Modernidade e senso do ridículo
Li em vários lugares que algumas igrejas estão implantando, pretensamente por razões de segurança, um sistema de “velas eletrônicas”. Consistiria tal artifício em uma máquina, na qual o fiel depositaria uma moeda de determinado valor, fazendo o mecanismo “acender” uma “vela”. Não há fogo, não há chama, não há cera. A tal “vela” é um cilindro com luz elétrica na ponta.

Ora, isso é a prova cabal da total falta de senso do ridículo. Como católico, não posso deixar de me insurgir contra um descalabro de tal proporção.
Já não basta, à revelia das orientações da Santa Sé, aposentarem os órgãos e substituírem por bandas de rock, deixarem de lado as melodias gregorianas e polifônicas para inserirem letras teológica e espiritualmente pobres, de gosto estético duvidoso, quando não heréticas. Não basta, contrariamente ao que manda a Igreja, deixarem as batinas, as camisas clericais, as casulas, os incensos, a sacralidade na Missa, a tradição litúrgica. Não, isso não basta. É preciso inovar mais. Sem constante mutação, ignorando completamente o que o Papa Bento XVI chama de “hermenêutica da continuidade”, não pode haver a sonhada revolução que os modernistas, progressistas e “teólogos da libertação” de toda ordem implantam, no mínimo desde os anos 70 cá na Terra de Santa Cruz.
Ora, a vela “tradicional”, se é que podemos chamar assim – dado que só existe um tipo de vela, e a eletrônica não é e nunca vai ser uma vela – tem uma força simbólica impressionante. Não se trata de mero apego ao passado, arcaísmo, birra. O tema é mais profundo. A cera que derrete representa que nos consumimos diante do Senhor, que só podemos cumprir nossa missão quando nos esvaziamos, quando morremos para nós mesmos. A vela só ilumina se vai morrendo: assim é conosco, em analogia com a parábola do grão que é lançado à terra pelo semeador, morre e, de sua semente, sai o trigo. A vela só tem sentido quando vai lentamente se apagando, e, para que se apague, deve iluminar. Para que dê luz, deve, aos poucos, consumir-se, apagar-se, diminuir-se. Sentido absolutamente cristão.
Que coisa mais estranha uma “vela” que não se extingue! Representa, quiçá, uma vontade nada religiosa, quase atéia, de não morrer, de não se sacrificar por Deus e pelo próximo. É isso que indica a “vela eletrônica”.
Querem preservar o patrimônio histórico de uma igreja centenária? E o patrimônio espiritual da Igreja, com “i” maiúsculo, que é bimilenar? Adaptar a linguagem da pregação, atualizar-se nas mais modernas técnicas de gerenciamento de grupos, de administração paroquial, usar sistemas de vigilância, luzes elétricas, alto-falantes, internet, tudo isso é lícito. É saber discernir os sinais dos tempos. Mas, sacrificar a piedade?
Há outras formas de defender a paróquia de incêndios. O Vaticano e outras igrejas na Europa, tão ou mais antigas do que as nossas, não precisaram apelar para essa legítima dessacralização.
Quando a vela de verdade se apaga para dar lugar a esse esdrúxulo sistema, é como se a fé católica fosse morrendo no coração do povo. Pergunto-me se não é isso que querem seus inimigos, ainda que, infelizmente, ministros ordenados da Igreja Católica…





A continuar desse jeito, logo teremos “confissões eletrônicas”…
O pecador relata suas misérias a uma geringonça eletrônica e ouvira dela numa mensagem gravada: “Teus pecados estão perdoados”.
Abraços
Olegario.
Prezado Rafael,
Os inimigos estão conseguindo “afrouxar” a fé dos católicos. Todos os abusos que você cita provam que os católicos não tem a menor noção do que é a Missa e o que nela ocorre.
É evidente que ninguém em sã consciência praticaria tais atos (abusos) sabendo que na Missa ocorre de forma REAL, A RENOVAÇÃO DO SACRIFÍCIO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO NA CRUZ, de forma incruenta e não uma simples recordação, como muitos pensam.
De minha parte, faço um desabafo: já não suporto mais assistir a Santa Missa em ambientes dominados pelos carismáticos e os adeptos da TL (você deve entender porque).
Rafael, tenho procurado saber onde eu posso encontrar uma missa “mais calma”, mas aqui no estado está difícil: só na semana santa é que os baderneiros dão trégua.
E sabe o que é pior: O nosso Arcebispo não aceitou o pedido de um grupo de fiéis para que fosse celebrada a missa Tridentina. Será que ele está respeitando o que o Papa ordena?
O vídeo abaixo dispensa comentários e retrata bem a situação de nossa igreja. Mas necessariamente gera um dúvida:
A inculturação trouxe algo positivo? Se trouxe, você tem exemplos?
http://www.youtube.com/watch?v=rThWKfCSHyQ
Resta-me uma certeza: O sacerdote que, conscientemente, permitiu tal aberração, terá muito que explicar no dia de deu julgamento. Quantas almas encaminhadas ao mau caminho.
Observação: Enviei parte deste comentário ao site http://beinbetter.wordpress.com, bem como a outro post deste mesmo blog.
Francisco Ademir Bruni Júnior
Francisco, meu caro,
Ainda que cheia de abusos, a Missa é a Missa, é o sacrifício. Se não há outra bem celebrada à disposição, enfrentemos a Missa com abusos, e unamos o nosso sacrifício por assistir tais erros ao sacrifício da Cruz celebrado sobre o altar. Aliás, se nós sofremos com a dessacralização, muito mais sofre Nosso Senhor.
