Em defesa de Maite Tosta, de dom José Cardoso Sobrinho e da posição católica!

2009 março 9

Taiguara Fernandes de Sousa, membro do Veritatis Splendor, escreveu um texto comentando as agressões que Maite Tosta, também integrante do VS, vem sofrendo na internet pela defesa que ela fez do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho:

——

A minha caríssima irmã de Apostolado, Maite Tosta, tem sofrido as mais variadas injúrias pela sua Carta de Apoio ao Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, por este ter relembrado que aqueles que praticam e consentem no crime de aborto – dada sua gravidade – incorrem automaticamente, pela lei da Igreja, na excomunhão automática.

Ora, tacharam minha nobilíssima irmã de “demente”, “doente”, “esquizofrênica”, “louca” e outras coisas mais que não vale a pena citar em ambientes de bem e civilidade. Pois gostaria de dizer para estas pessoas que minha nobre amiga nada possui de “demente” ou “esquizofrênica”.

“Demente” e “esquizofrênico” se pode chamar a certas pessoas que são manipuladas pela mídia e, sem a mínima apresentação de prova médica inconteste, creem piamente que a menina de 9 anos corria risco de vida se mantivesse sua gravidez.

“Doente” e “louco” se pode chamar a quem acredita tão categoricamente nos avanços da medicina e não se questiona se nossa medicina (tão avançada, segundo dizem) não poderia acompanhar uma gravidez de risco (como acompanha a muitas mulheres de úteros fracos ou de mulheres anãs, só para citar exemplos que podem ser analogicamente empregados ao caso da menina).

Aliás, nenhuma destas pessoas tem conhecimento, por exemplo, do caso da menina de 11 anos em Iraí (RS), vítima de estupro do qual resultou uma gravidez, e que leva uma gestação normal, com acompanhamento médico, e já está no sétimo mês. Terá os filhos. A família sequer cogitou o aborto dos bebês. Os médicos acompanham cuidadosamente o caso. Talvez ninguém tenha conhecimento deste caso porque, não tendo findado no aborto, ele não serve aos interesses do Governo Federal, das ONGs abortistas e da mídia falaciosa. Tampouco serve para engrossar a mentalidade pobre desta casta de gente seguidora dos modismos e do “politicamente correto”, gente que coloca a moda à frente de valores fundamentais, como a vida e a dignidade da pessoa humana.

Informo ainda mais para este pessoal que usa viseira e só vê o que quer. Já ouviram falar na menina de 9 anos (sim, a mesma idade da garota pernambucana!), uma índia da Amazônia vítima de estupro, que deu à luz a uma criança saudável de 2,2 kg, e que permaneceu viva e saudável após o parto? A equipe médica acompanhou a gravidez e, dando mostra da modernidade de nossa medicina, conseguiu levá-la a termo com uma cesariana sem maiores complicações. Já ouviram falar deste caso? Óbvio que não, pois só ouvem o que querem! Mas, para vocês que dão tanto ouvido à idolatrada mídia, segue a notícia.

No Peru, em Pachitea, outra menina de 9 anos, vítima de estupro, deu também à luz um bebê, com 2,520 kg e 47 cm. Novamente houve acompanhamento médico e psicológico, tudo mostrando como está avançada nossa medicina.

Na cidade de Sapucaia (RJ), uma menina de 11 anos foi vítima de estupro em 1997. O caso ganhou (quem? quem?) a mídia! Ora, os avós até pensaram em abortar a criança, mas desistiram da ideia. A menina deu à luz o bebê, que hoje é criado pelos avós; é uma criança saudável e brincalhona. Quanto à menina, sua mãe, está viva e hoje tem mais duas filhas. Vejam aqui.

