Firmeza e adesão
Sou surpreendido com a seguinte notícia no jornal carioca “O Dia”: Fé em alta: quadruplica o número de novos padres. A notícia começa da seguinte forma:
Quem apostava que posições firmes e polêmicas da Igreja Católica, como a condenação do uso da camisinha, afastavam da instituição candidatos à vida sacerdotal, perdeu. O número de jovens que entram nos seminários todos os anos sugere que, ao contrário, há uma retomada da vocação religiosa brasileira. Só ano passado, o País ganhou 220 novos sacerdotes. O número é quatro vezes superior à média de ordenações feitas por ano até o fim da década de 90.
A tese subjacente é: firmeza atrai. Andam dizendo por aí que a firmeza doutrinal do Papa afasta as pessoas, que a Igreja do futuro é uma Igreja moderna e ultratolerante (leia-se “condescendente”), que ele morrerá isolado, que será “demitido” e outras loucuras que só passam pelas cabeças de alguns jornalistas que preferem seus próprios wishful thinkings aos fatos inegáveis. Dizem que o rebanho católico diminuirá (só aumenta), que as vocações minguarão (minguaram depois do relativismo dos anos 60 e 70, hoje são retomadas com pujança!) e que o Papa está isolado.
Mas cresce a Igreja, mormente a Igreja tradicional. O artigo ressalta o seminário de Niterói, cujo arcebispo é o fidelíssimo dom Alano Pena. Os seminários da Administração Apostólica, do IBP, da FSSP, do Instituto Cristo Rei estão transbordando. O seminário dos Legionários de Cristo recebe vocações legionárias e castrenses. Enfim, quanto mais se representa a fidelidade à Igreja e a sua tradição, mais atraente é para as vocações. É um tremendo cala-boca nos que sentenciam o fim de Bento XVI.





Cabe ressaltar, meu caro Luís Guilherme, que os Legionários não só recebem vocações religiosas e, das diocesanas, as castrenses. Há dois seminários, um em Roma e outro em Itapecerica da Serra, que recebem exclusivamente seminaristas diocesanos, entre os quais os castrenses.
Ou seja, além dos seminários legionários próprios para a formação dos seus noviços e professos, a Legião mantém duas casas para formar, com a pedagogia e espiritualidade legionárias (que inclui irrestrita fidelidade ao Papa, amor à Virgem, devoções tradicionais, uso amplo do latim nas duas formas do rito romano, visitas eucarísticas, exposições do Santíssimo, Missas diárias, incenso, casula, batina, clergyman, amor pelo Concílio e pela Tradição, uso dos meios modernos de comunicação e das conquistas do homem contemporâneo, sem deixar o que nos foi relegado pelos nossos pais) futuros padres para as Dioceses, para ajudar os Bispos. E esses padres são treinados para, por sua vez, aplicar o que aprenderam para os seus colegas diocesanos, quem sabe até mesmo como reitores de seus próprios seminários!
Além de formar os seus, a Legião ajuda a formar (E BEM FORMADOS) os das Dioceses, principalmente do Brasil!
Não vou tocar na tese subjacente: firmeza atrai!
Concordo que mormente a Igreja tradicional cresce e que “quanto mais se representa a fidelidade à Igreja e a sua tradição, mais atraente é para as vocações.”
Contudo gostaria de falar sobre o número de vocações sacerdotais e a qualidade dessas vocações.
Ao meu ver essa notícia é demasiado otimista! O número de padres aumentou, mas ainda é insuficiente. Além disso, há de se ver também a qualidade dessas vocações. Se essas vocações são de boa qualidade, se são padres piedosos e ortodoxos, haverá uma renovação moral, cultural, espiritual da sociedade! Ora, ainda há muito por fazer ou acontecer para essa renovação existir de modo satisfatório.
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PAX
Alex A.B. foi perfeito na colocação.
De fato, não queremos uma igreja repleta de padres… péssimos.
De nada adianta os seminários estarem lotados de candidatos… sem vocação (????) Torço e rezo sinceramente pelas vocações de nosso país, para o bom encaminhamento das almas, mas basta conversar com alguns seminaristas para ver que a realidade não é tão animadora assim.
” Enfim, quanto mais se representa a fidelidade à Igreja e a sua tradição, mais atraente é para as vocações.”
É jistamente por isso, só pra completar a lista do caro Luis, que os seminários da FSSPX também já não tem suportado mais os números de candidatos. São muitos…
Deo Gratias.
Considero, pelas palavras do Dr. Rafael, excelente o programa formativo dos Legionários.
Por outro lado, os legionários são pouco conhecidos no Brasil.
Acho que os legionários deveriam procurar se expandir mais pelo Brasil, sobretudo em direção ao centro do Brasil.
Poderiam ter também outro seminário como o de Itapecerica em Brasília ou em alguma cidade próxima.