O Bispo que negou a Missa tridentina está equivocado. Como estaria equivocado se proibisse também a Missa nova em latim ou a Missa nova em português e bem celebrada.
Quanto à inculturação, bem ela, em si, é boa. O errado é meter elementos culturais a pretexto de inculturação. A verdadeira inculturação deve ser feita pela Santa Sé, adaptando elementos SACROS das culturas ao rito. Por exemplo, o rito alternativo de casamento feito para o Brasil, ou o rito da paz para antes do ofertório feito para o Congo. Esse papo de atabaque, palmas, oba-oba não é inculturação. É bagunça mesmo.
Essa vai para aqueles que chamam os nossos inimigos protestantes de ”irmãos separados”:
http://construindoopensamento.blogspot.com/2009/09/o-procurador-e-o-comando-de-caca-santa.html
Quando é que os católicos irão acordar e ver que é isso que os protestantes querem:
Ganhar a confiança dos católicos e depois, quando conseguem, começa a perseguição.
Que tal mostrar esa notícia acima para os carismáticos Jonas Abib e Felipe Aquino?
Renato,
Sabe quem chama os protestantes de irmãos separados? A Igreja através do Concílio Vaticano II. Santo Agostinho. Santo Afonso Maria de Ligório. São Pedro Canísio. São Francisco de Sales. O Pe. Leonel Franca, SJ. E por aí vai…
Rafael,
Boa noite.
Se o corretor é dizer “irmãos separados”, para quem caberia o termo herege?
Abraços;
Olegario.
SANTO AGOSTINHO SOBRE OS HEREGES E CISMÁTICOS
“Todos os que crêem em Jesus Cristo, naquilo que a fé nos ensina, mas estão divididos quanto à seu corpo místico, a Igreja, por não estarem unidos na comunhão com todo o corpo, senão somente com algumas partes separadas, não estão na Igreja católica; e ainda que tenham uma mesma fé, estão fora.” (Santo Agostinho apud Biblioteca portatil de los padres, tomo 7, 1791)
“A ninguém vivifica o Espírito Santo fora deste corpo místico; porque aquele que é inimigo da unidade, não é participante da caridade divina.” (Santo Agostinho, Idem)
http://advhaereses.blogspot.com/2009/09/santo-agostinho-nao-participam-da.html
“…qualquer corpo místico de Cristo que não seja o seu corpo verdadeiro, a Igreja católica, e diga ser a Igreja de Cristo, não é tal Igreja, senão sinagoga de Satanás, isto é, corpo do Anticristo e não de Cristo” (P. Juan de Maldonado, S.I, Comentarios al Evangelio de San Mateo, BAC, 1950)
http://advhaereses.blogspot.com/2009/09/padre-maldonado-as-falsas-igrejas-de.html
“O verdadeiro perigo para as sociedades humanas começou no dia em que a grande heresia do século XVI obteve direito de cidadania na Europa” (Donoso Cortés)
http://advhaereses.blogspot.com/2009/09/heresia-protestante-e-as-revolucoes.html
Sem dúvida, a realidade da heresia e do cisma ainda existe após o Concílio Vaticano II (Cf cânon 751), tanto quanto existia anteriormente ao Concílio de Florença. Entretanto, no diálogo com nossos irmãos separados, a Igreja escolhe não lhes jogar na cara os termos “herege” e “cismático”. ( http://www.veritatis.com.br/article/4936 )
—
O Papa Leão XIII endereçou muitas cartas a cristãos protestantes nas quais ele evita o jargão insultuoso do passado. Ele nunca se referiu a eles como hereges. Do Cristão Escocês ele diz:
“Muitos dos cristãos separados amam o nome de Cristo com todo o coração, se propõem a obedecer sua regra de vida, e por imitação buscam seguir seu exemplo sagrado.”
O desejo de Leão XIII por unidade incluía os protestantes. Ele foi peça-chave em diversos momentos da oração por unidade, e procurava fórmulas de unidade que seriam consenso entre católicos e protestantes.
Nos documentos oficiais da Igreja, o desenvolvimento do olhar ecumênico “moderno” em direção aos protestantes é notável no pensamento do Papa Pio XII. Em sua primeira encíclica, Summi Pontificatus (1939), um novo tema é enfatizado:
“Não queremos que passe despercebido o grande eco de comovido reconhecimento que vieram suscitar em nosso coração os augúrios daqueles que, se bem não pertençam ao corpo visível da Igreja católica, não se esqueceram, em sua nobreza e sinceridade, de sentir tudo aquilo que, ou por amor à pessoa de Cristo ou pela sua crença em Deus, os unem a nós.”
A referência constante aos protestantes como irmãos separados é impressionante, uma vez que assume o que os documentos eclesiais mais antigos não estavam tão dispostos a admitir: a boa-fé da parte dos Cristãos não-Católicos. Os escritos de Pio XII presumem que muitos, talvez a maioria dos Cristãos protestantes estão fora da Igreja sem culpa. Em outras palavras, não são hereges (especialmente no sentido subjetivo), mas antes, irmãos separados. Têm fé em Deus e em seu filho Jesus Cristo, e muitos atributos espirituais que dão a eles uma profunda afinidade com os Católicos e a Igreja Católica.