E, para finalizar com chave de ouro, conto-lhes, a vocês que tanto se deixam levar pela mídia, o caso de Lina Medina, a mãe mais jovem da história da medicina. Engravidou com 4 anos de idade, vítima de estupro, e teve o filho aos 5 anos. O menino nasceu com 2,7 kg; seu nome era Gerardo. Tanto ele quanto a mãe sobreviveram. Houve acompanhamento médico durante toda a gravidez, o que novamente dá mostras de que a medicina tem condições de acompanhar uma gravidez de risco, sem ser preciso matar a criança para preservar a vida da mãe. E quando foi que tudo isto aconteceu com Lina Medina? Em 1939! SIM! Há 70 anos! Há 70 anos a medicina teve condição de acompanhar e levar a um bom termo uma gravidez de risco, e de uma menina bem mais nova que a garota pernamabucana – repito: Lina Medina deu à luz com 5 anos! e será que hoje, com todos os avanços médicos – a medicina já consegue pôr dois corações num só homem! – esta mesma medicina não é capaz de acompanhar uma gravidez de risco de uma menina de 9 anos e levá-la a bom termo, sem ser preciso matar as crianças?

Indaguem-se isso antes de insultarem quem já se indagou e nota que há objetivos obscuros por trás do abortamento destas crianças!

Indaguem-se isso antes de insultar quem já se perguntou por que nossa tão avançada medicina não poderia acompanhar a gravidez desta menina e levá-la a um bom termo, preservando a vida tanto das crianças quanto da mãe!

Não se deve vir com insultos antes de analisar bem as coisas. Nem se deve deixar manipular antes desta análise que gente inteligente deveria fazer dos fatos.

Ora, este pessoal não segue a razão e vêm chamar a alguém que a segue de “demente”? De “esquizofrênico”?

Por favor! Poupem-nos!

E a estas pessoas que tanto defendem esse aborto e que acham escandaloso ser-lhe contrário, leiam o relato da manipulação que foi feita com os pais da menina pernambucana por parte de ONGs abortistas e de agentes de governo, que queriam, a todo custo, levar a menina a consumar o aborto das crianças; o relato é de uma testemunha ocular dos fatos, que acompanhou tudo, o Padre Edson Rodrigues.

Sugiro a estas pessoas que defendem tão passivamente este aborto e que insultam tão desrespeitosamente a quem lhe é contrário que se perguntem sobre por que agentes do governo e ONGs abortistas usaram de tantos ardis para manipular os pais da menina a aceitarem o aborto: não haverá interesses por trás disto? E não serão esses interesses ideológicos, abortistas? Perguntem-se! Indaguem-se! Raciocinem!

Muita gente tem escrito à Maite dizendo que não vai mais contribuir com a paróquia a que pertence e, se a Igreja Católica prevê realmente a excomunhão em casos de aborto, essas pessoas também desejariam ser excomungadas. A estas criaturas que não conseguem chegar sozinhas a tão simples conclusão, vou lhes dar uma ajuda: ninguém lhes está obrigando a permanecer na Igreja, e se não aceitam os princípios fundamentais da instituição a que dizem pertencer, façam o favor de sair dela. E para isso não precisam mandar os seus dados à Maite para que sejam excomungados (alguns têm feito isso, pasmem!): basta que decidam sair, basta que prestem o importante e valioso serviço de nunca mais mostrarem suas caras repletas de hipocrisia à comunidade realmente católica, que não abre mão dos fundamentos mais basilares de sua religião em prol dos modismos de uma época ou de manipulações midiáticas e governamentais.

Façam o favor de sair, meus caros. Parem de nos importunar e atrapalhar. Façam o favor de sair.

A adesão à fé deve ser livre e voluntária. Ninguém lhes obriga a aceitá-la, nem se pode coagi-lo a tanto.

Então, por favor, se não aceitam o que a Igreja diz, se acham que sua religião tem tantas falhas, prestem-nos o serviço de incomensurável valor de saírem da Igreja a que há muito deixaram de pertencer e só fazem atrapalhar. Façam-nos a grande boa ação de nunca mais nos mostrarem suas caras hipócritas e farisaicas, até que realmente estejam dispostos a seguir os preceitos da religião a que dizem pertencer. Se não estão dispostos, então saiam e parem de nos importunar com sua hipocrisia de proporções tão aberrantes.

E ao senhor que disse que não mais contribuiria financeiramente com sua paróquia, afirmo-lhe: esta Igreja não quer o dinheiro mal oferecido e fedendo a hipocrisia. Há outros lugares que podem aceitar o seu dinheiro hipócrita. Sinta-se à vontade para não mais contribuir com sua paróquia, já que isto lhe faz tanto mal.

