Cristo novamente proscrito – Os crucifixos e as repartições públicas

2009 agosto 20
by Taiguara Fernandes

O Ministério Público pediu a retirada de símbolos religiosos das repartições públicas federais de São Paulo.

Pura intolerância religiosa.

Alega-se aquela velha abobrinha da “laicidade do Estado”. Ora, que o Estado é laico sabemos. O Estado é laico, mas o povo é religioso – e, em sua maioria, católico.

Por que motivo, então, retirar os símbolos religiosos das repartições públicas?

Este não é um Estado democrático, e como tal não vale a vontade da maioria – afinal, governo do povo, numa democracia, é governo da maioria?

E a maioria do povo não é católica?

A verdade é que os que exigem a retirada de símbolos religiosos das repartições públicas não são os membros de outras religiões: são, em primeiro lugar e antes de tudo, os ateus, os anti-religiosos.

É o seu ódio anti-religioso que lhes faz descambar nesta intolerância exigir tais absurdos. E usar a laicidade do Estado para justificá-lo é um cabal oportunismo. O Estado é laico, mas o povo é religioso – e católico, em sua maioria. O Estado é laico, mas não é ateu, como eles querem: está lá, no Preâmbulo da Constituição Federal o “sob a proteção de Deus”.

O Conselho Nacional de Justiça já concluiu que os crucifixos em repartições públicas não são ofensivos.

Ora, este país foi fundado por católicos. Esta nação possui na sua gênese o Catolicismo. Esta nação caminhou e caminha com o Catolicismo até hoje. O contributo intelectual, cultural, jurídico, etc, da religião católica para esta nação é inegável até para quem não o deseje aceitar.

Não reconhecer isso, sim, é que é uma violência!

Não reconhecer as raízes cristãs desta sociedade, as suas tradições mais caras e genuínas, é que é uma violência ao povo.

São inegáveis, para quem que seja, as raízes cristãs desta nação, o contributo da religião católica à formação deste país.

Não se queira, pois, negá-lo agora. Seria como negar o judaísmo em Israel e querer-se retirar de sua bandeira a Estrela de Davi!

A propósito, para os ateus intolerantes, é preciso perguntar se também vão querer alterar a nossa bandeira: ela ainda possui o Cruzeiro do Sul. Nossas notas de dinheiro ainda carregam o “Deus seja louvado”.

E nos Estados Unidos da América, o país símbolo dos libertários, o Presidente ainda jura sobre a Bíblia a defesa da Constituição, as testemunhas nos Tribunais ainda juram sobre a Escritura que dirão a verdade. E o Chefe de Estado ainda finaliza seus discursos com um bom e sonoro: “God bless you, and may God bless the United States of America”.

E na Inglaterra o povo ainda brada: “God save the Queen!”

São tradições, marcos da religiosidade do povo – porque o homem, queira-se ou não, é um ser religioso. E nada disso pode ser negado.

Além de que uma imagem de Cristo crucificado no Tribunal é uma enfática lembrança de sua responsabilidade de julgar conforme a reta justiça: qual maior exemplo de inocente condenado injustamente do que Nosso Senhor Jesus Cristo?

Sabemos, contudo, que esta investida odiosa contra os crucifixos e demais símbolos religiosos nada mais é do que uma fase a mais no grande plano de banimento de Deus da vida humana e de propagação do ateísmo sistemático – a começar pela vida social.

Felizmente ainda existem magistrados sensatos, como o Dr. William Douglas, um juíz protestante que saiu em defesa dos crucifixos, condenando este ódio e intolerância anti-religiosos. O texto, recheado de argumentos, pode ser lido aqui.

9 Responses leave one →
  1. 2009 agosto 22
    Augusto Primo permalink

    Será?

    “O Estado é laico, mas o povo é religioso – e, em sua maioria, católico.”

    Se contarmos os batizados essa afirmação é correta. Mas se contarmos os que crêem firmemente e praticam a religião, essa afirmação é incorreta e a meu ver não serve como argumento entre os outros argumentos.

    Augusto Primo

  2. 2009 agosto 28
    Eduardo Araújo permalink

    “Se contarmos os batizados essa afirmação é correta. Mas se contarmos os que crêem firmemente e praticam a religião, essa afirmação é incorreta e a meu ver não serve como argumento entre os outros argumentos.”

    Grande falácia.

    Devemos nos basear em que então: nos dados fornecidos pelos censos oficiais ou no subjetivismo de quem ACHA que os verdadeiros católicos praticantes são minoria?

    Não existe qualquer levantamento, muito menos estudo aproximativo que possibilite afirmar que os que “crêem firmemente e praticam a religião” não compõem a maioria”. Então, qual a base para essa afirmação? Nenhuma, logo ela, sim, é incorreta.