A noção de que os Cristãos protestantes têm acesso à verdadeira fé, à fé que justifica, à graça, e ao mesmo Deus, está implícita nos princípios da teologia católica de todos os tempos (que é o porque o ecumenismo é um desenvolvimento consistente e não uma inovação, ou corrupção). Nos escritos de grandes convertidos como Newman, Manning, Chesterton e Knox, Católicos que lembraram seus próprios preciosos estados de mente – encontramos esse ponto de vista afirmado claramente.
Santo Agostinho, por exemplo, uma vez se dirigiu aos homens de fora da Igreja que procuravam unidade:
“Deixe que tenham raiva de vocês os que não sabem com quanta angústia a verdade é buscada;(…) Eu acho impossível ter raiva de vocês.”
( http://www.veritatis.com.br/article/5547 )
Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
É a esta Cnbb que devo seguir tudo o que dizem e ensinam?
É a esta Cnbb que devo seguir tudo o que dizem e ensinam?
Caríssimos,
Sempre gosto de dar uma olhada no site da Cnbb para ver o que os Bispos brasileiros andam fazendo, falando e ensinando por aí.
E encontrei um artigo que chamou minha atenção. O artigo é da autoria do já conhecido Dom Pedro Casaldáliga – Bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia. Vejam:
Carta Circular de Dom Pedro Casaldáliga
Terça-feira, 2 de Junho de 2009-09-21
Como Igreja queremos viver, à luz do Evangelho, a paixão obsessiva de Jesus, o Reino. Queremos ser Igreja da opção pelos pobres, comunidade ecumênica e macroecumênica também. O Deus em que acreditamos, o Abbá de Jesus, não pode ser de jeito nenhum causa de fundamentalismos, de exclusões, de inclusões absorventes, de orgulho proselitista. Chega de fazermos do nosso Deus o único Deus verdadeiro. “Meu Deus, me deixa ver a Deus?”. Com todo respeito pela opinião do Papa Bento XVI, o diálogo inter-religioso não somente é possível, é necessário. Faremos da corresponsabilidade eclesial a expressão legítima de uma fé adulta.
Exigiremos, corrigindo séculos de discriminação, a plena igualdade da
mulher na vida e nos ministérios da Igreja. Estimularemos a liberdade
e o serviço reconhecido de nossos teólogos e teólogas. A Igreja será
uma rede de comunidades orantes, servidoras, proféticas, testemunhas
da Boa Nova: uma Boa Nova de vida, de liberdade, de comunhão feliz.
Uma Boa Nova de misericórdia, de acolhida, de perdão, de ternura,
samaritana à beira de todos os caminhos da Humanidade. Seguiremos
fazendo que se viva na prática eclesial a advertência de Jesus: “Não
será assim entre vocês” (Mt 21, 26). Seja a autoridade serviço. O
Vaticano deixará de ser Estado e o Papa não será mais chefe de Estado.
A Cúria terá de ser profundamente reformada e as Igrejas locais
cultivarão a inculturação do Evangelho e a ministerialidade
compartilhada. A Igreja se comprometerá, sem medo, sem evasões, com as
grandes causas de justiça e da paz, dos direitos humanos e da
igualdade reconhecida de todos os povos. Será profecia de anuncio, de
denúncia, de consolação. A política vivida por todos os cristãos e
cristãs será aquela “expressão mais alta do amor fraterno” (Pio XI ).
Nós nos negamos a renunciar a estes sonhos quando possam parecer
quimera. “Ainda cantamos, ainda sonhamos”. Nós nos atemos à palavra de
Jesus: “Fogo vim trazer à Terra; e que mais posso querer senão que
arda” (Lc 12, 49). Com humildade e coragem, no seguimento de Jesus,
tentaremos viver estes sonhos no dia a dia de nossas vidas. Seguirá
havendo crises e a Humanidade, com suas religiões e suas Igrejas,
seguirá sendo santa e pecadora. Mas não faltarão as campanhas
universais de solidariedade, os Foros Sociais, as Vias Campesinas, os
movimentos populares, as conquistas dos Sem Terra, os pactos
ecológicos, os caminhos alternativos da Nossa América, as Comunidades
Eclesiais de Base, os processos de reconsiliação entre o Shalom e o
Salam, as vitórias indígenas e afro y, em todo o caso, mais uma vez e
sempre, “eu me atenho ao dito: a Esperança”.
Cada um e cada uma a quem possa chegar esta circular fraterna, em
comunhão de fé religiosa ou de paixão humana, receba um abraço do
tamanho destes sonhos. Os velhos ainda temos visões, diz a Bíblia (Jl
3,1). Li nestes dias esta definição: “A velhice é uma espécie de
postguerra”; não precisamente de claudicação. O Parkinson é apenas um
percalço do caminho e seguimos Reino adentro.
DOM PEDRO CASALDÁLIGA
BISPO EMÉRITO DA PRELAZIA DE SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA
CIRCULAR 2009
Alguns trechos desta carta merecem uma atenção especial:
“Queremos ser Igreja da opção pelos pobres, comunidade ecumênica e macroecumênica também”.
Sempre que vejo ou ouço a expressão “Queremos ser Igreja da opção pelos pobres…”, sinto um arrepio na espinha. Não que eu seja contra o olhar da Igreja pelos pobres, mas que geralmente tal expressão é apenas uma introdução para uma enxurrada de teologia da libertação que vem pela frente. No entanto tem algo mais arrepiante ainda: “Comunidade ecumênica e macroecumênica também”. Ao longo do texto vocês entenderão esse “ecumenismo” defendido pelo Bispo (que há tempos já não é mistério para ninguém).