Agora, por favor, prestem-nos o grande serviço de não nos importunarem com sua hipocrisia nem nos atrapalharam com suas infantilidades e molecagens.

E parem de, dizendo-se católicos, importunarem com xingamentos e palavras irracionais esta mulher que é verdadeiramente católica, pois sabe o que segue sua religião (e por isso mesmo pode contribuir com sua paróquia sem hipocrisia).

17 Responses leave one →
  1. 2009 março 9
    Andrea permalink

    Não sabia que a Maite estava passando por isso! E grávida! Que Deus dê forças a ela e sua família!

    E que esses católicos (???) que a apedrejam saiam logo da Igreja. Sepulcros caiados!

    São Miguel Arcanjo protejei-nos no combate!

  2. 2009 março 9
    Igor Bueno permalink

    Meus parabéns pelas palavras Taiguara. Ou a pessoa é católica ou não é. É triste ver pessoas mornas na fé!

    Lembramos das palavras de nossos Senhor: “Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa.” (Jo 15,20)

    Minha solidariedade e apoio à Maitê, a quem conheço “virtualmente” do VS e do orkut

  3. 2009 março 9
    Pedro Rocha permalink

    Infelizmente, o caso dessa menina envolveu mais insultos à Santa Igreja e ao bispo do que discussões racionais. Parabéns pela hombridade de defender seus pontos de vista sem medo da claque politicamente correta que infectou esse assunto tão delicado, que foi vulgarizado pela mídia.

  4. 2009 março 9
    Hélio permalink

    Há muito tempo o Ministro da Morte, José Gomes Temporão, apoiado pelo Presidente Lula, ambos se dizem católicos, mas não respeitam a Santa Lei de Deus, vem procurando do aprovar o aborto em nosso país.
    O Caso da menina de nove anos, grávida de gêmeos, foi usado como uma isca para pescar os brasileiros incautos.
    Aproveitando-se de uma mídia irresponsável e sensacionalista, conseguiram que o aborto fosse realizado.
    Assim, vai minando a resistência do povo brasileiro e logo poderão apresentar um projeto de lei para liberar o aborto no Brasil.
    Fiquemos atentos!
    A Srª. Maite Tosta, merece minha admiração e de todos os católicos brasileiros.
    Parabéns Maite, Deus te abençoe.

  5. 2009 março 9
    divino souto permalink

    Todo esse epsódio triste ocorrido com a menina e o aborto nela praticado, toda a polêmica, toda a luta empreendida pela Igreja na pessoa de D. José, tudo isso me fortaleceu a fé, fez-me lembrar das palavras de Jesus de que o verdadeiro cristão haveria de sofrer perseguição, e que devemos procurar a porta estreita, pois, como se vê, a porta larga é a da alienação, a que nos inculca falsos valores. Tô mais feliz por ser católico, e mesmo sob ataques, mais confiante na verdadeira doutrina !!!

  6. 2009 março 9
    Tiago Paolini permalink

    Meus parabéns, disse exatamente o que precisava ser dito!

    Aproveito a oportunidade para registrar o meu apoio à Maite, ao Dom José e a quem mais defenda a verdadeira moral.

    Abraços,
    Tiago

  7. 2009 março 9
    lucas permalink

    sem duvida estuprar uma criança de 9 anos é um crime gravissimo.porem “nada” justifica o aborto.nem a midia nem o governo entraram em defesas das 2 vidas inocentes que estavam no ventre da garota.e o pior é saber que até mesmo catolicos que deveriam esta apoiando a santa madre igreja se viram contra ela!

    rezemos para que Deus dê foça á igreja e ao clero! que eles não tenham medo!e tenham forças para suportar todas essas criticas e ataques.

  8. 2009 março 9
    Suzana Cavenaghi permalink

    Os que se dizem tão religiosos deveriam, onde se diz “midia”, no texto acima, ler “a igreja”, pois esta soube também durante anos e anos enganar seus fiéis, assim como faz a mídia. O dinheiro que les parece fétido hoje em dia é o que fez do Vaticano o Estado mais rico (e suntuoso) do mundo (matando e roubando!). O que queremos, nós pessoas de várias outras fés, que não a católica, é que a Igreja Católica pare de querer ditar as leis da humanidade, da sociedade e do Estado Laico. Ou usando-se de formas excusas, tentar impedir, que leis aprovadas por maioria democrática não sejam cumpridas. Deixe-nos em paz… usem de sua tão dita fraternidade e sejam fraternos com aqueles que não compartilham de sua mesma fé e não queiram interferir nas leis da sociedade democrática.

