A CNBB foi tão clara como a noite!

2009 março 16
by Pedro Ravazzano

Os Bispos da CNBB resolveram se pronunciar no fim da semana passada sobre o caso do aborto em Pernambuco. O que seria motivo de regozijo passou a ser motivo de vergonha. Bom seria se tivessem mantido simplesmente aquelas notas. Meu Deus, quando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil vai aprender que a mídia não só não é católica como se opõe a Igreja? Ou seja, já existe uma predisposição a não entender o assunto – já que não conhecem – e a entender de forma errada, adaptando tudo ao ideário que defendem e pretendem defender. Em suma, a clareza tinha de ser o norte das notificações e pronunciamentos. Além disso, é claro, há um fator que é essencial; a CNBB deve priorizar a exatidão para que assim, por meio de palavras bem ditas, a sã doutrina possa ser ensinada e transmitida. Do que adianta ser um bom e fiel bispo se não parece um bom e fiel bispo? Adotar um discurso fraco e não-objetivo – não necessariamente relativista – é pecar por falta de prudência, ainda mais quando sabemos que os inimigos esperam ansiosos o menor deslize do clero.

O pronunciamento não foi exato, claro e simples, como pede a caridosa postura da Igreja, afinal isso é o que se espera daquela que se sustenta na Verdade.

O portal G1 veiculou a notícia com esse título: “Para CNBB, ninguém foi excomungado em caso de aborto de menina de 9 anos”. O Jornal do Brasil veiculou a mesma notícia com o seguinte título: “CNBB apoia excomunhão dos envolvidos no aborto de criança pernambucana”. Isso é uma prova de como o pronunciamento da CNBB que, mesmo não contradizendo a posição do Arcebispo – que se sustenta no Direito Canônico, afirmando categoricamente a pena de excomunhão latae sententiae aos fiéis (católicos maiores de 16 anos) que realizam o aborto -, não foi nada enfático na defesa de dom José e do lamentável transcorrer dos fatos. Tristes consequências são geradas dessa falta de postura; primeiro que parece, para o grande público, que a Igreja sequer consegue chegar a um consenso quanto às suas normas canônicas; em segundo lugar, o valoroso dom José passa a se enxergar praticamente sozinho na luta em defesa da vida – poucos são os sucessores dos Apóstolos que aparecem em seu apoio -; e, em terceiro lugar, para piorar, muitos sacerdotes árduos opositores da cultura de morte, que defenderam com fidelidade a postura da Igreja, se encontram desacreditados já que, por meio dessa aparente oposição da CNBB, são contraditos pelos bispos da conferência. Em suma, faltou objetividade e clareza nas palavras, faltou cuidado e zelo ao tratar de um tema tão polêmico envolto em opiniões pessoais e usado pelos anticlericais como a ponta da lança na luta contra a Igreja.

(Veja o pronunciamento dos bispos na íntegra)

10 Responses leave one →
  1. 2009 março 16
    João Marcos permalink

    o jornal L’osservatore Romano, de 15/03/09, trouxe uma reportagem do Mosenhor Fisichela sobre o caso em questão. Peço que comentem, porque, ao que tudo indica, ele criticou a forma como foi passada a informação.

    Segue o link: http://www.vatican.va/news_services/or/or_quo/062q01.pdf

    É a reportagem da coluna da direita…

    Té mais

  2. 2009 março 16
    Alex A. Borges permalink

    Segundo o Pe. Paulo Ricardo, em participação hoje (16-03-2009) no True OutSpeak, programa semanal de rádio via internet de Olavo de Carvalho, o Cardeal Rino Fisichella escreveu no L’Osservatore Romano , sem estar bem informado dos acontecimentos, um artigo sobre o caso da menina de nove anos, vítima de estupro em Alagoinhas.

  3. 2009 março 17
    Ramiro Duarte permalink

    Existe também o problema que as Redes de TV parece sempre ser contra a Nossa Igreja, qualquer opinião ou atiudes tomadas, a grande midia e contraria, as vezes por pura “pirraça”, isso tudo por não conhecerem nossa Doutrina e Historia. Como eu mesmo aprendi aqui no site “Juízo temerário” quando se falar de assuntos que não se conhece! Nossos irmãozinhos por ai não especializados a fazer!

