, estas mais cristológicas, até o abraço da Cruz.
    Pegando um “ismo” mais verbalizado, o relativismo, talvez, eu me faça compreender no ponto onde quero chegar. Há certas autoridades na Igreja que andam clamando, com razão, contra o relativismo. Ele é causa de estagnação e de desintegração, além da regressão a Adão. Mas onde ele está realmente? Está na forma de optar por uma “verdade” pessoal ou momentânea em detrimento da “Verdade” absoluta e atemporal. Porém, o pior do relativismo não vem enquanto mero ângulo de visão, no antagonismo contra a Doutrina, no questionamento teórico ou na mera irresignação ante a necessidade de acolher para obedecer, o pior é seu caráter determinante de conduta, pois uma pessoa pode ser contra o relativismo em teoria, mas pode estar praticando-o na sua conduta sem perceber. É aqui que quero criticar algumas autoridades da Igreja. Crítica apenas para solicitar reflexão positiva. Humilde admostação com ternura, se a carapuça puder servir ou vencer o próprio relativismo. Vejamos: há algumas autoridades reclamando de seus subordinados no sentido de um seguimento mais sincero e profícuo, além de mais coerente com nossa vivência como unidade e universalidade, mas que não obedecem a mais alta hierarquia ligada ao Primado de Pedro. Como pode isso? Como podem apoiar o MST e ler as Cartas de São Pedro ou o Novo Catecismo que nos impedem de fazer justiça distributiva de propriedade com nossas próprias mãos a fim de tomarmos à força? Como podem ensinar Direito Canônico e deixar padres desobedecerem bispos e Roma na Liturgia? Como podem segurar padres comunistas que negam a Ressurreição e a presença do Senhor na Eucaristia? Como podem torcer a Doutrina, a Tradição e o Magistério, além do Evangelho e permitirem “confissão comunitária” no lugar do Sacramento da Penitência? Como podem transformar a Missa em show e o “constrangimento ante a caridade de Cristo” em abuso de confiança? Como podem se licenciar e relaxar para permitir a leviandade, para abraçar o relativismo que agride a dinâmica da hierarquia? Como não vêem que a hierarquia vem do serviço de Cristo e do engrandecimento da colaboração humana por Deus? Assim como autoridades regionais combatem o relativismo de seus fiéis, mas o aplicam em relação à Roma, o povo acaba fazendo o mesmo na sua missão e na igreja doméstica do lar. Dizem que amam a Deus, mas desobedecem a Igreja a torto e a direito. “Quem é o Papa para saber de amor conjugal, de namoro sem sexo, de união sem casamento, de educação com disciplina, do lado positivo da repressão necessária, da limitação, da mortificação e do temor?” Qual identidade da Igreja no Brasil? Ela está com o Papa ou finge estar? Em vários assuntos, aplica pensamento relativista regional? A fidelidade litúrgica, sem dúvida, é ponto essencial de partida no processo. Depois, a fidelidade pastoral. Chega de agressões à Liturgia. São agressões ao Senhor e à própria Catequese ou à Evangelização. Tudo começa e termina na Missa. Chega de pastorais ideológicas e facciosas, alimentadas por ideologia. Os padres têm que entender o espaço de sua liberdade e onde não podem divergir nem inventar. Os bispos têm de corrigir com eficácia ou ficam dois pesos e duas medidas. Uma hipocrisia. Um padre que quer corrigir o povo, mas que não obedece o bispo que, por sua vez, não obedece a Roma. As universidades e as escolas católicas têm que obedecer a Roma. Há documentos, há normas de conduta escritas. A Igreja no Brasil ainda está muito longe de Roma. E agora que temos Roma pela Internet, a Igreja no Brasil parece fazer apenas vista grossa. Como pode a CNBB interceptar este caminho entre fiéis no Brasil e Roma, para desobedecer, ao menos, com um “relativismo”? Aqui, os padres nos pedem maior participação, mas parte do povo procura um padre para uma Confissão e não acha, nem há horário marcado previamente. É uma tristeza a dificuldade de certos padres com a espiritualidade e a sacralidade. Quantos padres não sabem meditar um Rosário. Quantos padres não sabem evitar a competição espiritual internamente nos grupos e pastorais ou até entre eles mesmos na diocese. Quantos padres estudados que se tornaram cientificistas e racionalistas. Quantos padres apenas sociólogos. Não podemos ter padres como São Pio? Padres e bispos tão pais na espiritualidade quanto Sócrates era na filosofia? Quem mais foge disso? O povo ou nossos pastores? Onde bispos formam seus padres? Teologias para Marx ou para Cristo? Vou dar apenas um recado aos que acreditam que devem impor a fé contra a errante governabilidade: nunca foi tão necessária aplicação da máxima cristã: “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, porque agora, quem quer que seja que esteja no poder, todos estarão contra Cristo e contra a Sua Igreja. Que a Igreja não deixe de denunciar e de propor correção em relação à gestão política, mas dela nada espere senão hostilidade, porque o mundo buscará sempre mais calar a Igreja. E, se o Autor da Fé é Cristo, esta repulsão apenas tende a aumentar, a tal ponto que a Igreja possa voltar mais rápido do que imagina às catacumbas. Basta que aplique unida sua Ortodoxia e não queira mais a hipocrisia em canto algum. Eu também pediria ao Papa Bento que compreendesse que um governo mundial certamente colidirá até sua agonia com a universalidade e a unidade da orientação interpretativa de Roma. Há nisso uma flagrante contrariedade muito mais radical que a evolução necessária da governabilidade. Acredito que um governo mundial apenas antecipará nossa corrida às catacumbas.

  10. 2009 outubro 18
    Leonardo permalink

    Só mais uma pergunta à turma anti-hierarquia, aos marxistas e aos relativistas que falam em apropriação da interpretação: o Senhor poderia falar uniformemente a todos ou mesmo à maioria sem uma hierarquia? Se os marxistas se encarregam disso ou se se propõem a conduzir o povo nesta tarefa, nada mais pensam em fazer senão substituírem a hierarquia por outra, só que desta vez sem a iniciativa do Senhor!

  11. 2009 outubro 21
    Pedro Rocha permalink

    Admito que já pensei de forma infelicíssima como o Sr. Olegário, pois o problema é como já foi citado por este Apostolado: os “tradicionalistas” criticam os “progressistas” como se eles fossem o verdadeiro ideal e os frutos genuínos do Concílio Vaticano II. Infelizmente, fazem como protestantes quando se arrogaram a Bíblia: interpretam como querem e ainda criticam a interpretação alheia.

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