Chega de fazermos do nosso Deus o único Deus verdadeiro. “Meu Deus, me deixa ver a Deus?”.
Chega de fazermos do nosso Deus o único Deus verdadeiro? E existe outro Deus? E o que devo fazer? Talvez ele tenha tido por intenção falar que Deus não pode ser causa de exclusão, causa para não “enxergamos a Deus”, mas se observarem o próximo trecho verão o que verdadeiramente está por trás dessas palavras…
“Com todo respeito pela opinião do Papa Bento XVI, o diálogo inter-religioso não somente é possível, é necessário. Faremos da corresponsabilidade eclesial a expressão legítima de uma fé adulta (…)”.
Vejam meus amigos, ele primeiramente diz que não podemos mais fazer de nosso Deus o único Deus verdadeiro e depois diz que o diálogo inter-religioso não somente é possível, é necessário (com destaque para o “com todo respeito pela opinião do Papa Bento XVI”). Fica claro aqui o apoio ao pseudo-ecumenismo, onde meu Deus não pode ser o único verdadeiro, preciso olhar para o Deus daquele separado do corpo místico do próprio Deus. Mas, se você é neoconservador (acho que nem eles são trouxas o bastante) e como conseqüência, cético em acreditar que a Cnnb diga besteiras, se você acha que eles em sua maioria são o grande exemplo da ortodoxia brasileira e se acha que o Papai Noel é quem preenche suas meias com presentes no natal, vejam o que vem a seguir para não dizer que é tudo malícia desse mero e miserável leigo que vos escreve…
“Exigiremos, corrigindo séculos de discriminação, a plena igualdade da mulher na vida e nos ministérios da Igreja”.
Prestem atenção nesse trecho acima! Teria a Igreja exercido séculos de discriminação com a mulher? A Igreja errou durante todos esses séculos “não dando plena igualdade à mulher dentro da Igreja?” O que seria essa plena igualdade? Seriam estas cenas que temos visto onde meninas têm tomado os altares? Ou pior, seria a ordenação feminina? Antes de maiores observações vejamos o que ainda é dito:
A Igreja será uma rede de comunidades orantes, servidoras, proféticas, testemunhas da Boa Nova: uma Boa Nova de vida, de liberdade, de comunhão feliz.
A Igreja “exerceu” plenamente durante todos estes séculos a tradição, sem “o moderno”, só pelo “de sempre”, só pelo que é eterno. Durante todo esse período a Igreja evangelizou, pegue como referencia a idade média, onde nunca se viu o florescer de tanta santidade, isso sem musiquetas, sem inovações, sem aproximação com hereges, seguindo o que sempre foi ensinado conforme instrui São Vicente de Lerins guardião da valorosa tradição: “Nenhuma novidade, mas só o que tem sido transmitido”.(1) Mas, o que é dito por D. Pedro Casaldáliga é o contrário, segundo sua lógica (bem marxista, diga-se de passagem) a Igreja oprimiu as mulheres e restringiu a liberdade, mas agora com a “liberdade moderna” (a qual prefiro chamar de anarquia) a Igreja SERÁ (será?): “uma rede de comunidades orantes, (será no estilo G12?) servidoras, proféticas, testemunhas da Boa Nova”.
Alguém ainda tem alguma dúvida que as palavras do Bispo estão recheadas pela TL? Melhos dizer: Alguém já teve alguma dúvida? Então leiam a “profecia” feita por D. Pedro:
O Vaticano deixará de ser Estado e o Papa não será mais chefe de Estado. A Cúria terá de ser profundamente reformada e as Igrejas locais cultivarão a inculturação do Evangelho e a ministerialidade compartilhada. A Igreja se comprometerá, sem medo, sem evasões, com as grandes causas de justiça e da paz, dos direitos humanos e da igualdade reconhecida de todos os povos. Será profecia de anuncio, de denúncia, de consolação… . Seguirá havendo crises e a Humanidade, com suas religiões e suas Igrejas,seguirá sendo santa e pecadora. Mas não faltarão as campanhas universais de solidariedade, os Foros Sociais, as Vias Campesinas, os movimentos populares, as conquistas dos Sem Terra, os pactos ecológicos, os caminhos alternativos da Nossa América, as Comunidades Eclesiais de Base, os processos de reconsiliação entre o Shalom e o Salam, as vitórias indígenas e afro y, em todo o caso, mais uma vez e sempre, “eu me atenho ao dito: a Esperança”.
Preciso dizer mais alguma coisa? Acho que as palavras acima falam por si só!
E é a esta Cnbb que devo seguir cegamente? É a esta que negando me torno um cismático? É a esses que profetizam a vitória dos “sem terras” que devo estar em comunhão.
Pois bem, para responder essas perguntas… com a palavra: São Vicente de Lerins!
Qual deverá ser a conduta de um cristão católico, se alguma pequena parte da Igreja se separa da comunhão na Fé universal?
- Não cabe dúvida de que deverá antepor a saúde do corpo inteiro a ummembro podre e contagioso.
Mas, e se for uma novidade herética que não está limitada a um pequeno grupo, mas que ameaça contagiar à Igreja toda?
- Em tal caso, o cristão deverá fazer todo o possível para agarrar-se à antiguidade, a qual não pode evidentemente ser alterada por nenhuma nova mentira.
E se surge uma nova opinião acerca da qual nada tenha sido ainda definido?