    Fiquem com Deus!
    Que Cristo Rei e Maria os abençoe!

  4. 2009 março 17

    Fiquei profundamente consternada ao ler esta notícia no ZENIT em que o presidente da Pontifícia Academia para a Vida, Dom Rino Fisichella, deplora o que se sucedeu com o caso da menina de Alagoinhas e julgou como “apressada” a declaração de Dom José Cardoso Sobrinho, além de “lamentar a precipitação em um caso moral entre os mais delicados”, afirmando que “não era preciso tanta urgência e publicidade ao declarar um fato que se realiza de maneira automática.»

    Houve insinuação de que faltou misericórdia ao tratar do caso.
    A reação «apressada» do arcebispo de Olinda e Recife, lamenta Dom Fisichella, fez com que o ensinamento da Igreja aparecesse «aos olhos de muitos como insensível, incompreensível e sem misericórdia».

    É verdade que a menina «trazia consigo outras vidas inocentes como a sua, não obstante fossem frutos da violência, e foram ceifadas; isso, todavia, não basta para fazer um julgamento que pesa como uma guilhotina.»

    Quanto a posição do médico, esta é tratada como “Dilema” … que as condições de saúde da menina era precária
    …«uma escolha como essa de ter que salvar uma vida, sabendo que coloca em sério risco outra, jamais é vivida com facilidade».
    «Ninguém chega a uma decisão desse tipo com desenvoltura; é injusto e ofensivo pensá-lo», afirma.
    Enfim, não vou reproduzir todo o texto que poderá ser encontrado no link. Mas confesso que fiquei muito abalada ao ler a notícia.

    A minha consciência diz que Dom José agiu de acordo com o que ensina a Igreja, com o que diz o CDC. De repente, não bastasse os golpes desferidos contra ele vindo de todos os lados, ainda mais esse. Vejo isso como um tiro de misericórdia contra o bispo.

    De que lado ficamos nós? O bispo errou? Estávamos contra a Igreja ao apoiarmos o Bispo? Estávamos errados em defender a vida de dois inocentes que foram covardemente assassinados? E agora, vamos virar às costas ao Bispo?

    Afinal de contas esta informação procede? Foi divulgada essa informação no L’Osservatore Romano?

    http://www.zenit.org/article-21074?l=portuguese

  5. 2009 março 17

    Comparando com a CNBB isso me soa como uma bomba atômica. Se a imprensa já fez todo o estardalhaço com a declaração da CNBB, imagina com a do próprio Vaticano. Como católicos qual a posição que devemos tomar?

  6. 2009 março 17

    DECLARAÇÃO DA ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

    A respeito do artigo intitulado “Dalla parte della bambina brasiliana” e publicado no L´OSSERVATORE ROMANO no dia 15 de março, nós, abaixo assinados, declaramos:

    1. O fato não aconteceu em Recife, como diz o artigo, mas sim na cidade de Alagoinha (Diocese de Pesqueira).

    2. Todos nós – começando pelo pároco de Alagoinha (abaixo assinado) -tratamos a menina grávida e sua família com toda caridade e doçura. O Pároco, fazendo uso de sua solicitude pastoral, ao saber da notícia em sua residência, dirigiu-se de imediato à casa da família, onde se encontrou com a criança para lhe prestar apoio e acompanhamento, diante da grave e difícil situação em que a menina se encontrava. E esta atitude se deu durante todos os dias, desde Alagoinha até Recife, onde aconteceu o triste desfecho do aborto de dois inocentes. Portanto, fica evidente e inequívoco que ninguém pensou em primeiro lugar em “excomunhão”. Usamos todos os meios ao nosso alcance para evitar o aborto e assim salvar as TRÊS vidas. O Pároco acompanhou pessoalmente o Conselho Tutelar da cidade em todas as iniciativas que visassem o bem da criança e de seus dois filhos. No hospital, em visitas diárias, demonstrou atitudes de carinho e atenção que deram a entender tanto à criança quanto à sua mãe que não estavam sozinhas, mas que a Igreja, ali representada pelo Pároco local, lhes garantia a assistência necessária e a certeza de que tudo seria feito pelo bem da menina e para salvar seus dois filhos.