    A democracia deve se amparar em quê? Nos dados oficiais, levantados censitariamente, ou no achismo anti-religioso? Este chega a um nível tal de desespero, ódio estúpido e intolerância que num assomo de imbecilidade quer solapar até os dados existentes e fazer valer os de seu interesse, para vomitar baboseiras como essa de que os verdadeiros religiosos seriam minoria.

    Sobre o Cruzeiro do Sul, é capaz de dentro em breve os ateus anti-religosos, na sua infinita estupidez, requisitarem à IAU (International Astronomic Union) a mudança de nome da constelação, afinal ela é, sim, um crucifixo (crux). Gentezinha idiota, grotesca, imbecil.

  3. 2010 janeiro 28

    Israel não é um estado laico.

  4. 2010 janeiro 28

    “Felizmente ainda existem magistrados sensatos, como o Dr. William Douglas, um juíz protestante que saiu em defesa dos crucifixos, condenando este ódio e intolerância anti-religiosos. O texto, recheado de argumentos, pode ser lido aqui.”

    Vou fazer comentários sobre o texto.

    “O Estado é laico, isso é o óbvio, mas a laicidade não se expressa na eliminação dos símbolos religiosos, mas na tolerância aos mesmos.”

    Estado laico é aquele que não sofre influência ou controle por parte de alguma religião. Democracia não é a ditadura da maioria. 51% da população não podem escravizar os 49% restantes, é óbvio. Existem cláusulas pétreas, como a liberdade religiosa, respeito a todas as crenças e à descrença. Claro que isto é algo recente! O cristianismo foi uma minoria ruidosa durante o Império Romano. Não queria ser mais uma crença; queria ser a única. E depois foi aquela árvore gigantesca sob cuja copa nenhuma outra crença podia germinar. Com certeza a Igreja Católica resmungou muito com a constituição de 1891, quando foi feita a saudável separação entre Estado e Igreja, do mesmo modo que resmungaram com o fim da monarquia, com a democracia. Antes disso, fiéis de outras confissões não podiam sequer construir um templo.

    Há, no trecho selecionado, uma clássica falácia da pressuposição. Quem disse que o Estado deseja a eliminação dos símbolos religiosos? Quem disse que as paredes lisas da Câmara de Vereadores de uma cidade qualquer, sem crucifixos, significam intolerância religiosa? Se o juiz quiser ter um crucifixo sobre sua mesa, pendurado no pescoço, tudo bem. O poder público não pode estar associado a uma religião específica. Os brasileiros são católicos. O Brasil não tem religião. Não tem consciência. Tampouco o Estado.

  5. 2010 janeiro 28

    “Nessa toada, como prenuncia o poema ‘No caminho, com Maiakóvski’, o culto e devoção terão que ser feitos em sigilo, sempre sob a ameaça de que alguém poderá se ofender com a religião do próximo.”

    Opa, citou um autor eslavo! Só pode estar certo!

    Aqui temos o “Reductio ad absurdum”, a famosa falácia da rampa escorregadia: “Se permites que teu filho de cinco anos roube um beijo na bochecha da amiguinha hoje, logo ele irá agarrá-la e, mais tarde, se tornará um maníaco sexual!” Diziam, nos anos 50, coisas assim do futuro do rock’n roll e de seus “adeptos”. Enfim. Esse parvo afirma que se os espaços públicos passarem a ter quatro paredes lisas, logo logo um “Estado Ateu” obrigará as pessoas a rezarem escondidas.

    —//—

    “Nesse passo, eu, protestante e avesso às imagens (é notório o debate entre protestantes e católicos a respeito das imagens esculpidas de Santos), tive a ocasião de ver uma funcionária da Vara Federal onde sou Titular colocar sobre sua mesa uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida. Vi tal ato com respeito, vez que cada um escolhe sua linha religiosa. A imagem não me ofendeu, mas sim me alegrou por viver em um país onde há liberdade de culto”

    Falácia da Pressuposição. Onde já se viu um Estado laico e democrático exigir que se tire a santinha que alguém colocou em cima da própria mesa de trabalho? Outra coisa seria cada escrivaninha de uma repartição pública ser confeccionada com uma cruz entalhada e com os dizeres “In Corde Christi”.

    E aqui ele tenta passar credibilidade, afinal é protestante. Poderia até valer-se desse movimento do “Estado Ateu” para eliminar símbolos religiosos do país inteiro, inclusive aquela “Vossa” Senhora Aparecida sobre a geladeira e lucrar como protestante, avesso à idolatria, crime que, segundo seu deus, deve ser punido com a morte. Mas não, claro! Por isso o texto tem credibilidade…

  6. 2010 janeiro 28

    “O crucifixo nas Cortes é, por sinal, uma salutar advertência sobre os erros judiciários e os riscos de os magistrados atenderem aos poderosos mais do que à Justiça.”