- Então indagará e confrontará as opiniões de nossos maiores, mas somente daqueles que sempre permaneceram na comunhão e na fé da única Igreja Católica e vieram a ser mestres provados da mesma. Tudo o que ache que, não por um ou dois somente, mas por todos juntos de pleno acordo, tenha sido mantido, escrito e ensinado abertamente, freqüente e constantemente, sabe que ele também pode crer sem vacilação alguma. (2)
As palavras do grande guardião da tradição são claras quanto à postura de resistência que devemos ter diante das novidades profanas, mesmo que estas venham diretamente da hierarquia eclesiástica.
Que São Vicente de Lerins interceda pela Igreja no Brasil.
Jefferson Nóbrega
Pax et Bonvs.
http://praelio.blogspot.com/2009/09/e-esta-cnbb-que-devo-seguir-tudo-o-que.html
Maite Tosta,Salve Maria!
Citações existem para todos os gostos. E cada um pode se servir delas ao sabor de suas próprias opiniões, mesmo que essas se mostrem equivocadas.
Lógico que antes do CVII existiram aqueles que fizeram referência aos hereges e cismáticos como ‘cristãos’ e ‘irmãos separados’…
Mas devemos salientar o que servia de ‘regra’ e o que era a exceção. Antes utilizava-se os termos corretos para designar aqueles que se separavam da Igreja.Esses termos são bem conhecidos e negados pelos católicos sentimentalistas, como se os termos hereges e cismáticos fossem considerados ofensas e não mais a pura expressão da realidade.
Vicê ou o Rafael podem pegar citações anteriores ao CVII, fazendo referência aos que se separaram da Igreja usando termos que não sejam nem ‘hereges’ nem ‘cismáticos’… Mas o frequente era o uso dessas expressões para defenir quem se separasse da Igreja.
Se você me mostra 5 ou 10 citações para defender um ponto de vista equivocado, eu posso te mostrar 500 ou mil citações (de santos, papas, doutores, evangelistas, etc) mostrando que antes do concílio se usava sim as palavras hereges e cismáticos
Foi depois do CVII, com sua falsa noção de caridade, que se deixou de usar esses termos.
Eu gostaria muito de ser chamado de herege, caso estivesse numa seita protestante. Gostaria muito de que me avisassem de que quem se recusa a ouvir a Igreja não é cristão e sim pecador e publicano. Não existe essa de “Cristão boa fé”… Ou a pessoa está na verdadeira Igreja ou não… Simples assim…
Não entremos na matéria dos hereges de boa fé… aqueles que negam um ponto da doutrina por ignorância, mas caso tivessem conheciemtento, logo prestariam adesão a doutrina correta.Refiro-me nesse ponto a católicos…
Quanto aos protestantes e cismáticos… Eles não estão em ignorância ivencivel… Simplesmente se recusam a ouvir a doutrina da Igreja e se converterem… São hereges e cismáticos mesmos.
Ah, mais uma coisa. A busca da unidade só se pode buscar entre os católicos. Foi para isso que foram constituidos os pastores, doutores, evangelistas, etc… para que todos cheguem a unidade da fé…para a edificação do corpo místico…
Quanto aos hereges e cismáticos, quanto a esses, não se busca unidade… MAS SIM CONVERSÃO… e conversão para a verdadeira Igreja.
E não adianta dizer que o CVII ou JPII e Bento XVI utilizaram essa palavra ‘unidade’ para o retorno dos que estão fora da Igreja… O fato dessas autoridades utilizarem-se desse termo não o corrobora nem o torna legítimo… Sabemos que essa palavra é utilizada apenas por conveniência…
Meu Deus! Já não bastam os modernistas liberais de que o post reclama, agora também são os rad-trads. Sugiro que leia “tudo” o que o site diz sobre o CVII e sobre os temas que vocês levantam.
Prezada Maite,
Salve Maria,
Os textos que a senhora postou em seu comentário ultrapassam um pouco o tema desta deste post, desta forma, minhas considerações estarão vinculadas aos tais textos.
Vamos partir do pressuposto que o Ecumenismo sempre foi defendido pela doutrina da Igreja Católica.
Tanto eu, quanto a senhora, sabemos que o Ecumenismo tem como objetivo a conversão dos protestantes ao catolicismo. Logicamente, para que consigamos ensiná-los, devemos entender quais são os pontos de divergência que eles tem para com a doutrina católica.
Outro ponto lógico, é que o “representante” católico não deve participar deste ecumenismo na condição de debatedor, mas de professor. E por que na condição de professor? Por que em se tratando de doutrina cristã, não temos absolutamente nada a aprender com os protestantes (alunos), pelo contrário, temos muito a ensinar. Devemos ouvi-los, exclusivamente, para identificar onde está o erro doutrinário que os afastam do catolicismo. Após isto, pela caridade, devemos corrigi-los através da verdadeira doutrina, convertendo-os ao catolicismo.
Desculpe a redundância.
Maite, ante o exposto, faço uma pergunta: É isso que vemos no diálogo ecumênico promovido pela Igreja Católica? Já respondo: Claro que não.
O que vemos é um diálogo relativista ao estilo do “politicamente correto” onde católicos e protestantes abrem mão de alguns pontos doutrinários para não “se ofenderem”. Relativismo puro.