    3. Depois que a menina foi transferida para um hospital da cidade do Recife, tentamos usar todos os meios legais para evitar o aborto. A Igreja em momento algum se fez omissa no hospital. O Pároco da menina realizou visitas diárias ao hospital, deslocando-se da cidade que dista 230 km de Recife, sem medir esforço algum para que tanto a criança quanto a mãe sentissem a presença de Jesus Bom Pastor que vai ao encontro das ovelhas que mais precisam de atenção. De tal sorte que o caso foi tratado com toda atenção devida da parte da Igreja e não “sbrigativamente” como diz o artigo.

    4. Não concordamos com a afirmação de que “a decisão é árdua… para a própria lei moral”. Nossa Santa Igreja continua a proclamar que a lei moral é claríssima: nunca é lícito eliminar a vida de um inocente para salvar outra vida. Os fatos objetivos são estes: há médicos que explicitamente declaram que praticam e continuarão a praticar o aborto, enquanto outros declaram com a mesma firmeza que jamais praticarão o aborto. Eis a declaração escrita e assinada por um médico católico brasileiro: “(…) Como médico obstetra durante 50 anos, formado pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, e ex chefe da Clínica Obstétrica do Hospital do Andaraí, onde servi 35 anos até minha aposentadoria, para dedicar-me ao Diaconato, e tendo realizado 4.524 (quatro mil quinhentos e vinte e quatro) partos, muitos de menores de idade, nunca precisei recorrer ao aborto para “salvar vidas”, assim como todos os meus colegas íntegros e honestos em sua profissão e cumpridores de seu juramento hipocrático. (…)”.

    5. É falsa a afirmação de que o fato foi divulgado nos jornais somente porque o Arcebispo de Olinda e Recife se apressou em declarar a excomunhão. Basta ver que o caso veio a público em Alagoinha na quarta-feira, dia 25 de fevereiro, o Arcebispo se pronunciou na imprensa no dia 03 de março e o aborto se deu no dia 4 de março. Seria demasiado imaginar que a imprensa brasileira, diante de um fato de tamanha gravidade, tenha silenciado nesse intervalo de seis dias. Assim sendo, a notícia da menina (“Carmen”) grávida já estava divulgada nos jornais antes da consumação do aborto. Somente então, interrogado pelos jornalistas, no dia 3 de março (terça-feira), o Arcebispo mencionou o cânon 1398. Estamos convictos de que a divulgação desta penalidade medicinal (a excomunhão) fará bem a muitos católicos, levando-os a evitar este pecado gravíssimo. O silêncio da Igreja seria muito prejudicial, sobretudo ao constatar-se que no mundo inteiro estão acontecendo cinqüenta milhões de abortos cada ano e só no Brasil um milhão de vidas inocentes são ceifadas. O silêncio pode ser interpretado como conivência ou cumplicidade. Se algum médico tem “consciência perplexa” antes de praticar um aborto (o que nos parece extremamente improvável) ele – se é católico e deseja observar a lei de Deus – deve consultar um diretor espiritual.

    6. O artigo é, em outras palavras, uma direta afronta à defesa pela vida das três crianças feita veementemente por Dom José Cardoso Sobrinho e demonstra quanto o autor não tem bases e informações necessárias para falar sobre o assunto, por total desconhecimento dos detalhes do fato. O texto pode ser interpretado como uma apologia ao aborto, contrariando o Magistério da Igreja. Os médicos abortistas não estiveram na encruzilhada moral sustentada pelo texto, ao contrário, eles praticaram o aborto com total consciência e em coerência com o que acreditam e o que ensinam. O hospital que realizou o aborto na menininha é um dos que sempre realizam este procedimento em nosso Estado, sob o manto da “legalidade”. Os médicos que atuaram como carrascos dos gêmeos declararam e continuam declarando na mídia nacional que fizeram o que já estavam acostumados a fazer “com muito orgulho”. Um deles, inclusive, declarou que: “Já fui, então, excomungado várias vezes”.