  9. 2009 março 9
    lucas permalink

    A perseguição contra igreja já foi declarada pela imprensa e pelo governo!as declarações de lula(medicina certa e igreja errada)deixou bem claro que o “brasil” quer mesmo é denegrir ao maximo possivel a imagem da igreja.as “escolas” e “faculdades” tambem entraram na guerra contra igreja.digo isso pois sou estudante e escuto absurdos”mentiras” sobre a igreja. a igreja já passou por muitas perseguições.mais cristo esta conosco.apoiemos a igreja.a tendencia é que a cituação venha piorar.
    mais uma vez:rezemos para que Deus nesse momento de dificuldade de forças a igreja,ao papa e ao clero!

  10. 2009 março 10
    Domingos de Oliveira permalink

    Mas e o estuprador,pq não foi excomungado também???
    Um monstro q abusa sexualmente de uma criança ainda quando ela tinha 6 anos de idade e a engravida com 9 anos,tem um crime menos grave nas costas???Isso é incompreensível!!!!
    Claro q o aborto é crime,mas nesse caso,tem mais atenuantes do q o crime de estupro cometido por esse monstro!
    Por uma questão de coerência,o estuprador também teria q ser excomungado!Lamentável não ter havido essa pena também para ele.

  11. 2009 março 10
    Vinícius permalink

    Que voltemos às catacumbas se preciso for. Não vejo ninguém criticar o rsdicalismo islâmico ou judeu. É uma pena ver que, sobretudo hoje, a mídia brasileira está em decadência.

    Viva a Igreja, Viva o papa, viva dom José!

  12. 2009 março 10
    divino souto permalink

    A respeito do comentário da Suzana Cavenaghi, tenho a dizer que a Igreja teve sim seus momentos sombrios, até mesmo porque não é a Igreja imune às “forças malignas”, é uma Instituição que congrega seres humanos. Mas o que disse Jesus foi que as “as portas do inferno não prevalecerão contra sua Igreja”. Isso é o que basta. Todos que estão bradando contra a Igreja neste momento, contra a vida, não passa de porta-vozes do inferno, inda que despercebidamente !!!

  13. 2009 março 10

    O trágico tributo do aborto

    DE 50 a 60 milhões de bebês por nascer morrem todo ano em abortos. Consegue imaginar o que esse número significa? Seria como dizimar semanalmente toda a população das ilhas havaianas!

    É difícil reunir dados exatos porque a maioria dos governos não mantém registros meticulosos dos abortos realizados. E, onde o aborto é restrito ou ilegal, os especialistas podem apenas arriscar um palpite. Mas o perfil global do aborto é o seguinte:

    Nos Estados Unidos, o aborto é o segundo mais comum procedimento cirúrgico, depois da amigdalectomia. Realizam-se anualmente mais de 1,5 milhão de abortos. A inequívoca maioria das mulheres não está casada — 4 em cada 5. A freqüência de interrupção da gravidez entre mulheres solteiras é duas vezes maior que a freqüência com que dão à luz, ao passo que, em média, a freqüência com que mulheres casadas dão à luz é dez vezes maior que a freqüência com que abortam.

    Nas Américas Central e do Sul — predominantemente católicas — as leis relativas ao aborto são as mais restritivas do mundo. No entanto, é enorme a quantidade de abortos ilegais, o que representa graves perigos para a saúde das mulheres. No Brasil, por exemplo, houve cerca de quatro milhões de abortos em 92. Mais de 400.000 das mulheres que abortaram tiveram de procurar tratamento médico devido a complicações. Na América Latina, cerca de um quarto de todas as gravidezes é interrompido.

    Do outro lado do Atlântico, no continente da África, as leis também são rigorosas. É comum ocorrerem danos físicos e mortes, especialmente entre mulheres pobres que recorrem à ajuda de práticos.

    Em todo o Oriente Médio, muitos países têm rigorosas leis escritas, mas o aborto ainda é amplamente procurado e conseguido pelas mulheres que podem pagar os altos custos.