Quer um exemplo, veja as frases abaixo, de autoria do tal Fábio de Melo, ditas em programas de TV com grande abrangência:
“Religião não é garantia de nada” ou, “Não importa que você seja evangélico, não importa que eu seja católico, importante e descobrirmos…” ou ainda “precisamos nos despir dessa arrogância de sermos os possuidores da verdade suprema”.
Ficam algumas perguntas:
A condenação do “ecumenismo relativista” através de documentos vindos de Roma é suficiente? Está eliminando o problema?
Estaria existindo OMISSÃO GRAVE por parte da alta hierarquia da igreja (Roma) em não condenar quem prega tais heresias? Será que Roma tem algum receio em punir os hereges?
Enquanto isso, seja pela omissão de Roma, seja pelas ‘loucuras doutrinárias” de lobos disfarçados de pastores, a Igreja vê seus filhos saindo da Barca de Pedro e colocando em risco a salvação de suas almas.
PS: Já havia lido a carta cirular do tal Pedro Casaldáliga, postada acima. É IMPOSSÍVEL QUE AS AUTORIDADES ROMANAS PERMITAM QUE ESTE bispo sei lá de que, continue a escrever barbaridades. RIDÍCULO. Sinceramente, da CNBB eu não espero nada, mas das autoridades romanas eu espero um pouco mais. Melhor, eu espero muito mais.
Perdoe-me Deus, mas O Santo Padre não vai eliminar este tipo de gente
da igreja? Será que ele será conivente e deixará muitos filhos serem contaminados por estas heresias nefastas?
Francisco Ademir Bruni Júnior
Maite, o discurso abaixo foi relalizado pelo fanfarrão e pilantra Silas MALAFALA e um padre bastante carismático e humanista:
http://www.youtube.com/watch?v=2k46vV35vlw
http://www.youtube.com/watch?v=tTaf0HsAPXI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=RUADvzV8zBQ&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Jvf8NEkXxF4&feature=related
Os ”argumentos” do pilantra Silas MALAFALA é refutado com a maior facilidade por um sacerdote fiel a Santa Igreja Católica e, óbvio, fiel a Doutrina Católica Apostólica Romana de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Mas por que o padre carismático e humanista politicamente correto não conseguiu isso?
Simples: Porque como todo sacerdote mundano ele acha que os inimigos da Santa Igreja não existem, e que os protestantes (o padre parece acreditar mesmo nisso!) são realmente nossos ”irmãos separados”!
Padres como esses que ”debatera” com o picareta MALAFALA mostram o seu desconhecimento da Doutrina Católica e do Catecismo da Santa Igreja
Padres como esses (Marcelo Rossi, Fábio de Melo, … a lista é grande!)só querem saber do seu próximo DVD, CD ou sua próxima aparição em programêcos televisivos.
Repito: ”Os ‘argumentos’ do pilantra Silas MALAFALA é refutado com a maior facilidade por um sacerdote fiel a Santa Igreja Católica e, óbvio, fiel a Doutrina Católica Apostólica Romana de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”
Mais percebesse que esses padres mundanos (teologos da libertação, carismáticos,…) não querem isso.
Prezados,
O Ecumenismo que defendo é o que visa à conversão. Que amor teria eu pelos meus irmãos se me contentasse em vê-los no erro ? Mesmo que o protestantismo por si só salvasse – o que sabemos que não é verdade – mesmo que eu tivesse a certeza da salvação para eles, eu ainda assim teria o dever de evangelizar e buscar a conversão. Ora, o avião vai para o mesmo lugar, mas é muita cara de pau eu ir de primeira classe e deixar meus irmãos se apertando na classe econômica ! O catolicismo bem vivido é ir para o céu de primeira classe, e se amo verdadeiramente meus irmãos, quero que todos tenham essa vivência, não vou deixá-los no erro.
Eu só entendo os documentos do CVII em consonância com tudo o que foi dito antes, não creio que o magistério possa se contradizer ! Se há interpretações ruins, que sejam abandonadas. Mas enfim, esse assunto da hermenêutica da continuidade já foi tão repetidamente abordada e por pessoas infinitamente mais competentes que eu… não voltarei a falar nisso…
Quem é evangelizador sabe que a melhor maneira de conseguir que alguém nos ouça é ouvindo primeiro. Não dá para conseguir que a pessoa baixe a guarda jogando termos como “herege” na cara… pessoas em erro contumaz, que agem de má-fé, podem e devem ser tratadas com a rigidez que a situação requer… mas para a maioria das pessoas, o diálogo é o melhor caminho de conseguirmos a atenção delas. Se elas estiverem na defensiva, não conseguiremos que a mensagem frutifique, o terreno não estará fértil. Creio que por isso a escolha de nos referirmos a protestantes como cristãos separados, para facilitar o diálogo – diálogo que só pode ter como objetivo a conversão.
Alguém já disse antes: mais fácil pegar moscas com mel que com vinagre.
Por outro lado, o ecumenismo não pode cair na água-com-açúcar sem conteúdo. Não pode ser baseado em sentimentalismo cor-de-rosa… como disse o nosso Papa na sua última encíclica, “Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente”. Um pretenso ecumenismo que diz que todas as religiões são iguais, que devemos achar um denominador comum (geralmente com católicos se esvaziando de suas crenças e símbolos para agradar), isso não é o verdadeiro ecumenismo, isso é… desculpa para não evangelizar, isso é trair a missão redentora da Igreja por respeitos humanos.