    Ah, sei, porque crucificaram um inocente… Ou porque a maioria pediu sua morte, e isto nos lembra que não devemos fazer as coisas porque a maioria exige, hehe.

    A cruz também pode lembrar as ordálias e as justas, aqueles sábios julgamentos feitos por Deus.

    Certamente, se tirarmos os crucifixos esta nossa justiça exemplar brasileira estará arruinada! Voltaremos à barbárie e políticos e demais salafrários não sofrerão mais punição alguma por seus crimes. E os nossos sapientíssimos juízes não serão mais capazes de tomar decisões justas…

    —//—

    “Além disso, se a medida for levada a sério, deveríamos também extinguir todos os feriados religiosos, mudar o nome de milhares de ruas e municípios e, ad reductio absurdum, demolir símbolos e imagens, a exemplo, que identificam muitas das cidades brasileiras, incluindo-se no cotidiano popular de homens e mulheres estratificados em variados segmentos religiosos.”

    Dia 12 de outubro é feriado. Para a maioria, é o dia da criança. Os não católicos e muitos católicos se lembram que é o dia da padroeira do Brasil quando ligam a TV. 25 de dezembro já era dia de festa antes do cristianismo. Era o dia do Sol Invicto. Assim como a Páscoa, o Solstício de Primavera. Acho que o Estado deve manter esses dias como feriados. Cada um comemora o que quiser.

    Quanto ao nome de ruas, de municípios, o autor se antecipou e já classificou o próprio texto como falácia. Reductio ad absurdum! Muito bem, William!

  7. 2010 janeiro 28

    “Os católicos que começaram este país deixaram sua fé cristalizada. Querer extrair tais vestígios afronta o nosso legado histórico.”

    Então os cristãos afrontaram o legado histórico greco-romano ao abolir as estátuas de Júpiter e ao fechar as escolas filosóficas. Aquela civilização “começou” a Europa e, por extensão, o Brasil. A diferença é que o cristianismo saiu quebrando tudo que era estátua e símbolo religioso não cristão. Proibiu tudo. Agora o Estado laico, que deve promover a tolerância e a diversidade religiosa – que não eram características “históricas” do catolicismo -, quer apenas não promover o catolicismo em detrimento de outras religiões, não associar-se a ele, simbólica ou visual ou efetivamente. É tão horrível isso?

    —//—

    “Esta nova vertente tem seus profetas, seus livros sagrados e dogmas, faz proselitismo, busca novos crentes (que nessa vertente de fé são os que optam por um credo que crê que não existe Deus algum). Como em todos os credos, há ateus educados e cordatos, e outros nem tanto. Há uma linha intolerante e, como ocorre em todas as religiões iniciantes ou pouco amadurecidas, mostra-se virulenta e desrespeitosa no ataque às demais. Nesse passo, apresenta outra característica de algumas religiões, a arrogância, prepotência e desprezo à capacidade intelectual dos que não seguem o mesmo credo.”

    Hum… A culpa de tudo é dos ateus… Os teístas são 99% do país, mas o 1% que não crê na existência de deus ou deuses está conspirando contra a pobre maioria oprimida. Todo esse debate é por causa dos ateus, que estão organizados e criando essa polêmica para jogarem protestantes contra católicos e depois tomarem o poder e proibir até os santinhos sobre as geladeiras. Já têm até templos secretos, que ninguém nunca viu. Têm um Papa, um comando central que pune hereges que fogem da doutrina ateísta…

    Nunca houve um ateísmo organizado, uma instituição com décadas, séculos ou milênios de existência, pela qual uma esmagadora maioria dos ateus se sinta representada, com uma hierarquia, que em algum momento tentou fazer uma revolução, tomou o poder e passou a perseguir crentes, com dogmas e verdades não questionáveis (e os consequentes hereges), passadas de pai para filho, onde o ceticismo e a crítica não são tolerados. Como já se disse, ateus costumam ser como gatos, impossíveis de pastorear. Há a tentativa de colocar algo que é fruto de ceticismo como uma mera crença, taxar assim a descrença de crença, chamar de deus a ausência de deuses. É como dizer que careca é um tipo de corte de cabelo, hehe – muitos crentes, é lógico, pegarão esta mera analogia e dirão que é melhor ter cabelo do que ser careca, hehe; calma! É uma analogia!