    A maior parte da Europa Ocidental permite o aborto em alguns casos, a Escandinávia sendo a mais liberal. O Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha mantém um registro de abortos desde sua legalização, em 1967. Observou-se a duplicação no número de abortos e um aumento em filhos fora do casamento, doenças sexualmente transmissíveis, prostituição e grande número de doenças do aparelho reprodutor.

    A Europa Oriental, bem como as leis relativas ao aborto ali, acham-se em estado de contínuas alterações. Na ex-União Soviética, calcula-se que se realizam anualmente 11 milhões de abortos, dado que figura entre os mais elevados do mundo. Com escassos contraceptivos e carentes condições financeiras, a mulher mediana naquela região talvez se submeta a seis ou até nove abortos durante a sua vida.

    Em toda a Europa Oriental, a tendência geral é para a liberalização. Um exemplo dramático é a Romênia, onde o regime anterior proscrevia energicamente o aborto e proibia a contracepção a fim de estimular o aumento populacional. As mulheres eram obrigadas a produzir a quota de pelo menos quatro filhos e, em 1988, os orfanatos romenos estavam superlotados de crianças abandonadas. Assim, desde que o governo revolucionário de 1989 eliminou as restrições ao aborto, 3 em cada 4 bebês são abortados, o maior índice da Europa.

    A Ásia responde pelo maior número de abortos. A República Popular da China, com sua política de filho único e abortos compulsórios, encabeça a lista, com 14 milhões por ano.

    No Japão, as mulheres decoram estatuetas com babadouros e brinquedos em memória de seus filhos abortados. O público encara com forte apreensão as pílulas anticoncepcionais, de modo que o aborto é o principal método de planejamento familiar.

    Em toda a Ásia, e especialmente na Índia, a tecnologia médica tem criado uma situação embaraçosa para os ativistas dos direitos da mulher. Técnicas como amniocentese e ultra-sonografia podem ser utilizadas para determinar o sexo do bebê em estágios cada vez mais precoces da gravidez. A cultura oriental há muito dá mais valor a filhos do que a filhas. Assim, onde há fácil disponibilidade tanto de métodos de determinação do sexo como de aborto, abortam-se grandes quantidades de fetos do sexo feminino, o que desequilibra a proporção de nascimentos entre meninos e meninas. O movimento feminista está agora na posição paradoxal de, na verdade, exigir o direito da mulher de abortar fetos do sexo feminino.

    O que a mãe sente

    Como se dá com outras técnicas médicas, o aborto acarreta certa medida de risco e de dor. Durante a gravidez, o colo do útero, ou cérvix, fica hermeticamente fechado para manter o bebê seguro. Dilatar o colo do útero e inserir instrumentos pode ser doloroso e traumático. O aborto por sucção pode levar mais ou menos 30 minutos, durante os quais algumas mulheres talvez sintam dores de moderadas a intensas e cãibras. No aborto por solução salina, induz-se trabalho de parto prematuro, às vezes com a ajuda de prostaglandina, substância que dá início ao trabalho de parto. As contrações podem durar horas ou até dias e podem ser dolorosas e emocionalmente extenuantes.

    Entre as complicações imediatas do aborto estão hemorragia, danos ou lacerações no colo do útero, perfuração do útero, coágulos sanguíneos, reação à anestesia, convulsões, febre, calafrios e vômitos. O perigo de infecção é especialmente alto quando pedaços do bebê ou da placenta ficam no útero. É comum a realização de abortos incompletos, de modo que talvez seja preciso uma cirurgia para a remoção de tecido em decomposição deixado no útero ou até do próprio útero. Estudos governamentais feitos nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e na ex-Tchecoslováquia sugerem que o aborto aumenta muito as possibilidades posteriores de infertilidade, gravidez tubária, aborto espontâneo, parto prematuro e defeitos congênitos.

    O ex-diretor nacional de saúde dos EUA, C. Everett Koop, comentou que ninguém fez “um estudo da reação emocional ou do sentimento de culpa da mulher que se submete a um aborto e depois deseja desesperadamente ter um filho que não pode ter”.