    7. O autor arvorou-se do direito de falar sobre o que não conhecia, e o que é pior, sequer deu-se ao trabalho de conversar anteriormente com o seu irmão no episcopado e, por esta atitude imprudente, está causando verdadeiro tumulto junto aos fiéis católicos do Brasil que estão acreditando ter Dom José Cardoso Sobrinho sido precipitado em seus pronunciamentos. Ao invés de consultar o seu irmão no episcopado, preferiu acreditar na nossa imprensa declaradamente anticlerical.

    Recife-PE, 16 de março de 2009

    Pe Edson Rodrigues

    Pároco de Alagoinha-PE – Diocese de Pesqueira

    Mons. Edvaldo Bezerra da Silva

    Vigário Geral – Arquidiocese de Olinda e Recife

    Pe Moisés Ferreira de Lima – Reitor do Seminário Arquidiocesano

    Dr. Márcio Miranda – Advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife

    http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2009/03/17/declaracao-da-arquidiocese-de-olinda-e-recife/

  7. 2009 março 18
    Hugo permalink

    Muito bom o artigo…
    Exatamente o que imaginei na hora que ouvi, falta de clareza e posição definida…
    Grande abraço…

  8. 2009 março 19
    Ana Lígia de Oliveira permalink

    1 – Todo órgão, todo órgão tem normas mais importantes, que, desobedecidas pelos membros, estes são expulsos: OAB, Conselhos de Farmácia, Odontologia, Medicina, Administração, Engenharia, Arquitetura, Clubes, Igrejas protestantes, etc… Todos os órgãos. Todos os órgãos. A Igreja Católica também.
    A OAB, os Conselhos, por ex., dizem que o seu membro expulso teve o registro cassado. A Igreja diz foi excomungado.
    Excomungado significa apenas sem comunhão com a Igreja. Fora da Igreja. Só isto. Por que tanto preconceito contra esta palavra?!…
    Veja, por amor a Cristo sobre todas as coisas, o item 2.

    2 – Norma importante da Igreja é não abortar. Porque é considerado assassinato de uma pessoa em estado embrionário ou fetal, que não tem qualquer possibilidade de defesa. Assim sendo, quem pratica abortos é considerado excomungado pela Igreja. Ela diz isto no Código Canônico; está escrito lá. Mas é só a pessoa se arrepender, está perdoado por Cristo, que é Deus, e volta ao seio da Igreja.

    3 – Claro que a menina de 9 anos não foi excomungada.
    Apesar de a idade da aparência dela e a idade dos órgãos reprodutores serem muito superiores à idade cronológica, para a excomunhão, seria preciso ela ter usado o livre arbítrio, o que não foi o caso, quando os adultos decidiram por ela.

    4 – Então, Dom José não excomungou ninguém, muito menos a menina.
    O Código Canônico é que estipula excomunhão para quem, usando mal o livre arbítrio que Deus lhe deu, peca contra o 5º Mandamento, assassinando pessoas em estado embrionário ou fetal, ou seja, sem QUALQUER chance de defesa.

    5 – Dom José queria salvar três vidas, dando assistência médica, material, psicológica, espiritual, à menina; cujos órgãos reprodutores não são de uma menina de 9 anos de antigamente. E caso necessário seria feita uma cesariana. Se ela não quisesse as crianças, elas seriam encaminhadas para adoção.

