Vaticano II: pontos obscuros influenciados pelo modernismo, sim; heresia manifesta, não
Mais uma vez, uma autoridade vaticana vem a público confirmar o que há tempos repetimos. Há problemas na interpretação e na aplicação dos textos do Concílio Ecumênico Vaticano II. Tal se dá, explica Mons. Brunero Gherardini, secretário da Academia Pontifícia de Teologia, por conta de ações dos modernistas – sobretudo de alguns setores da Aliança Européia – durante o referido Sínodo.
Isso, entretanto, não nos impede de receber o Vaticano II, de vê-lo como protegido pelo Espírito Santo, e de entendê-lo à luz da Tradição, como continuador da mesma.
Importa que os pontos obscuros sejam aclarados. E isso não compete aos leigos, principalmente aos leigos que se pretendem críticos do Concílio, repelindo-o com um anátema. À luz do Magistério “de sempre”, como bem explica D. Fernando Arêas Rifan em sua claríssima exposição “O Magistério Vivo da Igreja”, cabe inserir os textos do Concílio, mesmo os mais “problemáticos”, na ortodoxia católica. E tal tarefa é direito e dever do Papa, não nossa. No máximo, podemos, leigos, padres, teólogos, ajudar pontuando alguns itens, e sugerindo interpretações. A palavra final, contudo, é do Papa. O mesmo Papa que, reiteradas vezes, tem dito que o Vaticano II é ortodoxo e, escândalo para alguns tradicionalistas radicais, a base de seu pontificado.
Do Vaticano II, ortodoxo segundo o Papa, precisa-se é aproveitar o que está claro e interpretar – tarefa, repetimos, do Papa – o “escuro”.
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