    Os estudos sobre o aborto deviam ter incluído nos grupos de controle jovens cristãos castos que permanecem virgens por respeito à vida e às leis de Deus. Teriam constatado que esses jovens têm relacionamentos mais saudáveis, maior auto-estima e duradoura paz mental.

    O que o bebê sente

    O que sente o bebê que, aninhado em segurança no aconchego do útero da mãe, é subitamente atacado com força mortífera? Só se pode imaginar, pois essa história nunca será contada em primeira mão.

    A maioria dos abortos é realizada nas primeiras 12 semanas de vida. Nesse estágio, o pequenino feto exercita a respiração e a deglutição, e seu coração já bate. Ele pode dobrar os dedinhos dos pés, fechar a mãozinha, revirar-se em seu mundo aquoso — e sentir dor.

    Muitos fetos são arrancados do útero e sugados para dentro dum recipiente por um tubo de vácuo com extremidade pontuda. Esse processo é chamado de aspiração a vácuo. A possante sucção (29 vezes superior à potência dum aspirador de pó doméstico) dilacera o corpinho. Outros bebês são abortados por dilatação e curetagem, processo em que um bisturi em forma de alça raspa a parede interna do útero, fazendo em pedaços o bebê.

    Fetos com mais de 16 semanas podem morrer pelo método de aborto por solução salina, ou envenenamento por sal. Uma longa agulha perfura a bolsa d’água, retira parte do líquido amniótico e o substitui por solução salina concentrada. À medida que o bebê engole e respira, enchendo seus delicados pulmões com essa solução tóxica, ele se debate e tem convulsões. O efeito cáustico do veneno destrói a camada superficial de pele, deixando-a em carne viva e engelhada. O cérebro pode apresentar hemorragia. Uma morte dolorosa talvez ocorra dentro de algumas horas, embora vez por outra, quando o trabalho de parto começa mais ou menos um dia depois, o bebê seja expulso ainda vivo, mas agonizante.

    Se o bebê está desenvolvido demais para ser morto por esses métodos ou por métodos similares, resta uma opção: a histerotomia, incisão cesariana com objetivo desvirtuado, ou seja, pôr fim à vida em vez de salvá-la. O abdômen da mãe é aberto cirurgicamente, e quase sempre se retira o bebê ainda vivo. Ele talvez chegue até a chorar. Mas tem de morrer. Alguns são deliberadamente mortos por sufocamento, afogamento ou outros meios.

    O que o médico sente

    Por séculos os médicos têm aceitado os valores expressos no venerado juramento hipocrático que diz, em parte: “Jamais, para agradar alguém, prescreverei uma droga mortal, nem darei um conselho que possa causar a morte. Nunca darei a uma mulher um pessário para causar o abortamento. Preservarei a pureza . . . da minha arte.”

    Que conflitos éticos confrontam os médicos que interrompem a vida no útero? O Dr. George Flesh descreve-o da seguinte maneira: “Meus primeiros abortos, como médico residente, não me causaram nenhuma aflição emocional. . . . Minha insatisfação começou depois de centenas de abortos. . . . Por que mudei? Logo no começo da minha carreira, um casal me procurou e solicitou um aborto. Visto que o colo do útero da paciente estava rígido, não consegui dilatá-lo para realizar o aborto. Pedi-lhe que voltasse uma semana depois, quando o colo do útero estaria mais maleável. O casal retornou e me disse que havia mudado de idéia. Realizei o parto sete meses depois.

    “Anos mais tarde, brinquei com o pequeno Jeffrey na piscina do clube de tênis do qual seus pais e eu éramos sócios. Ele era feliz e bonito. Fiquei horrorizado ao pensar que um obstáculo técnico fora tudo o que me impediu de pôr fim à vida que o Jeffrey teria. . . . Creio que dilacerar um feto desenvolvido, membro por membro, simplesmente a pedido da mãe, é um ato de depravação que a sociedade não devia permitir.”

    Uma enfermeira que deixou de ajudar em abortos comentou sobre seu serviço numa clínica de abortos: “Uma das nossas tarefas era contar os pedaços. . . . Se a moça vai para casa com pedaços do bebê ainda no útero, podem surgir problemas graves. Eu examinava cuidadosamente os pedaços para ter certeza de que havia dois braços, duas pernas, o tronco, a cabeça. . . . Tenho quatro filhos. . . . Havia um enorme conflito entre minha vida profissional e minha vida pessoal que eu não conseguia conciliar. . . . O aborto é uma questão difícil.”