    6- Outro falso testemunho é que Dom José inocentou o amante da mãe da menina, monstro que praticava sexo com ela há três anos. O que Dom José disse é que, infelizmente, o Código Canônico não prevê excomunhão para estupradores, o que é uma pena, o que é lamentável.
    Nunca as autoridades vaticanas pensaram que esse crime hediondo fosse ficar tão freqüente.
    Muitos Levantadores de Falsos Testemunhos contra Dom José, lembraram os casos de padres pedófilos. A Igreja, nunca, jamais, aprovou os sacerdotes homossexuais pedófilos e “adultófilos”, que tanto dor trouxeram e trazem à Igreja, que fica preocupadíssima com as vítimas.
    A Igreja, inclusive, não pode ser responsabilizada se os padres homossexuais, de algum modo, foram protegidos por pessoas, dentro do que o Catecismo condena como sendo Cumplicidade entre Pecadores.
    Um exemplo dessa Cumplicidade, vemos quando o caso de homossexualismo é com adultos, pois a mídia esconde. É importante refletir sobre isto…
    O monstro que praticava sexo com a menina há três anos, pecou mortalmente contra o 6º Mandamento, e é preciso muito arrependimento, total e sincero, para Cristo, Que é Deus, perdoá-lo.
    Espera-se que a JUSTIÇA HUMANA o conserve na cadeia por muitos e muitos anos.
    7 – Espera-se também que as mães parem de ser tão inocentes, não coloquem mais qualquer homem dentro de casa; e, se viúva ou mãe solteira namorando em Castidade, para contrair MATRIMÔNIO, preste atenção se não está colocando seus filhos a mercê de um tarado.
    E MAIS UMA VEZ, A IGREJA TEM RAZÃO. QUANDO MÃES OBEDECEM AO 6º E 9º MANDAMENTOS, ESSAS DESGRAÇAS NÃO ACONTECEM…

  9. 2009 março 19
    Ana Lígia de Oliveira permalink

    Em quem acreditar – nos que, à semelhança de Cristo e dos Santos, não têm medo de ensinar a Doutrina como Ela é, ou nos que têm medo de ensiná-la?
    1 – Do Vaticano até a mais humilde capela do mundo;

    da mais elevada Comissão Pontifícia até as mais necessárias associações de católicos do mundo;

    das Conferências Episcopais dos países até as mais desnecessárias associações de católicos, do mundo;

    das congregações fundadas por Santos como São Francisco, São Bento, São Domingos, etc, até as congregações mais recentes;

    nas editoras, rádios, televisões e sites católicos;

    enfim, em todo lugar do mundo, onde haja sacerdotes e/ou leigos:

    Até Cristo voltar em glória, haverá sempre e sempre:

    aqueles que, à semelhança do próprio Cristo e de Seus Santos, não têm medo de ensinar a Doutrina como Ela é;

    e aqueles que têm medo de ensiná-la.

    2 – Infelizmente, para agradar mais aos homens do que a Deus,

    2.1 – Bíblias são traduzidas de modo a dourar a pílula;

    2.2 – Catecismos são escritos e traduzidos para agradar, e não para converter;

    2.3 – notas oficiais são tímidas, incompletas e confusas, e até desautorizam os evangelizadores fiéis à Igreja;

    2.4 – eufemismos criados pelo mundo para descrever condutas fora do Plano de Deus (ex.: “opção sexual”) são usados por evangelizadores;

    2.5 – muitos assuntos (como Virgindade, Castidade, Homossexualismo), são evitados, todos os dias de todos os meses;

    2.6 – muitos assuntos são ensinados da maneira errada.

    2.6.1 – Como, por ex., quando se dá a entender que não precisamos fazer a nossa parte para merecermos a misericórdia de Deus e o Seu perdão;

    2.6.2 – ou como se a caridade material para os mais pobres que nós, fosse suficiente para compensar uma vida fora do Plano de Deus; assim como também, se esse “dar o peixe” sem nunca “ensinar a pescar”, não fosse um incentivo ao desejo de alguns não trabalharem.

    2.7 – E assim por diante…

    3 – Por ex., no caso da menina de 9 anos grávida, Dom José agiu exatamente dentro da Doutrina.

    E isto não foi nem é fácil. Portanto, não nos surpreendamos com o elevado número de sacerdotes e leigos que se mantêm em silêncio, nem com os pronunciamentos oficiais tímidos e/ou desautorizadores.

    Certamente, Dom José já perdoou a quem está fazendo ele viver mártir. Cristo, que é Deus, também perdoará, quando houver sincero e total arrependimento.

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