As perguntas do Francisco são as minhas também… fico pensando… até quando ? Já me falaram, que a Igreja tem seu tempo, que não é o nosso… então confio nisso, pois eu também não compreendo… por mim, saía punindo, advertindo, fazendo, acontecendo… mas preciso confiar na sabedoria de uma instituição bimilenar, que é guiada pelo Espírito Santo… mesmo que não entenda sua maneira de atuar…
Pedro,
“Aos nossos irmãos separados perguntamos agora; o que é feito destas magníficas promessas? Onde está a pedra fundamental? Onde o grande edifício? Onde as chaves? Onde o cajado do supremo Pastor? Talvez com Lutero, com Calvino, com Zwinglio, com Henrique VIII? Com quem estará Cristo até a consumação dos séculos? Com queme stava antes que nascesse o monge apóstata? Necessariamente com a Igreja” Pe. Leonel Franca em “Igreja, Reforma e Civilização”
“Os que nos acusam não sabem que nos anima. Não somente não queremos molestar os dissidentes estabelecidos no Brasil, como os Bispos e Católicos da França, da Alemanha, da Inglaterra, dos Estados Unidos, não querem molestar, nem molestaram jamais os dissidentes que convivem com eles naqueles países; mas ainda, como toda a Igreja Católica, dilatamos o nosso coração na caridade de Jesus Cristo para todos os nossos irmãos separados, dispostos a derramar o nosso sangue, a perder a própria vida, se este sacrifício fora necessário para os ver unido conosco pelos laços da mesma fé, no grêmio da santa Igreja Católica, nossa Mãe comum” Carta do episcopado brasileiro de 1890
Inclusive S. Pedro Canísio, Martelo dos Hereges, responsável pelo retorno de regiões então perdidas para o protestantismo, cunhava o mesmo termo. Pode confirmar em “Daniel-Rops, volume V, página 66.”
O termo, por si só, não é herético, errado e inoportuno. Se alguém o interpreta de forma obtusa e heterodoxa, aí é outra história, mas isso não tolhe o seu verdadeiro significado.
Em Cristo,
Pedro Ravazzano
S.S. Papa Paulo VI, na encíclica Ecclesiam suam, nos ensina um pouco da dinâmica do diálogo:
48. Descobre-se no diálogo como são diversas as vias que levam à luz da fé, mas como apesar disso é possível fazê-las convergir para o mesmo fim. Ainda que sejam divergentes, podem tornar-se complementares, levando o nosso raciocínio para fora das sendas comuns e obrigando-o a aprofundar as investigações e a renovar os modos de expressão. A dialética deste exercício de pensamento e de paciência far-nos-á descobrir elementos de verdade mesmo nas opiniões alheias, obrigar-nos-á a exprimir com grande lealdade a nossa doutrina, e tornar-nos-á merecedores, já só pelo que nos custou expô-la às objeções e à assimilação lenta de quem nos ouve. Tornar-nos-á sábios, far-nos-á mestres.
O termo “irmão separado”, jamais é designado para identificar o herege ou cismático como sendo também Cristão. Irmãos em Cristo são unicamente os católicos. Não goza dessa união os que se separaram da Verdadeira Igreja ou os que se recusam ouvi-la. Não é verdadeiro Cristão quem não aceita uma verdade sequer que a Igreja nos propõe a crer. A mortalium animos deixa isso bem claro.
O termo irmão separado, designa a “unidade de uma origem comum”, “a igualdade de natureza”, “a unidade de fim imediato”, “unidade de fim sobrenatural”… etc…
Portanto, é equivocado os que se referem aos hereges como irmãos separados, com isso também os designando como cristãos. E nisso pouco importa também que algum Papa ou apologeta tenha se referido aos não católicos como Cristãos…
Quanto a utilizar-se as palavras “hereges e cismáticos” se equivocam grandemente quem acha que essas palavras são utilizadas apenas para serem jogadas na cara dos não católicos. Essas palavras devem ser usadas nos momentos propícios, com a correta diretriz, porque o não uso delas acarretaria danos as almas… dizer que é para jogar na cara das pessoas é um atentado para com os nossos santos, com São Paulo e até com o próprio Cristo.
Eu me recuso a usar de citações… Para mim isso é refugio de covarde, que apela para um principio de autoridade.
A matéria tratada aqui é algo que os simples ditames da razão nos oferece possibilidade de chegar a uma conclusão prática…
Mas como toda matéria, ela precisa de suas corretas diretrizes… uma pessoa deboa vontade que busca ansiosamente pela Verdade, jamais merece ser chamado de herege, mas é honesto avisarmos a tal pessoa que ela vive em heresia…
Como não é ofensivo nos referirmos, em termos gerais, aos protestantes de hereges… Porque na verdade é o que eles são;é uma questão de dicionário… nada de irmãos separados… isso pode transmitir uma idéia totalmente equivocada a uma terceira pessoa alheia ao debate, como se o católico desse algum tipo de endosso a situção adversa do não católico…
E por aí vai…
quando eu fiz referência ao uso de citações, eu me refiro unicamente ao uso de citações nessa matéria tratada, cujo debate pode facilmente nos levar a conclusões que nos satisfaçam intelectualmente. Claro que o uso de citações é valido… o que é condenável é a pessoa querer “ganhar” a discussão utilizando-se equivocadamente da autoridade de terceiros…
como eu disse anteriormente, nessa matéria tratada, a cada 10 citações de exressões sentimentais utilizadas para com os hereges ou protestantes, poderiamos pegar mil citações opostas com os termos opostos que não se utilizam mais depois do CVII…
Até agora eu não fiz referência a isso. Mas é engraçado encontrarmos no site VS expressões não puco caridosas com os tradicionalistas e expressões melosas para com os protestantes.