    Quando publicam livros explicando por que não crêem, ainda que sarcasticamente e ridicularizando religiosos, listando os males que a crença pode trazer (isto é questionável, claro, como tudo), logo um parvo como esse William o chama de intolerante, de xiita, de talibã, de fanático, que são nomes dados a loucos que queimam mesquitas e igrejas, apedrejam mulheres, usam viseira de burro, promovem matanças como a da Noite de São Bartolomeu, jogam aviões contra edifícios. O mesmo para o termo “cruzada”. Parvos como ele usam os termos como metáforas e depois fazem sutilmente a ponte para o literal, para tentar falaciosamente colocar todos no mesmo saco. Não querem ser criticados, tão somente. Querem o “religião não se discute” que só beneficia os líderes religiosos e suas verdades inquestionáveis, …

  8. 2010 janeiro 28

    “Ele está envolvido, como qualquer profeta, na profusão de suas ideias, fazendo palestras e livros, concedendo entrevistas e fazendo suas ‘cruzadas’”

    Tudo é religião, claro. De partidos políticos à campanha de Al Gore contra o aquecimento global, de dietas a estratégias empresariais. O parvo prefere a mordaça…

    Sistemas políticos baseados em ideologias, com profecias, divinização do ideólogo, “verdades” não falseáveis, repressão à crítica, são de fato muito parecidos com religião.

    Principalmente o comunismo. Duvido que os ateus, na URSS, se reuniam para professar seu ateísmo, rsrs. Parvoíce. Mas se reuniam em grandes salas sob os olhares severos de seus profetas, em grandes pinturas, (Marx e Engels) e santos como Lênin e Stalin. Liam em voz alta seus livros sagrados nas escolas, consideravam blasfêmia ridicularizar “O Capital”, enquanto creio que não haveria grandes problemas em se ridicularizar Meslier, Nietzsche, Bertrand Russel, Mark Twain, Demócrito ou outros autores afinados com o ateísmo. Os cartazes, da mesma forma, não exaltavam a glória do ateísmo mas a glória da Revolução Socialista, da foice e do martelo, dos camponeses heróicos. Não se exaltava algum símbolo de ceticismo e livre-pensamento, rsrs.

    —//—

    “Discutir os símbolos religiosos é mais fácil do que enfrentar a distribuição de renda, a fome, injustiça e a desigualdade social. Talvez mexer com os religiosos seja mais simples, divertido e seguro, mas certamente não mostra a capacidade de escolher prioridades.”

    “Enfrentar a distribuição de renda”, he he. O cara é juiz, heim!

    Ah… Então está proibido construir qualquer museu enquanto um único miserável estiver sem casa. Prioridades!

    Não podemos discutir caos aéreo enquanto houver fome, mesmo que seja na África. A vida de um africano vale menos do que a nossa?

    Como se discutir uma coisa nos impedisse de discutir outras. O sujeito é parvo no úrtimo.

    Na verdade, é tudo uma estratégia dos ateus para matar os católicos de fome, hehe. Malditos ateus!!!!!

  9. 2010 janeiro 28

    “A eliminação dos símbolos religiosos atende aos desejos de uma vertente religiosa perfeitamente identificada, e o Estado não pode optar por uma religião em detrimento de outras.”

    Ho ho ho! Os ateus são os que querem eliminar todos crucifixos do país. Ateísmo é religião. O Estado não pode optar por uma religião em detrimento de outras. Logo, os crucifixos devem ser mantidos nas salas de julgamento, nos plenários, na câmara, senado, escolas públicas, etc. Um ás no raciocínio – cacofonia deliberada!

    —//—

    “A solução correta é tolerar e conviver com as diversas manifestações religiosas, incluindo Jesus, Buda, Maomé, Allan Kardec, São Jorge etc., sem que ninguém deva se ofender com isso. Por fim, acaso fosse possível uma opção, não poderia ser pela visão da ‘minoria’ mas da ‘maioria’. O ‘respeito às minorias’ já está razoavelmente assimilado, mas isso não inclui o direito à tirania da minoria.”

    Não há qualquer fundamento que justifique que a religião majoritária deva merecer um tratamento especial do Estado.

    Vejamos bem… Dúvida cruel: colocamos um Crescente, uma Estrela de David, um gordo careca, uma imagem do Gasparzinho, um crucifixo ou uma parede vazia? Hum… Um crucifixo, claro! Sem tirania da minoria. Parede vazia também é tirania da minoria!

    De que minoria, se a “religião” dos ateus tem um símbolo, o tal “A”escarlate? Ah, claro, a minoria de 1% quer a parede vazia e depois (rampa escorregadia) pretende colocar o sagrado “A” escarlate!

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