    Na Ásia, onde se prefere filhos homens, os médicos abortam milhares de fetos do sexo feminino.

    Nos Estados Unidos, 4 em cada 5 mulheres que recorrem ao aborto não estão casadas.

  14. 2009 março 10
    Carlos permalink

    Estou muito feliz por todo esse esclarecimento dito… muitas mentiras são contadas nas escolas, no ambiente em que vivemos, e na verdade o problema da sociedade é idolatrar a mídia e nem se quer saber da opinião da igreja. Muitos professores não dizem por aí “Para tirar uma conclusão, precisa ouvir os dois lados.”? pois é…que direito têm as pessoas de falar mal da igreja, sem saber o seu lado e seus pontos? e o pior, que direito têm elas de julgar, sendo que isso cabe apenas a Deus? Então (para todos nós católicos) aprendamos a defender a nossa igreja e o direito das pessoas de viver (no caso do aborto), para que ninguém fale mal de nossa Santa Madre Igreja.
    Meu enorme apoio ao Dom José Cardoso e Maite Tosta por esses momentos tão dificeis…
    fiquem com Deus e que Deus abençoe a todos

  15. 2009 março 11
    marta pelypec permalink

    ” Quem quiser Me seguir pegue e carregue a sua cruz” (Jesus)

    Se todos nós pensamos que viveremos uma vida sem pagarmos de alguma forma, estamos enganados. Uma coisa é certa: a criança que gerou duas crianças sofrerá as consequências desses abortos no futuro. Pode não ser daqui a 15, 20 ou 30 anos. Mas ela sofrerá como 90% das mulheres que praticaram abortos sofrem, pois as consequencias de um aborto vão de uma dor profunda que nunca se acaba, mesmo com o arrependimento, até as consequencias físicas das quais o câncer de mama é uma delas. Os bebezinhos estão ao lado dAquele que as criou e, sem dúvida em melhor lugar do que nós. Mas quem pode escolher qual das crianças é que vai viver não é senão o próprio Deus, aquele que é o Senhor e o Criador da Vida?

    Digam o que quiser. Escolham a desculpa que quiserem. Uma atrocidade foi cometida duas vezes: a)o pedófilo que abusou da inocência de uma criança e o médico que, sem fazer uma avaliação calma e sem paixões foi levado na conversa das feministas de Recife e matou dois inocentes.

    Isso tudo realmente é muito triste e lamentável!!!!!

  16. 2009 março 12
    otoniel permalink

    mais uma vze gostaria de parabenizar o VS pela forma pratica de evangeliza ,em especial a este blog na pessoa do Marcio Antonio Campos que no assusto referente a bioética não deixa nada a desejar ,sempre nos colocando a Luz dos fatos e dos acontecimentos,trazendo referencias de outros blogs efim pesquisando tudo que é preciso pra fortalecer a nossa fé como tbem pra junto com nossa igreja abraçarmos a cruz de de Cristo . parabens VS, parabens Marcio Antonio Campos.

    otonieljr

  17. 2009 março 12
    marina teixeira permalink

    Não conheço a Sra. Maite Tosta mas soube, ao ler os comentários acima, que ela está grávida. Desejo de coração que ela tenha uma ótima gravidez e que tenha o seu filho em paz e gozando de muita saúde. Filho este que ela escolheu ter e que gerou em momento de prazer e alegria com um parceiro que também escolheu. Direitos estes, também fundamentais, e que muitos parecem achar justo que sejam negados a uma menina de 9 anos estuprada!
    O fato desses direitos terem sido tantas vezes desrespeitados, ainda que com a sobrevivência física das vítimas (quanto à psicológica nada foi dito!), felizmente, não nos obriga a repetir a sua negação outras tantas vezes em nome de valores evocados pela igreja principalmente quando a situação não é interna a ela. Basta pensar no problema da pedofilia que, sabidamente, é bastante frequente no clero. Talvez por isso o comportamento do estuprador tenha sido tratado com mais condescendência. Não sou contra ninguém mas penso que o direito de todos(as) deve ser respeitado em um mundo já de si tão injusto e desigual.

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