Quem souber me explique… E não faço referência a esse fato para provocar, mas apenas para mostrar que não falto com a razão ao defender um ponto de vista…
Se é valido utilizar-se expressões que transimitem a realidade em relação aos ‘tradicionalistas’, isso na visão do VS é claro, por que não seria lícito utliziarmos as palavras corretas para designarmos os protestantes?
Será que quem nega as boas obras, a Santa Virgem, o Papa, merece mais apreço do que quem recusa o ecumenismo?
A fé, naqueles que sofrem de ignorância invencível, pode ser implícita em relação a muitos mistérios da fé, inclusive o da Igreja (S. Th., II-II, q.2, a.6). Cf. Carta do Ofício ao Arcebispo de Boston, onde se diz:
“E não se deve nem mesmo pensar que seja suficiente um desejo qualquer de aderir à Igreja para que o homem seja salvo. Exige-se, realmente, que o desejo mediante o qual alguém é ordenado à Igreja seja moldado pela perfeita caridade; e o voto implícito não poderá ter efeito se o homem não tiver a fé sobrenatural”
Pode-se dizer que alguém não está em ignorância invencível?
“Com efeito, pela fé há de sustentar-se que fora da Igreja Apostólica Romana ninguém pode salvar-se; que esta é a única arca da salvação, que quem nela não tiver entrado, perecerá no dilúvio. Entretanto, também é preciso ter por certo que aqueles que sofrem de ignorância da verdadeira religião, se aquela [ignorância] é invencível, não são eles ante os olhos do Senhor réus por isso de culpa alguma. Ora pois, quem será tão arrogante que seja capaz de assinalar os limites desta ignorância, conforme a razão e a variedade de povos, regiões, caracteres e de tantas outras e tão numerosas circunstâncias?” (Pio IX, Alocução Singulari Quadam, 1854, Denzinger, 1647).
E que autoridade devemos dar a esses ensinamentos?
“Nem se deve crer que os ensinamentos das encíclicas não exijam, por si, assentimento, sob alegação de que os sumos pontífices não exercem nelas o supremo poder de seu magistério. Entretanto, tais ensinamentos provêm do magistério ordinário, para o qual valem também aquelas palavras: “Quem vos ouve a mim ouve” (Lc 10,16); e, na maioria das vezes, o que é proposto e inculcado nas encíclicas, já por outras razões pertence ao patrimônio da doutrina católica. E, se os romanos pontífices em suas constituições pronunciam de caso pensado uma sentença em matéria controvertida, é evidente que, segundo a intenção e vontade dos mesmos pontífices, essa questão já não pode ser tida como objeto de livre discussão entre os teólogos.” (Lc 10,16)”
Uma coisa não exclui a outra; tanto se pode utilizar “herege” ou “cismático”, como “irmão separado”. Depende da circunstância, mas algumas características do diálogo, segundo Paulo VI, são a prudência e a mansidão.
Pode-se dizer que alguém não está em ignorância invencível?
“Com efeito, pela fé há de sustentar-se que fora da Igreja Apostólica Romana ninguém pode salvar-se; que esta é a única arca da salvação, que quem nela não tiver entrado, perecerá no dilúvio. Entretanto, também é preciso ter por certo que aqueles que sofrem de ignorância da verdadeira religião, se aquela [ignorância] é invencível, não são eles ante os olhos do Senhor réus por isso de culpa alguma. Ora pois, quem será tão arrogante que seja capaz de assinalar os limites desta ignorância, conforme a razão e a variedade de povos, regiões, caracteres e de tantas outras e tão numerosas circunstâncias?” (Pio IX, Alocução Singulari Quadam, 1854, Denzinger, 1647).
Pior do que “irmão separado”,é usar o termo “evangélico”.Acho q devemos chamá-los de “protestante” .É o que melhor exprime a postura deles para com os católicos,além de ser historicamente o mais correto.
“Por tanto, los que han recibido el bautismo, aunque sean herejes o cismáticos, por el mismo hecho de recibir el bautismo, son miembros de la Iglesia Católica, si bien por los pecados de herejía o de cisma son miembros se-parados. También están obligados en justicia a observar todos los preceptos-de la Iglesia y no ha de decirse que están libres de esta obligación (Conc. Tridentino D 864).”
(Suma de la sagrada teología escolástica, dos Padres da Companhia de Jesus)
Muita gente pensa que a Igreja antes do Concílio Vaticano II era contra a liberdade religiosa de aceitar ou não o batismo. Pelo contrário, há diversas intervenções dos Papas dizendo claramente que ninguém deve ser forçado ao batismo. Inocêncio III mesmo tratou de proteger os judeus que fossem forçados ao batismo, ameaçados ou maltratados de qualquer forma. O que a Igreja sempre ensinou é que o indivíduo, uma vez batizado, torna-se sujeito às leis da Igreja. Por isso, os hereges e os cismáticos não estavam sujeitos à mesma liberdade religiosa que os judeus e os maometanos. O texto acima da Suma deixa bem claro que o batismo é um elo de ligação com a Igreja. Todo batizado é membro da Igreja; se subjetivamente ele possui o pecado de cisma ou de heresia, torna-se um membro rebelde, separado. Se subjetivamente, não pecou (caso dos que estão em ignorância invencível), é um membro interno e não visível da Igreja.